Hoje acordei remetido a este tema sempre tão variado e abundante.
Aliás dizia logo de manhã no Twitter: "Bom dia gente do mundo - hoje estou a reflectir sobre as repetições e os silêncios"
Sempre me preocupei em ouvir com atenção o que me dizem, particularmente nas circunstâncias em que sinto que o que me dizem é relevante. Claro que para todas as regras há excepções e tenho pessoas queridas que já questionaram a minha atenção em momentos que lhes era particularmente pertinente a minha atenção. Mas acho poder dizer que sou atento ao sentimento e à sua expressão. Procuro nas palavras dos outros o que lhes vai na alma.
E deste ritual relacional sobressaem duas questões curiosas que quis partilhar convosco hoje:
- Existe em mim uma certa irritação com o barulho. Quando quero perceber e não posso. Quando quero ouvir e não consigo. O barulho incomoda-me. E no meio dessa dicotomia ouvir/não ouvir tenho dificuldade em explicar ao outro que aquele lugar e aquele momento não me permitem a atenção que pretendia. Deveria provavelmente ter a coragem de dizer: agora ou aqui não, mas não me é fácil recusar.
- Outra dificuldade é com as repetições. Como tento colocar a minha atenção no que me dizem, tenho dificuldade em entender porque algumas pessoas necessitam de repetir-me o mesmo que já me disseram em outra altura. E nesses momentos, a relação que tenho com as pessoas, cria um buffer variável de acordo com a importância dessa pessoa na minha vida. Mas há pessoas que exageram. Que no mesmo dia me dizem sete vezes o mesmo. E isso incomoda-me.
Mas porquê Bernardo? Numa primeira fase, reflecti que sentia isso como uma falta de respeito. Como se ao dizerem mais de uma vez qualquer coisa estariam a presumir que não tinha ouvido o que me disseram, ou que não lhes dei as oportunidades que precisavam.
Mas agora presumo que tem mais a ver comigo do que com eles. Provavelmente, realmente não "ouvi". Se calhar havia algo para perceber que não percebi. Ou algo para aceitar que não aceitei.
Isto das relações é muito misterioso.
Ou então não...
Há um espaço que não cansa. Há um tempo que corre tranquilo. Há sempre lugar para tudo. Caminhamos com um sorriso. Afinal, há BOM TEMPO NO CANAL. Este é um blog sobre quase tudo, mas principalmente sobre o dia a dia, os acontecimentos, as pessoas e as suas relações.
Mostrar mensagens com a etiqueta Silêncio. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Silêncio. Mostrar todas as mensagens
terça-feira, 24 de março de 2009
sábado, 8 de outubro de 2005
Às duas da manhã, numa sexta, no Miradouro do Adamastor
Ele: "Olhando à volta, sinto cada vez o mundo mais estranho..."
Ela: "Mas porquê?"
Ele: "Se tens de perguntar é porque não sentes!"
Ela: "Mas porquê?"
Ele: "Se tens de perguntar é porque não sentes!"
Subscrever:
Mensagens (Atom)
