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terça-feira, 14 de abril de 2009

Jesus e os Media, ou a construção do nosso futuro global

Juntar Jesus e os Media na mesma frase pode parecer um escândalo. Há muito que queria escrever-vos sobre este tema. A relação complicada que temos com os Media e com Jesus e como estes podem, poderiam interferir na nossa vida.

Nos meus devaneios cibernéticos encontrei-me com este senhor: INRI Cristo, que podem conhecer http://www.youtube.com/watch?v=l5FF4w6UkYM ou até http://www.youtube.com/watch?v=kgp-ZXWJZis. (Se quiserem procurar na net poderão encontrar muito mais sobre esta pessoa "curiosa") Este homem diz ser Jesus retornado e não teme as câmaras, nem os Talk-Shows.

Por outro lado, tenho pensado imenso, e já há muito tempo ,no papel dos Media. Trabalhei durante algum tempo numa Agência de Comunicação e, imagino, que o que fiz lá seja igual ao que todas as agências fazem. Confesso que foi surpreendente para mim a forma como as empresas, as agências de comunicação, e os media se relacionam. Há algo de terrivelmente perturbador nessa relação. E o que mais assusta é que os jornalistas, os editores, as empresas falham em perceber o perigo e a deturpação dessa relação umbilical.

Para além disso, os Media alimentam-se entre si, uns informam os outros, as Agências escrevem Press Releases já digeridos para os Media publicaram, as empresas oferecem bilhetes, refeições, presentes, passeios e tudo o mais às Agências e aos Media.

Ainda mais, os Media não acreditam no seu papel formativo, na importância que têm para a educação, o quanto mudam e educam os seus ouvintes, espectadores e leitores.

Já não existe o papel de informar!

Hoje o papel é o de surpreender, chocar, sensacionalizar. Tudo o que lemos e vemos e ouvimos vem em formato: tomem lá mais uma para verem como isto anda mal, ou então, eu sei que não acreditam mas realmente aconteceu mais esta desgraça.

Não sei qual é a solução, mas sei que há um problema que ninguém quer analisar, entender e caminhar em direcção a uma solução.

Mas e Jesus no meio disto? Perguntam vocês...

Quando vi o amigo do início a aparecer na TV questionei-me se Jesus voltasse à terra se ele seria televisionado ou não. Isto porque existe uma música fantástica que diz: "A Revolução Não Será Televisionada".






Não sei o que Jesus faria: se teria o seu Talk Show, se faria o milagre do desaparecimento das notícias, ou se expulsaria das suas imediações os jornalistas ansiosos por criar, fomentar, produzir e transmitir mais um escândalo.


Mas cuidado amigos, cuidado amigos jornalistas. O que escrevem, o que dizem, o que pensam não é inconsequente. Se alguém tem responsabilidade acrescida na construção do nosso futuro global são vocês.


Pensem nisso...

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Dos 23 aos 34

Apenas onze anos separam os tenros vinte e três anos da idade adulta dos trinta e quatro. E o que se vê de um ponto e do outro? O que tanto o mundo se transforma?

Este salto quântico podia ocorrer em qualquer de dois sentidos. Ou no sentido inverso, doze, três anos. Ou continuar por aí fora: quarenta e cinco, cinquenta e seis, etc. Até ao fim dos tempos ...

Mas, neste momento, interessou-me pessoalmente estas duas idades e as suas diferenças e semelhanças. Porquê? Perguntam vocês e bem... Porque a minha irmã tem menos onze anos que eu e por isso é uma das portadoras da geração vinte e três (o que será que pensam de nós? os trinta e quatrões?) E eu claro portador da geração dos trinta e quatro (talvez por isso também o interesse). Porque os meus colegas de trabalho são portadores dessa geração dos vinte e três. E porque tenho muitos amigos na dos trinta e quatro.

E quais são então as principais diferenças ou semelhanças? Há duas coisas que neste momento identifico como substancialmente relevantes e que parecem fazer particular sentido neste pulo temporal de onze anos:

1.
Aos vinte e três ainda temos a ingenuidade, ou a confiança, de acreditar que a nossa vida depende de cada decisão que tomamos, e que cada opção vai direccionar-nos explicitamente neste ou naquele sentido.

Passamos muito tempo a tentar descobrir a resposta certa: este curso ou aquele, este amigo ou aquele, este amor ou aquele, esta viagem ou aquela... "E depois? Se corre mal? O que poderei eu fazer?", pensamos, assustamos-nos, duvidamos.

