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segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Angola – Ainda não cheguei lá e já cá não estou

Podem saber mais em http://www.bernardoramirez.com/comunicacao/angola-ainda-nao-cheguei-la-e-ja-ca-nao-estou/

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Universo das infinitas possibilidades

Estou permanentemente no Universo das Infinitas Possibilidades.

Esse gigante oceano é como todos os grandes mares. Pode nos suportar, deixar-nos flutuar, acarinhar com a frescura da sua água, envolver-nos com carinhos e movimentos que lembram o embalar materno.

Mas também pode se transformar num ser espumoso, furioso, destruidor. Um ser frio e intempestivo. Uma massa poderosa e destruidora que nos arrasa e consome sem dó nem piedade.

Este Universo das Infinitas Possibilidades abre-me muitas vezes as portas para a magia do desconhecido, para a beleza do amor, para a alegria da aventura e do inesperado. Mas tantas outras vezes confronta-me com as minhas fragilidades. Desperta os meus fantasmas. Coloca-me num modo de repetição que me leva tantas vezes ao mesmo ponto.

E nesse Universo das Infinitas Possibilidades pergunto-me, ás vezes com alegria, outras vezes com sofrimento, o porquê? O porquê de tantas vezes sentir que percorri um grande caminho, e o de tantas outras vezes sentir que ainda estou no mesmo sítio.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Buba - Ode ao meu Cão

A tua vida inundou a minha. Noites na cama aos meus pés. As tuas orelhas ao vento. Ladrares sem parar a tudo o que se move. Arrastares a minha cadeira por não sei quantos metros. Defenderes a nossa casa como ninguém. Receberes-me sempre com tanto amor. Nunca fazeres o que te pedia.

Como em tudo na vida, aprendemos a nos amar. Eu a respeitar o teu desejo de liberdade. Tu a respeitares as mil pessoas que passavam lá por casa.

Ainda hoje no bairro me perguntam por ti. Foste o cão mais simpático que alguém podia ter. Na escola perto de casa todas as crianças gostavam de ti. E era com orgulho que te passeavas com um "GREVE" escrito no teu lombo nos dias das manifestações.

Depois quando a mãe decidiu por o nosso número de casa na tua trela era telefonemas todos os dias. Cheios de pena de ti. Sem perceberem bem que eras livre. Que não precisavas que tomassem conta de ti. Que para lá dos teus donos tinhas uma vida que era tua.

Os vizinhos, por vezes, traziam-te a casa e era com resultância que te recolhias. O que gostavas era da liberdade. Tal cão, tal dono?

Querias-me tanto que por vezes não sabia o que fazer. E querias-me tanto por perto que me atrapalhava. Mas eras o meu amigo incondicional, o meu companheiro, o meu irmão...

Estavas sempre lá, e eu estive sempre contigo. Daquela vez que quase morreste envenenado. Quando ficaste doente.

Tenho saudades tuas Buba. Foste o começo do meu crescimento, da minha vida adulta e das minhas responsabilidades.

E nunca te tinha agradecido. E nunca te tinha escrito. E nunca te tinha dito como me aquecias: os pés, o colo, o coração.

És o maior!!!

PS: A foto não é do Buba, mas é quase. Naquela altura não existiam fotos digitais. Mas assim que tiver uma foto dele mudo esta que está aqui.

sexta-feira, 20 de março de 2009

Tabacaria e Metafísica

Fernando Pessoa, no seu heterónimo Álvaro de Campos, escrevia no poema "Tabacaria" (que podem ouvir e ler aqui):

"
(Come chocolates, pequena;
Come chocolates!
Olha que não há mais metafísica no mundo senão chocolates.
Olha que as religiões todas não ensinam mais que a confeitaria.
Come, pequena suja, come!
Pudesse eu comer chocolates com a mesma verdade com que comes!
Mas eu penso e, ao tirar o papel de prata, que é de folha de estanho,
Deito tudo para o chão, como tenho deitado a vida.)"

Durante anos na minha vida este poema, e esta parte em particular, eram fonte de humor. Come chocolates? Este Fernando Pessoa era realmente um provocador. Ria e ria.

Mas hoje, a caminho do trabalho, no meu elevador encarei uma verdade mais profunda em mim. Há realmente metafísica o bastante em comer chocolates, em percorrer o caminho, em assobiar uma canção, em rezar uma prece. Tudo o que fazemos pode ser sagrado ou profano.

E no grande relógio cósmico, como podemos nós avaliar a importância e a pertinência das nossas acções?

Este sim é o trabalho de se viver. Amar e aceitar.

E já agora, comer pelo caminho alguns chocolates. (pretos de preferência)

segunda-feira, 16 de março de 2009

Deus e Corpo

Ando a torturar o meu corpo. Ou pelo menos ele está convencido que é isso que se está a passar. A verdade é que há algumas semanas, apoiado pela S. decidi-me pela actividade física continuada, determinada e regular. Começou como quem não quer a coisa por umas caminhadas reforçadas e agora já anda numa corrida tipo câmara lenta e ultrapassada por pessoas a andar em bom ritmo. Sinto-me alegre, feliz, mais magro, mais leve e mais saudável.

