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quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Adversidade que vale a pena

Fotografia de um muro com uma cerca e com àrvores verdes por trás

O presidente americano Benjamim Franklin disse num discurso muito famoso: “Nada é certo excepto a morte e os impostos”. Brian Tracy completa a frase falando também da adversidade.

Não é certamente um tema novo, mas é sempre um tema pertinente: adversidade. 

Muitas pessoas passam a sua vida a evitá-la, a reclamar dela, a chorar por ela, a fugir dela. Mas como qualquer das outras duas constantes da vida esta também é inevitável. Faz parte da nossa condição de ser(mos) humano(s). Erguer, fazer, falhar, erguer de novo, fazer de novo, falhar… e repetir o ciclo até no fim nos depararmos com o sucesso. 

E até quando temos de tentar? Até conseguir. Até alcançar. 

É como com os amigos, com os filhos, com os pais, com aquilo que vale e importa. Não consigo, não entendo, não sou capaz. Até quando tenho de tentar? Até conseguir. Não desistimos do que importa para nós!

O estudo do desenvolvimento pessoal e da biografia de histórias de sucesso é esse factor diferenciador. O sucesso faz-se pela pessoa que não fica caída, mas que se ergue as vezes necessárias para o seu sucesso.

“A diferença entre o sucesso e o insucesso é pores-te de pé uma vez mais”

Então a sabedoria passa por identificar o que nos apaixona. O que nos motiva. O que aquece o nosso coração de maneira que consigamos sempre encontrar mais um pouco de força para nos erguermos de novo e sorrir perante a adversidade e dizer: Obrigado.

Porque também é nesses momentos secretos, nesses momentos de desilusão, de frustração que temos o poder e a capacidade mágica de construir o nosso futuro. 

E encontrar a alegria de saber que conseguimos. Que demos TODOS os passos necessários nessa jornada. E que assim estamos…

Pelo menos até aos próximos impostos, adversidade ou morte.

“Sabes quando já aprendeste tudo? Quando morreste. Até lá ainda tens coisas para aprender” diz um ditado oriental

terça-feira, 18 de março de 2008

A relação familiar está em declínio!



"Hoje, vou contar uma história que infelizmente, para muitos e para mim, é visível em vários níveis de vida e diferentes regiões. E que aconteceu com alguém perto, muito perto de mim.
Baseia-se principalmente na liberdade que os pais dão aos filhos e da maneira como os pais tratam os filhos.

Sofia era uma rapariga cheia de ambições, queria a todo o custo ser: rica, logo independente dos pais, e actriz.
O senhor José e senhora Beatriz eram os seus pais que tinham um feitio especial ou até mesmo espacial. Mário era o nome do seu irmão, esse era mais velho do que ela oito anos, porém davam-se super bem.
Certo dia, estava a jovem a ler o jornal, quando viu em letras destacadas:

-Actrizes: Precisam-se para o maior e melhor filme português
T.: 9596519 Paula Sousa

Não fez mais nada; telefonou! Do outro lado, atendeu uma rapariga de voz meiga e calma, era a dita Paula.
-Olá, eu sou a Sofia Pires e gostava de saber mais acerca do anúncio que publicaram no jornal Roménia!-disse Sofia.
-Então, é assim! Eu sou assistente do realizador Manuel Fonseca e estou a registar todas as inscrições de meninas e meninos dos 14 ao 17 anos.-esclareceu Paula, porém interrompida por Sofia.
-Ah, assim está óptimo, pois eu tenho 16 anos. E quero mesmo ser actriz.
Palavra puxa palavra e ficaram a tagarelar horas e horas. Quando desligaram, Sofia disse:
-Já está no papo!
Ao mesmo tempo que Paula exclamava:
-Acho que não tem qualquer costela para actriz, mas bem...!

Passaram-se alguns meses, onde o convívio harmonioso entre o Srº José e a sua filha fazia-se sentir. O afecto que Sofia tinha pelo seu pai era grande e bonito, o mesmo não se via da parte do Srº José. Mal sabia ela o que se iria passar! Todavia este clima de muito e belo afecto só existia entre, ou melhor, de filha para pai, porque de pai para filha e de filha para mãe não se tornava visível tal sentimento.
Sofia, em pequenina, preferia o colo da mãe ao do pai. Mas quando atingiu os 10 anos, tornou-se, sem dúvida, muito mais amiga do pai; vendo-se, mesmo, um pouco de desprezo perante a Srª Beatriz, como mãe e pessoa com defeitos e qualidades. Às vezes, as trocas de preferências são bem casuais, mas esta teve um porquê.