Lembro-me (nos meus vinte e três) da imensidão dos sentimentos, das preocupações, do peso das escolhas e do receio de se viver e de errar. Como se o processo do 'caí e torna-te a levantar' fosse impeditivo do crescimento. Como se tudo tivesse de ser perfeito.

Hoje é ao contrário. Viver: claro; cair e levantar: faz parte. Aceitar que não mandamos tanto na nossa vida, ou que o que decidimos hoje pode sempre ser refeito amanhã de uma forma melhor e mais bonita.

Hoje sabemos que hoje decidimos. E amanhã a vida (ou Deus, ou Lúcifer, ou os mestres ou os demónios) ri-se de nós e diz: nem penses! Não é como queres. É como tem de ser. E os meses de planeamento cuidado e de decisão desfazem-se. Não é grave. Faz parte. O que não nos parte faz-nos mais fortes.

Aprendemos que a preparação é parte do caminho e o resultado é menos importante que a jornada.

Mas ao vinte e três é menos evidente. Se calhar daqui a onze anos estarei eu aqui a escrever a crónica dos trinta e quatro anos aos quarenta e cinco anos. E a questionar o que penso e sinto neste momento.

2.
O segundo ponto, que está relacionado com o primeiro, tem diferenças subtis. Aos vinte e três, talvez pelo tempo que demoramos a decidir e a escolher, achamos que sabemos de tudo um pouco. Que conhecemos, que detemos a verdade, que controlamos o conhecimento e a sabedoria.

O 'só sei que nada sei' aparece mais tarde, com a passagem da vida e do tempo.

Aos vinte e três afirmamos as coisas com uma firmeza quase arrogante. Temos a certeza. Como quando aprendemos a conduzir, e na alegria de estar ao volante, começamos a conduzir com excesso de confiança. Até à primeira amolgadela.

Excesso de entusiasmo, excesso de certezas.

É curioso, passamos da insegurança da adolescência para o absolutismo da vida adulta. Agora sei tudo, sou tudo.


Aos trinta e quatro sei menos, menos que sabia aos vinte e três. E isso deixa-me feliz. Mas aos vinte e três precisei de saber tudo.

Esta viagem temporal é muito curiosa. O que vamos crescendo e o que vamos minguando.

Estes onze anos são incríveis e transformam-nos. Mas que onze anos não o fazem?

PS: E vocês, quais são as vossas diferenças e semelhanças ao longo de onze anos?

terça-feira, 12 de junho de 2007

Sobre facilitismo

Diria que nem sempre podemos fazer o que queremos, mas podemos sempre fazer o melhor que podemos.
Diria que nem sempre gostamos do que nos acontece, mas podemos sempre aceitar o inevitável.
Diria que não podemos decidir o nosso futuro, mas podemos sempre olhar para o mesmo com alegria e antecipação.

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Sempre estive convicto de que somos os exclusivos responsáveis do que nos acontece. Do nosso presente. Diria que somos o resultado do que pensámos ser no nosso passado, e que amanhã seremos resultado do que pensamos e sentimos ser hoje.

No entanto, vamos aprendendo que esta regra, como todas as regras tem as suas limitações. Existem momentos em que o que sentimos e o que vivemos não nos permite (ou não nos permitimos) criar o espaço necessário para tomar a decisão do que queremos ser em consciência. Com a tal carga e intencionalidade criadora.

E apesar de resultar mal sermos o resultado apenas das nossas dores e desejos primários, básicos, controladores e possessivos, isso acontece muitas vezes no nosso dia a dia.

Por isso talvez o segredo seja criar um espaço fundamental para podermos criar-nos todos os dias, independentemente da dor, dos problemas, das preocupações, de tudo o que não controlamos conscientemente.

Como se fossemos uma obra de arte que vamos construindo pouco a pouco, com tempo, com carinho e com amor. Nesse processo activo criador.

Isso não é fácil. E pode até nem sempre resultar. Mas o fácil, nem sempre é bom; mas o bom é quase sempre fácil.

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Há sempre alguém que nos diz: tem cuidado;
Há sempre alguém que nos faz pensar um pouco;
Há sempre alguém que nos faz falta;
Há saudade...

sexta-feira, 12 de janeiro de 2007

Oh tempo volta para trás, dá-me tudo o que perdi!