Mas o corpo, com a sua aliada mente, tem tentado boicotar estes procedimentos tão diferentes do que está habituado. Primeiro, dói-me aqui ou ali, depois, começa a torcer aqui, mais tarde são palpitações, cãibras, tendões inflamados, bolhas nos pés, dor de burro e tudo o mais que o corpo se lembre. A mente por seu lado vai dizendo: tu não consegues, tu tas cansado, mas são oito da noite e está tanto frio, porque não vens depois outro dia, o melhor é parar que não consegues mais, isto ainda te faz mais mal que bem, e outras frases igualmente motivadoras e mimosas.

A determinação de continuar é um prazer, e ter alguém que te ensina como é, que partilha o seu conhecimento, que sabe como te dar o suporte e o apoio é maravilhoso e ajuda imenso.

No Domingo lá fomos correr para perto do rio, no meio da multidão domingueira que se passeava com carrinhos, saltos altos, óculos escuros, e umas quantas canas de pesca e desportistas. Já na volta via o Cristo-Rei a olhar para mim, e no meio do meu desespero pelo esforço que já fazia há meia hora pensei assim: “Deus por favor ajuda-me a ter a força para conseguir chegar onde quero.”. Nesse instante ouvi uma gargalhada interior. O quê? Queres que Ele te dê força e ajuda? Palerma!!! Realmente…

Pensei imediatamente: “Tenho a força e a energia para conseguir aquilo que quero na minha vida.” E passada uma fracção de segundo vi-me a chegar à meta dos meus objectivos e Deus do outro lado a sorrir. A olhar para mim e a dizer: “Vês? Para que achas tu que precisas de mim para conseguir seja o que for? Só precisas de ti. – Sorrindo-me sereno – E Vou estar sempre aqui, para celebrar as tuas vitórias, e para partilhar a alegria do meu filho ter atingido a maioridade e ter percebido que a única coisa que precisa é de ele próprio.”

Realmente passamos tanto tempo a pensar e a querer alguém para nos ajudar, para nos resolver os problemas, Deus, Alá, namorado, vizinha, o melhor amigo, pai ou tia, todos servem para nos ajudar. Porque sozinhos não conseguimos… Porque não somos capazes…

Mas afinal quem vos convenceu disso? Querem vir correr comigo?

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Dos 23 aos 34

Apenas onze anos separam os tenros vinte e três anos da idade adulta dos trinta e quatro. E o que se vê de um ponto e do outro? O que tanto o mundo se transforma?

Este salto quântico podia ocorrer em qualquer de dois sentidos. Ou no sentido inverso, doze, três anos. Ou continuar por aí fora: quarenta e cinco, cinquenta e seis, etc. Até ao fim dos tempos ...

Mas, neste momento, interessou-me pessoalmente estas duas idades e as suas diferenças e semelhanças. Porquê? Perguntam vocês e bem... Porque a minha irmã tem menos onze anos que eu e por isso é uma das portadoras da geração vinte e três (o que será que pensam de nós? os trinta e quatrões?) E eu claro portador da geração dos trinta e quatro (talvez por isso também o interesse). Porque os meus colegas de trabalho são portadores dessa geração dos vinte e três. E porque tenho muitos amigos na dos trinta e quatro.

E quais são então as principais diferenças ou semelhanças? Há duas coisas que neste momento identifico como substancialmente relevantes e que parecem fazer particular sentido neste pulo temporal de onze anos:

1.
Aos vinte e três ainda temos a ingenuidade, ou a confiança, de acreditar que a nossa vida depende de cada decisão que tomamos, e que cada opção vai direccionar-nos explicitamente neste ou naquele sentido.

Passamos muito tempo a tentar descobrir a resposta certa: este curso ou aquele, este amigo ou aquele, este amor ou aquele, esta viagem ou aquela... "E depois? Se corre mal? O que poderei eu fazer?", pensamos, assustamos-nos, duvidamos.

Lembro-me (nos meus vinte e três) da imensidão dos sentimentos, das preocupações, do peso das escolhas e do receio de se viver e de errar. Como se o processo do 'caí e torna-te a levantar' fosse impeditivo do crescimento. Como se tudo tivesse de ser perfeito.

Hoje é ao contrário. Viver: claro; cair e levantar: faz parte. Aceitar que não mandamos tanto na nossa vida, ou que o que decidimos hoje pode sempre ser refeito amanhã de uma forma melhor e mais bonita.

Hoje sabemos que hoje decidimos. E amanhã a vida (ou Deus, ou Lúcifer, ou os mestres ou os demónios) ri-se de nós e diz: nem penses! Não é como queres. É como tem de ser. E os meses de planeamento cuidado e de decisão desfazem-se. Não é grave. Faz parte. O que não nos parte faz-nos mais fortes.