A jovem rapariga esperava que a contactassem, porém nada havia acontecido. Por isso, tomou a liberdade de telefonar à assistente Paula, para lhe arrevivar a memória. Tornando-se regular o seu acto.
Paula, devido a tanta insistência, deu-lhe uma possibilidade de fazer um papel secundário. O que para Sofia já era uma felicidade.
Assim foi, trabalho a seguir de trabalho, todavia secundário. Porém Sofia não tinha vergonha, pois gostava de o fazer e tinha esperança de ser um bom passo.
Os pais da jovem sabiam que era realmente um prazer para ela o que essa fazia. Não compreendiam, mas aceitavam tal atitude.
Num determinado dia, lá por volta dos fins de Outubro, estava Sofia sozinha em casa, quando o telefone tocou. Era Paula, queria perguntar à jovem actriz se esse estava disposta a fazer uma peça naquela noite. Sofia sem mais nada, disse que sim, pois pensava (!) que seus pais não colocariam qualquer problema à sua saída.
Como o telefone da casa, onde seus pais estavam a passar alguns dias, encontrava-se desligado, Sofia tomou a liberdade de telefonar para casa dos amigos do Srº José e pedir-lhes que comunicassem o seu acto. Também, contactou Rosa a namorada de seu irmão e deixou na mesa da cozinha um papel que dizia a seus pais o porquê dela estar ausente e as suas desculpas por não os poder contactar antes.
Sofia tomou tal acto, porque calculava que seus pais iriam compreender porque partira algumas horas para o seu mundo ( representação ). Mas não foi assim que seus pais encararam a situação. Gritaram-lhes palavras que até hoje a adolescente guarda na memória, assim como tudo o que seus pais e familiares lhe fizeram.
A rapariga pensou mais de mil vezes no seu acto e não encontrou qualquer razão para que seus pais reagissem de tal forma. Ela era uma rapariga responsável que nunca tocou na Droga, no tabaco, na bebida... vivia para o seu sonho e para o futuro, pois queria que esse fosse sorridente e sem preocupações.
Como ela via estampado nos olhos de seus pais a infelicidade de não poderem ter mais, lutava para que isso não lhe acontecesse. Tratava de si e dos seus bens como ninguém já vira outro adolescente fazer.
Porém seus pais não viram que Sofia era realmente excepcional. Queriam mandar nela como que mandassem num cão, essa tomava tal acto por cobardia do Srº José e Srª Beatriz, pois é muito fácil obrigar alguém a fazer algo quando esse obrigatoriamente já vive sob as suas decisões.

Afinal, o que é uma relação? Cá para mim, é o acto de troca de amor, atitudes...
O mesmo pensava Sofia. Mas no fundo, no fundo não era o que acontecia, pois ela dava provas e mais provas de afecto, atitudes de responsabilidade e outros, no entanto seus pais só lhe davam abrigo e comida em troca de tanta felicidade que ela, muitas vezes, lhes provocava.
Ela não queria muito, só um pouco mais de liberdade, porque essa sabia até que ponto devia de ir. Não era como todos os outros jovens que aproveitavam essa liberdade para fazer tudo e mais alguma coisa. Ela aprendeu isso com alguma experiência de vida que não era muito longa, mas já dava para aprender os limites.
Bem, ela não conseguiu chegar a nenhuma conclusão e ainda hoje espera mais um pouco de liberdade, porém, mesmo sem os pais notarem ela lutava pela sua liberdade. E já mais acabará a sua luta.

A história não é muito bonita, mas dá para explicar através de umas pequenas cenas o que um jovem sente quando lhe querem cortar o seu sonho. Muitas vezes, por irresponsabilidade dos pais os adolescentes entram numa depressão tal que os levam a cometer actos terríveis, no entanto existem jovens que tentam encarar certas situações como mais um passo da sua vida, mais uma experiência...
Só peço uma coisa, aos pais lerem ou estão a ler:

Estimados pais:

Olhem para o que os seus filhos fazem; em todos os pontos de vista; do seu, do dele e do geral e estipulem as normas de convivência familiar pelas suas atitudes. Às vezes, a solução para muitos problemas estão nas vossas mãos. E vós o que fazeis? Nada ou então, tratais seus filhos como que prisioneiros, sem lhes mostrar o amor que ( eu sei ) vós tendes dentro do vosso coração.
Dêem mais tempo aos seus filhos, eles merecem. Não em todos os casos, mas em alguns.
Beijinhos e boa sorte aos novos educadores, futuros pais... desta vossa amiga. Só mais uma coisa: reflictam sobre a seguinte questão - o que é o amor? Uma relação? Qual é a vergonha de expôr os nosso sentimentos?"

Nota: Este texto foi escrito há largos anos. É muito interessante, como a árvore já está na semente. Por volta dos meus 14 anos, já escrevia sobre a família. Hoje, sou uma formanda de Constelações Familiares.

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Filho Pródigo a Casa Retorna

Realmente não sou normal...

Escrevo quando estou feliz. Estou feliz.

Depois de meses de incertezas provocadas e provocadoras, bem como provocantes, sinto-me de novo a direccionar-me.

Um pouco mais velho, um pouco mais sábio.

Aprendi regras de ouro da vida. Que o pouco que temos pode ser sempre menos. Que aquilo que tememos volta sempre para nos assustar. Que aquilo que é importante para nós está sempre connosco.