Ultimamente tenho andado a reflectir sobre o crescimento, sobre a forma como vamos crescendo e mudando com o tempo. Acho que para nós é sempre mais difícil perceber que já não somos crianças, adolescentes ou jovens. Mas como em tudo na vida, quando temos um ponto de referência, que nos permite comparar, então compreendemos que afinal as coisas mudam mais depressa do que pensamos, e que o jovem que pensavamos ser é afinal um adulto em comparação com os outros comprovadamente jovens.

A minha irmã, com os seus 21 anos, serviu-me de referência. Ela é que é jovem adulta, ela é que percebe e se comunica com a linguagem "deles".

Sem ilusões Bernardo! Já és adulto, nada há a fazer. Podes ter alma de criança, mas tens de te assumir, és um adulto. Tens responsabilidades, vida e conhecimento de adulto.

Por isso transcrevi para vocês um "poema" que já foi musicalizado e que acho resume de forma inteligente estas questões. Em particular:

"Accept certain inalienable truths, prices will rise, politicians will philander, you too will get old, and when you do you'll fantasize that when you were young prices were reasonable, politicians were noble and children respected their elders."

"Aceita algumas verdades inalteráveis, os preços vão subir, os políticos vão falhar e tu também vais envelhecer, e quando isso acontecer vais fantasiar que, quando eras novo, os preços eram razoáveis, os políticos eram nobres e as crianças respeitavam os mais velhos."



Everybody's Free
(to wear sunscreen)
Mary Schmich
Chicago Tribune

Ladies and Gentlemen of the class of '97... wear sunscreen.

If I could offer you only one tip for the future, sunscreen would be IT.

The long term benefits of sunscreen have been proved by scientists whereas the rest of my advice has no basis more reliable than my own meandering experience.

I will dispense this advice now.

Enjoy the power and beauty of your youth. Never mind. You will not understand the power and beauty of your youth until they have faded. But trust me, in 20 years you'll look back at photos of yourself and recall in a way you can't grasp now how much possibility lay before you and how fabulous you really looked.

You are NOT as fat as you imagine.

Don't worry about the future; or worry, but know that worrying is as effective as trying to solve an algebra equation by chewing bubblegum. The real troubles in your life are apt to be things that never crossed your worried mind; the kind that blindside you at 4pm on some idle Tuesday.

Do one thing every day that scares you.

Sing.

Don't be reckless with other people's hearts, don't put up with people who are reckless with yours.

Floss.

Don't waste your time on jealousy; sometimes you're ahead, sometimes you're behind. The race is long, and in the end, it's only with yourself.

Remember compliments you receive, forget the insults; if you succeed in doing this, tell me how.

Keep your old love letters, throw away your old bank statements.

Stretch.

Don't feel guilty if you don't know what you want to do with your life. The most interesting people I know didn't know at 22 what they wanted to do with their lives, some of the most interesting 40 year olds I know still don't.

Get plenty of calcium.

Be kind to your knees, you'll miss them when they're gone.

Maybe you'll marry, maybe you won't, maybe you'll have children, maybe you won't, maybe you'll divorce at 40, maybe you'll dance the funky chicken on your 75th wedding anniversary. Whatever you do, don't congratulate yourself too much or berate yourself, either. Your choices are half chance, so are everybody else's. Enjoy your body, use it every way you can. Don't be afraid of it, or what other people think of it, it's the greatest instrument you'll ever own.

Dance. Even if you have nowhere to do it but in your own living room.

Read the directions, even if you don't follow them.

Do NOT read beauty magazines, they will only make you feel ugly.

Get to know your parents, you never know when they'll be gone for good.

Be nice to your siblings; they are your best link to your past and the people most likely to stick with you in the future.

Understand that friends come and go, but for the precious few you should hold on. Work hard to bridge the gaps in geography in lifestyle because the older you get, the more you need the people you knew when you were young.

Live in New York City once, but leave before it makes you hard; live in Northern California once, but leave before it makes you soft.

Travel.

Accept certain inalienable truths, prices will rise, politicians will philander, you too will get old, and when you do you'll fantasize that when you were young prices were reasonable, politicians were noble and children respected their elders.

Respect your elders.

Don't expect anyone else to support you. Maybe you have a trust fund, maybe you'll have a wealthy spouse; but you never know when either one might run out.

Don't mess too much with your hair, or by the time you're 40, it will look 85.

Be careful whose advice you buy, but, be patient with those who supply it. Advice is a form of nostalgia, dispensing it is a way of fishing the past from the disposal, wiping it off, painting over the ugly parts and recycling it for more than it's worth.

But trust me on the sunscreen.