Aprendemos que a preparação é parte do caminho e o resultado é menos importante que a jornada.

Mas ao vinte e três é menos evidente. Se calhar daqui a onze anos estarei eu aqui a escrever a crónica dos trinta e quatro anos aos quarenta e cinco anos. E a questionar o que penso e sinto neste momento.

2.
O segundo ponto, que está relacionado com o primeiro, tem diferenças subtis. Aos vinte e três, talvez pelo tempo que demoramos a decidir e a escolher, achamos que sabemos de tudo um pouco. Que conhecemos, que detemos a verdade, que controlamos o conhecimento e a sabedoria.

O 'só sei que nada sei' aparece mais tarde, com a passagem da vida e do tempo.

Aos vinte e três afirmamos as coisas com uma firmeza quase arrogante. Temos a certeza. Como quando aprendemos a conduzir, e na alegria de estar ao volante, começamos a conduzir com excesso de confiança. Até à primeira amolgadela.

Excesso de entusiasmo, excesso de certezas.

É curioso, passamos da insegurança da adolescência para o absolutismo da vida adulta. Agora sei tudo, sou tudo.


Aos trinta e quatro sei menos, menos que sabia aos vinte e três. E isso deixa-me feliz. Mas aos vinte e três precisei de saber tudo.

Esta viagem temporal é muito curiosa. O que vamos crescendo e o que vamos minguando.

Estes onze anos são incríveis e transformam-nos. Mas que onze anos não o fazem?

PS: E vocês, quais são as vossas diferenças e semelhanças ao longo de onze anos?

sexta-feira, 30 de maio de 2008

As escolhas que se fazem

Por Bernardo Ramirez

Nunca é fácil escolher.

Mas a vida é feita de escolhas.

Já há muito tempo ouço sempre dizer: Estes carneiros não param. Tão sempre a correr. Tão sempre a partir. Tão sempre a mudar. Querem o novo pelo novo. São como crianças. Não têm juízo nenhum.

Pois venho aqui informar que somos o princípio! Que somos o primordial! Que somos a essência do início. A força do que começa.

Sem nós não há vida. Sem nós não há novo. Sem nós não há tempo.

Não tememos ousar. E ousamos para não temer. E isto não é a nossa qualidade. Não é o nosso defeito.

ISTO É VIVER.

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Ao meu ser criativo



Querido eu;

Perdoa-me tantas vezes me esquecer de ti. Sabes bem que não é por mal. Não é por falta de amor. Não é por falta. Tantas vezes é por excesso. Excesso de coisas. Excesso de compromissos. Excesso de trabalho. Excessos...

Esqueço-me de ti. Esqueço-me do bem que me fazes. E tu, educado como sempre, deixas-te ficar tranquilo. No teu espaço.

E depois, quando me ponho a andar com a chuva na cara. Ou quando sinto a poesia em mim, lá me surges tu. Discreto e elegante a sorrir e a dizer: "Bem vindo!".

És o meu melhor bem sei. O eu criativo, belo, romântico e inteiro. Que faz o que sente e sente o que faz. E que não compromete nunca quem é.

E esse eu belo é poeta, é bailarino, é cantor, é criador, é facilitador. E é lindo, e é maravilhoso.

E não sei bem onde te perco eu. Não sei bem onde vais parar, ou onde vou eu.

Mas na viagem fico para trás, ou ficas tu. E quero-te perto. E quero-te em mim.

Abraça-me forte!


_____________________________


Bom Conselho
(Chico Buarque)

Ouça um bom conselho
Que eu lhe dou de graça
Inútil dormir que a dor não passa
Espere sentado
Ou você se cansa
Está provado, quem espera nunca alcança

Venha, meu amigo
Deixe esse regaço
Brinque com meu fogo
Venha se queimar
Faça como eu digo
Faça como eu faço
Aja duas vezes antes de pensar

Corro atrás do tempo
Vim de não sei onde
Devagar é que não se vai longe
Eu semeio o vento
Na minha cidade
Vou pra rua e bebo a tempestade

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Algures nos Açores. Algures na História

por Bernardo Ramirez

Há muito muito tempo, éramos nós umas crianças e estávamos perdidos nos Açores. Dentro de uma bela tenda, numa noite quente de verão, onde os estupefacientes e os narcóticos tinham andado a circular pelas ondas frescas da Horta.

D. e B. partilhavam uma tenda, e isso era fantástico. Nessa noite B. estava mais para lá do que para cá e confuso e meio tonto olhava incrédulo para D., enquanto esta comia Korn-Flakes misturados com salsichas saídas da lata:
"Estou cheia de fome", dizia D.tentando justificar o injustificável.
"Mas com tanta coisa boa para comer, porque essa porra dessa combinação" - pergunta B.