Não vos quero chatear com trivialidades, mas queria que lessem isto porque a língua tem muita piada. A escrita e a de carne e osso. Serve para montes de coisas.

http://porta1175.blogspot.com/2007/05/gai-not-gay.html

sexta-feira, 12 de janeiro de 2007

Oh tempo volta para trás, dá-me tudo o que perdi!

Ultimamente tenho andado a reflectir sobre o crescimento, sobre a forma como vamos crescendo e mudando com o tempo. Acho que para nós é sempre mais difícil perceber que já não somos crianças, adolescentes ou jovens. Mas como em tudo na vida, quando temos um ponto de referência, que nos permite comparar, então compreendemos que afinal as coisas mudam mais depressa do que pensamos, e que o jovem que pensavamos ser é afinal um adulto em comparação com os outros comprovadamente jovens.

A minha irmã, com os seus 21 anos, serviu-me de referência. Ela é que é jovem adulta, ela é que percebe e se comunica com a linguagem "deles".

Sem ilusões Bernardo! Já és adulto, nada há a fazer. Podes ter alma de criança, mas tens de te assumir, és um adulto. Tens responsabilidades, vida e conhecimento de adulto.

Por isso transcrevi para vocês um "poema" que já foi musicalizado e que acho resume de forma inteligente estas questões. Em particular:

"Accept certain inalienable truths, prices will rise, politicians will philander, you too will get old, and when you do you'll fantasize that when you were young prices were reasonable, politicians were noble and children respected their elders."

"Aceita algumas verdades inalteráveis, os preços vão subir, os políticos vão falhar e tu também vais envelhecer, e quando isso acontecer vais fantasiar que, quando eras novo, os preços eram razoáveis, os políticos eram nobres e as crianças respeitavam os mais velhos."



Everybody's Free
(to wear sunscreen)
Mary Schmich
Chicago Tribune

Ladies and Gentlemen of the class of '97... wear sunscreen.

If I could offer you only one tip for the future, sunscreen would be IT.

The long term benefits of sunscreen have been proved by scientists whereas the rest of my advice has no basis more reliable than my own meandering experience.

I will dispense this advice now.

Enjoy the power and beauty of your youth. Never mind. You will not understand the power and beauty of your youth until they have faded. But trust me, in 20 years you'll look back at photos of yourself and recall in a way you can't grasp now how much possibility lay before you and how fabulous you really looked.

You are NOT as fat as you imagine.

Don't worry about the future; or worry, but know that worrying is as effective as trying to solve an algebra equation by chewing bubblegum. The real troubles in your life are apt to be things that never crossed your worried mind; the kind that blindside you at 4pm on some idle Tuesday.

Do one thing every day that scares you.

Sing.

Don't be reckless with other people's hearts, don't put up with people who are reckless with yours.

Floss.

Don't waste your time on jealousy; sometimes you're ahead, sometimes you're behind. The race is long, and in the end, it's only with yourself.

Remember compliments you receive, forget the insults; if you succeed in doing this, tell me how.

Keep your old love letters, throw away your old bank statements.

Stretch.

Don't feel guilty if you don't know what you want to do with your life. The most interesting people I know didn't know at 22 what they wanted to do with their lives, some of the most interesting 40 year olds I know still don't.

Get plenty of calcium.

Be kind to your knees, you'll miss them when they're gone.

Maybe you'll marry, maybe you won't, maybe you'll have children, maybe you won't, maybe you'll divorce at 40, maybe you'll dance the funky chicken on your 75th wedding anniversary. Whatever you do, don't congratulate yourself too much or berate yourself, either. Your choices are half chance, so are everybody else's. Enjoy your body, use it every way you can. Don't be afraid of it, or what other people think of it, it's the greatest instrument you'll ever own.

Dance. Even if you have nowhere to do it but in your own living room.

Read the directions, even if you don't follow them.

Do NOT read beauty magazines, they will only make you feel ugly.

Get to know your parents, you never know when they'll be gone for good.

Be nice to your siblings; they are your best link to your past and the people most likely to stick with you in the future.

Understand that friends come and go, but for the precious few you should hold on. Work hard to bridge the gaps in geography in lifestyle because the older you get, the more you need the people you knew when you were young.

Live in New York City once, but leave before it makes you hard; live in Northern California once, but leave before it makes you soft.

Travel.

Accept certain inalienable truths, prices will rise, politicians will philander, you too will get old, and when you do you'll fantasize that when you were young prices were reasonable, politicians were noble and children respected their elders.

Respect your elders.

Don't expect anyone else to support you. Maybe you have a trust fund, maybe you'll have a wealthy spouse; but you never know when either one might run out.

Don't mess too much with your hair, or by the time you're 40, it will look 85.

Be careful whose advice you buy, but, be patient with those who supply it. Advice is a form of nostalgia, dispensing it is a way of fishing the past from the disposal, wiping it off, painting over the ugly parts and recycling it for more than it's worth.

But trust me on the sunscreen.