E D., no momento de loucura esfomeada, olha para B. de olhar arregalado, meia louca, meia cheia de fome, e diz: "Dá-me então a tua banana!"

E assim foi, a partir desse dia a D. passou a ser a D. Banana para o B.

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Guerreiro da Luz

por Bernardo Ramirez

Há já uma vida inteira atrás, ou assim parece visto agora do século XXI, estava com outros alunos igualmente malucos a fazer um Intensive Summer Course na Califórnia Americana. Fui para lá num verão, para investir um dinheiro que tinha posto de parte para o Inter Rail, aprender mais sobre meditação, auras, energia e força de vontade.

Nessa altura já era especialista no difícil e os meus professores diziam que nunca tinham conhecido alunos que fizessem tudo parecer tão complicado. E diziam-me não podes entrar assim de rompante no espaço dos outros. (não conheciam os latinos).

Naquela noite fizemos directa, como acontecia algumas vezes, e participámos todos num peddy-paper. Uma das tarefas envolvia ganhar uma espada de plástico branco fluorescente. Disseram-nos que era a arma do Guerreiro da Luz. E eu quis ficar com ela e veio para Portugal comigo.

Ainda nas Américas, algumas semanas depois deste evento, assisti a um batalha onde presenciei a força dos guerreiros da luz. Uma pergunta pretensamente inocente despertou uma batalha entre o medo de um e a luz de outra (ou foi assim que vi). E nesse instantâneo instante percebi que participava dessa batalha silenciosamente e compreendi o que era ser um Guerreiro da Luz.

Desde que voltei nunca mais pensei muito nesse assunto. A espada foi sendo transferida de armário, em arrecadação, em gaveta e mais não sei quê. E eu relembrando-me do meu papel silencioso e adormecido.

Desde que recomecei a aproximar-me da minha alma (e de a receber de braços abertos no meu ser que age) percebi, como jardineiro, como curadeiro e como ser, que era um Guerreiro da Luz. Somos Guerreiros da Luz. Temos na alma a responsabilidade de trazer a nossa luz ao mundo. De iluminar serenamente o que nos rodeia e quem nos rodeia com a luz de um amor fraterno, generoso e abundante.

A semana passada sentou-se alguém ao meu lado que senti-a muito escura. E em vez de ficar aflito, ou incomodado senti do meu coração brotar uma brilhante luz branca que envolveu tudo o que me rodeava. E o resto foi paz. E desde que aceitei ser o que sou que sinto a responsabilidade acrescida de ajudar a iluminar.

Somos Guerreiros da Luz, com espadas fluorescentes de amor e de centramento, que temos a responsabilidade de sermos os melhores que podemos, de amar o nosso hemisfério direito, e de perceber que somos parte de tudo.

Como me lembrou alguém especial: Eu sou um outro tu.

Nota:
Tirei a imagem no site http://www.matrifocus.com/SAM04/rc-art.htm

terça-feira, 18 de março de 2008

A relação familiar está em declínio!



"Hoje, vou contar uma história que infelizmente, para muitos e para mim, é visível em vários níveis de vida e diferentes regiões. E que aconteceu com alguém perto, muito perto de mim.
Baseia-se principalmente na liberdade que os pais dão aos filhos e da maneira como os pais tratam os filhos.

Sofia era uma rapariga cheia de ambições, queria a todo o custo ser: rica, logo independente dos pais, e actriz.
O senhor José e senhora Beatriz eram os seus pais que tinham um feitio especial ou até mesmo espacial. Mário era o nome do seu irmão, esse era mais velho do que ela oito anos, porém davam-se super bem.
Certo dia, estava a jovem a ler o jornal, quando viu em letras destacadas:

-Actrizes: Precisam-se para o maior e melhor filme português
T.: 9596519 Paula Sousa

Não fez mais nada; telefonou! Do outro lado, atendeu uma rapariga de voz meiga e calma, era a dita Paula.
-Olá, eu sou a Sofia Pires e gostava de saber mais acerca do anúncio que publicaram no jornal Roménia!-disse Sofia.
-Então, é assim! Eu sou assistente do realizador Manuel Fonseca e estou a registar todas as inscrições de meninas e meninos dos 14 ao 17 anos.-esclareceu Paula, porém interrompida por Sofia.
-Ah, assim está óptimo, pois eu tenho 16 anos. E quero mesmo ser actriz.
Palavra puxa palavra e ficaram a tagarelar horas e horas. Quando desligaram, Sofia disse:
-Já está no papo!
Ao mesmo tempo que Paula exclamava:
-Acho que não tem qualquer costela para actriz, mas bem...!

Passaram-se alguns meses, onde o convívio harmonioso entre o Srº José e a sua filha fazia-se sentir. O afecto que Sofia tinha pelo seu pai era grande e bonito, o mesmo não se via da parte do Srº José. Mal sabia ela o que se iria passar! Todavia este clima de muito e belo afecto só existia entre, ou melhor, de filha para pai, porque de pai para filha e de filha para mãe não se tornava visível tal sentimento.
Sofia, em pequenina, preferia o colo da mãe ao do pai. Mas quando atingiu os 10 anos, tornou-se, sem dúvida, muito mais amiga do pai; vendo-se, mesmo, um pouco de desprezo perante a Srª Beatriz, como mãe e pessoa com defeitos e qualidades. Às vezes, as trocas de preferências são bem casuais, mas esta teve um porquê.

A jovem rapariga esperava que a contactassem, porém nada havia acontecido. Por isso, tomou a liberdade de telefonar à assistente Paula, para lhe arrevivar a memória. Tornando-se regular o seu acto.
Paula, devido a tanta insistência, deu-lhe uma possibilidade de fazer um papel secundário. O que para Sofia já era uma felicidade.
Assim foi, trabalho a seguir de trabalho, todavia secundário. Porém Sofia não tinha vergonha, pois gostava de o fazer e tinha esperança de ser um bom passo.
Os pais da jovem sabiam que era realmente um prazer para ela o que essa fazia. Não compreendiam, mas aceitavam tal atitude.
Num determinado dia, lá por volta dos fins de Outubro, estava Sofia sozinha em casa, quando o telefone tocou. Era Paula, queria perguntar à jovem actriz se esse estava disposta a fazer uma peça naquela noite. Sofia sem mais nada, disse que sim, pois pensava (!) que seus pais não colocariam qualquer problema à sua saída.
Como o telefone da casa, onde seus pais estavam a passar alguns dias, encontrava-se desligado, Sofia tomou a liberdade de telefonar para casa dos amigos do Srº José e pedir-lhes que comunicassem o seu acto. Também, contactou Rosa a namorada de seu irmão e deixou na mesa da cozinha um papel que dizia a seus pais o porquê dela estar ausente e as suas desculpas por não os poder contactar antes.
Sofia tomou tal acto, porque calculava que seus pais iriam compreender porque partira algumas horas para o seu mundo ( representação ). Mas não foi assim que seus pais encararam a situação. Gritaram-lhes palavras que até hoje a adolescente guarda na memória, assim como tudo o que seus pais e familiares lhe fizeram.
A rapariga pensou mais de mil vezes no seu acto e não encontrou qualquer razão para que seus pais reagissem de tal forma. Ela era uma rapariga responsável que nunca tocou na Droga, no tabaco, na bebida... vivia para o seu sonho e para o futuro, pois queria que esse fosse sorridente e sem preocupações.
Como ela via estampado nos olhos de seus pais a infelicidade de não poderem ter mais, lutava para que isso não lhe acontecesse. Tratava de si e dos seus bens como ninguém já vira outro adolescente fazer.
Porém seus pais não viram que Sofia era realmente excepcional. Queriam mandar nela como que mandassem num cão, essa tomava tal acto por cobardia do Srº José e Srª Beatriz, pois é muito fácil obrigar alguém a fazer algo quando esse obrigatoriamente já vive sob as suas decisões.

Afinal, o que é uma relação? Cá para mim, é o acto de troca de amor, atitudes...
O mesmo pensava Sofia. Mas no fundo, no fundo não era o que acontecia, pois ela dava provas e mais provas de afecto, atitudes de responsabilidade e outros, no entanto seus pais só lhe davam abrigo e comida em troca de tanta felicidade que ela, muitas vezes, lhes provocava.
Ela não queria muito, só um pouco mais de liberdade, porque essa sabia até que ponto devia de ir. Não era como todos os outros jovens que aproveitavam essa liberdade para fazer tudo e mais alguma coisa. Ela aprendeu isso com alguma experiência de vida que não era muito longa, mas já dava para aprender os limites.
Bem, ela não conseguiu chegar a nenhuma conclusão e ainda hoje espera mais um pouco de liberdade, porém, mesmo sem os pais notarem ela lutava pela sua liberdade. E já mais acabará a sua luta.

A história não é muito bonita, mas dá para explicar através de umas pequenas cenas o que um jovem sente quando lhe querem cortar o seu sonho. Muitas vezes, por irresponsabilidade dos pais os adolescentes entram numa depressão tal que os levam a cometer actos terríveis, no entanto existem jovens que tentam encarar certas situações como mais um passo da sua vida, mais uma experiência...
Só peço uma coisa, aos pais lerem ou estão a ler:

Estimados pais:

Olhem para o que os seus filhos fazem; em todos os pontos de vista; do seu, do dele e do geral e estipulem as normas de convivência familiar pelas suas atitudes. Às vezes, a solução para muitos problemas estão nas vossas mãos. E vós o que fazeis? Nada ou então, tratais seus filhos como que prisioneiros, sem lhes mostrar o amor que ( eu sei ) vós tendes dentro do vosso coração.
Dêem mais tempo aos seus filhos, eles merecem. Não em todos os casos, mas em alguns.
Beijinhos e boa sorte aos novos educadores, futuros pais... desta vossa amiga. Só mais uma coisa: reflictam sobre a seguinte questão - o que é o amor? Uma relação? Qual é a vergonha de expôr os nosso sentimentos?"

Nota: Este texto foi escrito há largos anos. É muito interessante, como a árvore já está na semente. Por volta dos meus 14 anos, já escrevia sobre a família. Hoje, sou uma formanda de Constelações Familiares.

sexta-feira, 14 de março de 2008

Que belos números as palavras têm...

A hora certa, não sei... O piso era o segundo e a porta não precisava de identificação, pois as portas de biblioteca nós conhecemos de longe. E aquela era perra e de vidro maciço, um pouco como a dizer: “ Só entra quem vier por bem!”. Não deixava passar para fora qualquer tipo de ruído, até porque numa biblioteca, o culto silencioso é uma forma de concentração e de reconhecimento.
Os alunos eram poucos e os professores quase nenhuns. Sozinho estava o sítio das letras, das inúmeras palavras, das ilimitadas frases, enfim dos números dizíveis. O primeiro volume; a página número tal; o início de uma Estação - dia 21 de Março; um momento do dia, marcado por uma hora, a qual contém números e é discreta por versos bonitos que nem os podemos medir; o tempo que passa, porém deixa-se vincar pelo relógio... tempo esse que se reflecte em dias, semanas, meses, anos, décadas e até séculos; o eu que transmite a singularidade, o contrário do nós que já nos remete para o plural, para o mais do que um; a morte, a partida, o nunca e o sempre, a aurora, a noite, o hoje, o amanhã, o ontem, as mãos e os dedos, as árvores com o seu tronco, cópula, ramos e folhas, o acordar e dormir, o levantar e deitar... A dança que é construída por tempos ritmados, com intervalos que também expressão números. Adão e Eva, o primeiro casal ou o macaco, o primeiro Homem. Quando? Aqui! Que belos números têm as palavras...

Meio-dia
Meio-dia. Um canto da praia sem ninguém.
O sol no alto, fundo, enorme, aberto,
Tornou o céu de todo o deus deserto.
A luz cai implacável como um castigo.
Não há fantasmas nem almas,
E o mar imenso solitário e antigo,
Parece bater palmas.


O contar é uma forma de falar, como o enumerar um modo de soletrar. Existe uma relação!
Penso, agora, que seria meio-dia quando atravessei as portas daquele museu. Os livros, nas suas estantes, imponentes olhavam-me. Eu não quis deixá-los sem resposta e, logo, corri para eles, acariciei-os como se fossem estátuas de puro marfim. Eram monumentos abismais, cuja dimensão era infinitamente inexplicável. São testamentos doados à humanidade. Olhem, que é verdade!

É esta a hora...
É esta a hora perfeita em que se cala
O confuso murmurar das gentes
E dentro de nós finalmente fala
A voz grave dos sonhos indolentes.

É esta a hora em que as rosas são as rosas
Que floriram nos jardins persas
Onde Saadi e Hafiz as viram e as amaram.
É esta a hora das vozes misteriosas
Que os meus desejos preferiram e chamaram.
É esta a hora das longas conversas
Das folhas com as folhas unicamente.
É esta a hora em que o tempo é abolido
E nem sequer conheço a minha face.


No meio deles eu queria morrer. Gostava de morar entre as suas páginas, era tão doce dormir sobre os poemas escritos por ti. Quando morrer, quero - exijo - que me embrulhem nas suas folhas. No momento, em que os bichos me quiserem devorar vou estar protegida pela palavras dos deuses de Olimpo que desastres mil tinha pelas mãos de Homero ou, então, permitam-me, ó, bichos danados, que seja a carne da sandes de literatura Platónica. Proibo que me cubram de histórias americanas, como Erich Segal escreve. Isso, não!
Adeus, chegou o meu número!
Requesitei duas obras maravilhosas: O rei dos Lumes, do nosso português Américo Guerreiro de Sousa e Os meus Amores, da autoria de Trindade Coelho. O homem de cabelos encaracolados, pretos tingidos de fios brancos, não perguntou e eu nada disse. A verdade é que nem tenho cartão da biblioteca. Quer dizer, daquela biblioteca. Virei as costas e entrei em luta com as portas. Já cá fora e sem arranhões, andava pelos corredores, como se vaidosa fosse. Desci as escadas e encontrei o Saramago. O primeiro Homem que foi à Lua por sucesso e por inveja, dos outros, claro.
Trimmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmm, o despertador! 7 horas e 20 vinte minutos. O autocarro é daqui a igual número de minutos e ainda tenho de fazer tanta coisa. Estes sonhos desorganizam-me sempre as ideias. Agora... 8 horas, toque mental para estar já sentada à espera das palavras, que não são poucas, do professor de Língua e Cultura Portuguesa. Duas horas a ouvi-lo!?! Depois...
E assim se vive nos tempos de hoje. Um dia a seguir ao outro, numa rotina que só é aliviada pelas realidades diferentes que surgem nocturnamente.

Nota: Os poemas transcritos são da autora Sophia de Mello Breyner Andresen e retirados do livro Poesia I.

quarta-feira, 12 de março de 2008

A metade de cima ou a de baixo?

Dou a boas vindas à Ana Filipa Silva. Ela é segunda pessoa que convido para pertencer ao Bom Tempo no Canal. Também é formada em Comunicação e tem também um blog chamado Coisas Banais


O que temos em comum é uma visão nova sobre o mundo e sobre as pessoas que os habitam. Essa visão materializa-se nas Constelações e por isso é com alegria que a recebo aqui.

A história que se segue foi me oferecida pelo meu amigo LH e julgo que ilumina a natureza humana na perfeição.

A metade de cima ou a de baixo?

Um feliz casal dinamarquês partilhava um casamento há 25 anos. Como todas as relações também esta tinha os seus rituais. Todos os domingos o casal ia tranquilamente à padaria do bairro comprar um pão especial para o pequeno almoço. Era um pão maravilhoso e que enchia os seus domingos de alegria.

Chegando a casa preparavam o pequeno almoço e dividiam o pão ao meio. O homem ficava sempre com a metade de cima, e a mulher sempre com a metade de baixo. E eram felizes. E era sempre assim.

Durante 25 anos, todos os domingos, a metade de cima e a metade de baixo.

Neste domingo, o marido muito feliz vira-se para a sua esposa e diz: "Fico feliz por tu gostares mais da metade de baixo." De repente a mulher abre muito os olhos, olha para o marido e diz: "Mas eu gosto mais da de cima! Só como a de baixo porque achei que tu gostavas mais da de cima." O homem quase incrédulo vira-se para a mulher e diz: "Mas eu gosto mais da de baixo. Sempre te dei a de baixo porque achei que era a que tu gostavas mais."

25 anos ...

segunda-feira, 3 de março de 2008

Somos 10000

No dia 31 de Agosto de 2005 surgia, com muito entusiasmo, o Bom Tempo no Canal. Como todas as coisas importantes resolvi fazer uma Abertura Oficial. Na altura ainda não sabia bem o que ia acontecer. Hoje sei que este é um blog sobre pessoas e para pessoas. Sobre comunicação, sobre sentimentos e sobre a alegria de se estar vivo.

Dois anos e meio depois o Bom Tempo no Canal cresceu. As coisas mais sérias e profissionais passaram para o bernardoramirez.com e o Bom Tempo no Canal ficou como o espaço de lazer e de entretenimento.

Assim, agora que já cresceu, achei interessante convidar amigos para colaborarem na sua escrita. Como que saindo da infância (solitária e privada) para uma adolescência comunitária. A primeira "convidada" é a Susana Domingues. Este convite ocorre por várias razões. Primeiro, porque desde que nos conhecemos que partilhámos vários sonhos na comunicação: o sonho de sermos comunicadores culturais e de criarmos a associação de comunicadores culturais, foi um deles. Segundo, porque a escrita dela (que podem encontrar no blog Aqui Somos Felizes) tem uma forma que me delicia e que senti ia enriquecer este espaço virtual.

E por isso dou as boas vindas à Susana e as boas vindas aos responsáveis pelas 10.000 visitas do Bom Tempo no Canal. Que a vossa jornada de leitura e de navegação vos entusiasme tanto como a mim.

(segundo a própria isto é um auto retrato)

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Família Ramirez

Desde que nasci (não podia ser de outro modo) que pertenço a duas famílias: a do meu pai e a de minha mãe. Curiosamente, isso não poderia implicar diferenças mais profundas.

Hoje, a da minha mãe somos ela e eu (e algum primos afastados), enquanto que a do meu pai, contabilizado neste Natal de 2007, ronda os 140 elementos(há quem diga que éramos 124). São oito filhos, vinte e oito netos e mais tantos bisnetos e todos os cônjuges, companheiros e outros que tais.

Este belo casal são os meus avós paternos: o Mário e a Maria. A ele não o conheci, mas ela foi e sempre será uma fonte de inspiração na minha vida. Força, coragem e persistência.

Sempre receei os Ramirez. Por serem muitos, por serem distantes, por serem abundantes e por serem diferentes. Em proporção inversa ao entusiasmo do meu pai sentia um medo e uma dor sempre que o Natal se aproximava. O que vou dizer? O que me vão perguntar? Mas eu nem sei o nome deles todos.

Agora, mais velho, é diferente. Olho para eles com ternura, nas suas diferenças, nas suas forças e nas suas fragilidades. Aprendi a gostar de estar com eles. Nem que seja brevemente. E fazer disso um elogio aos meus avós queridos. À sua força. E principalmente ao seu AMOR.

Eu já tenho uma família assim, mas também quero que um dia a minha família seja assim.

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Carneirão


eu sou um carneirão
amo a minha força
a minha explosão e o meu entusiasmo
tudo o que faço é de carneiro
cada vez amo mais esta força
as minhas características
sou o que inovo
o que abre caminho
o que arrisca
e experimenta
e sorri perante o vazio
sem medo
sem vergonha
sem receio

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Ano Novo Vida Nova

Este novo ano vem com a promessa de nos renovar. De encher o nosso peito de alegria, de paz, de abundância e de muito sucesso. É tão bom.

Ontem estive com a minha F. a fazer uma lista de todas as qualidades que conseguíamos encontrar um no outro. Foi uma lista enorme, cheia de verdade e com um pouco de exagero. Mas o amor é assim, cheio de qualidades. É por isso que vale a pena, e que nos faz melhores e maiores.

Tenho reflectido muito sobre os altos e principalmente sobre os baixos. E o amor não é estar de acordo, nem é perceber, nem é gostar, é aceitar, é apoiar, é ficar. Ficar mesmo quando não se concorda, não se percebe, nem se entende.

Amar é ficar. Quando tudo o resto falha. Amar é ficar, mesmo quando tudo não faz sentido. E, acima de tudo, amar é decidir, é decidir ficar.

Amar é decidir ficar.

Eu e a F. apesar dos baixos, e fortalecidos pelos altos, decidimos ficar, e cada dia que passa ficamos mais comprometidos. Um com o outro, com a alegria, com o amor, e com a esperança.

Na diferença encontramos o caminho que nos une. E neste novo ano, a nossa relação saí renovada e fortalecida. No novo ano, no novo mês, na nova semana, no novo dia...

Ficamos os dois. E é tão bom, e vai ser ainda melhor.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Peru de Natal

Chefe de família que se preze trincha um peru no Natal. Eu como já tenho uma família (bem pequena é certo, mas já é família) queria trinchar um peru. Mas, como é óbvio, para trinchar um peru precisa de ter o próprio do bicho.

Graças à Citroen recebi um peru enorme (empacotado e não vivo, graças a Deus). E assim pus-me na hercúlea tarefa de o preparar. Ora para estas missões megalómanas não há melhor que o Livro de Pantagruel. E lá foi o Bernardo...

Um dia e 4 supermercados depois estava pronto. Foram dois dias em salmoura (nem vos vou explicar que dá demasiado trabalho), um dia pendurado e outros dois no frigorífico.

Para o recheio foram bifes, e castanhas, e cebola, e pão e leite e sei lá mais quê. E cozer as castanhas, e preparar o recheio.

E achas que o peru cabe no forno? - perguntaram-me - Era só o que faltava pensei.

Mas cabia, mal e porcamente, mas cabia.

E no dia de Natal foi acordar às nove e rechear o bicho e meter-lhe a maça no rabo, e costurá-lo como se fosse uma meia rota. E metê-lo no forno por mais de 3 horas.

E quando ficou pronto foi outro sarilho. Para casa da mãe. Não cabia em lado nenhum. Derramou molho por cima das calças e dos sapatos. E foi embrulhado em alumínio, e aventais e sei lá mais quê.

Mas consegui chegar a casa da mãe com o bicho. Eu, a F., a mãe e o bicho. E... no momento solene... trinchei-o e estava maravilhoso. Macio e tenro no peito.

O que um gajo tem de passar para trinchar um peru.

Mas para castigo. Mesmo a meio da tarde, na TV o cabrão do Jamie Oliver fazia pouco do meu peru, mostrando os seus dotes com o peru dele.

Mas para o ano vingo-me. Há-de ficar tão bom, tão bom.

Que se cuide a família e os perus.


Jamie Oliver e o cabrão do peru dele

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Dupla Celebração

Estes últimos dois dias foram de festa. Há tanto para fazer, e tão pouco tempo, que ainda não deu para festejar mas há muita alegria no ar. Ontem foi a tese da F que seguiu para a orientadora em versão final. Hoje faz um ano que eu e a F vivemos juntos. Não podia estar mais feliz. Ontem acabou uma fase para hoje começar uma nova. Viva o conhecimento, viva o amor.

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Martelo no Dedo

Tenho uma amiga que me dizia cheia de mágoa: se continuo a fazer as coisas do mesmo modo, vou sempre chegar ao mesmo sítio.

E eu respondi-lhe: que alegria, assim já sabes que se fizeres diferente, pode acontecer muita coisa diferente. Ela não percebeu.

E eu disse: imagina que estás sempre a dar com o martelo no dedo e que te doi. Tu sabes que te doi, mas continuas a dar com o martelo no dedo. O que é fantástico é que já sabes que se deixares de bater com o martelo no dedo, deixa de te magoar.

E ela disse que percebeu, mas acho que não percebeu.

Mudar é mesmo o mais difícil.