Há um espaço que não cansa. Há um tempo que corre tranquilo. Há sempre lugar para tudo. Caminhamos com um sorriso. Afinal, há BOM TEMPO NO CANAL. Este é um blog sobre quase tudo, mas principalmente sobre o dia a dia, os acontecimentos, as pessoas e as suas relações.
sexta-feira, 30 de setembro de 2005
Joaozinha's Special
Letra: Carlos Tê
A vida é como uma corda
De tristeza e alegria
Que saltamos a correr
Pé em baixo, pé em cima
Até morrer
Não convém esticá-la
Nem que fique muito solta
Bamba é a conta certa
Como dança de ida e volta
Que mantém a via aberta
Dançar na corda bamba
Não é techno, não é samba
É a dança do ter e não ter
É a dança da Corda Bamba
Salta agora pelo amor
Ele dá o paladar
Mesmo que a tua sorte
Seja a de um perdedor
Nunca deixes de saltar
Se saltares muito alto
Não tenhas medo de cair (baby)
De ficar infeliz
Feliz a cem por cento
Só mesmo um pateta feliz
Dançar na Corda Bamba
Não é techno, não é samba
É a dança do ter e não ter
É a dança da Corda Bamba
Pedido da Criança Dentro de Nós
Dizem que fazem muita falta ao nosso ser, e eu concordo com elas.
Fim do(a) B.LEZA ?!?! - Repórter "Quase" Sempre em Pé

Segundo fontes jornalísticas bem colocadas nos meios culturais (tipo ao colo e assim) está previsto o fim do B.Leza. Segundo soubemos a Casa Pia de Lisboa quer o espaço de volta.[a Casa Pia anda a abusar... anda, anda... se calhar não lhe chegam os sarilhos em que já estão]
Quem nunca dançou um "cu duro", quem nunca se sentou naqueles corredores estreitos, sentou-se nas mesas pequenas ou apreciou uma cerveja gelada? Quem é que nunca convidou uma desconhecida para um "funána"?
Independentemente das razões aquele espaço é único. Carrega consigo uma identidade luso-africana que não se encontra em muitos lugares. É um dos pontos de síntese entre essas duas culturas irmãs.
Não podemos deixar que isto continue assim, que silenciosamente alterem os nossos espaços. Vamos revoltarmo-nos!!! Vamos dizer sim ao B. Leza!!!
Todos os que querem continuar a lá ir digam SIMMMMMMMMMMMMMM
PS: Para todos os que queiram ou não. Se carregarem no pequeno envelope a baixo do artigo podem enviar para todos os vossos amigos este grito de revolta!!!
quinta-feira, 29 de setembro de 2005
Desenrascanço
Ora leiam o que se diz do nosso "Desenrascanço":
From : Wikipedia, the free encyclopedia
Desenrascanço (impossible translation into English): is a Portuguese word used to describe the capacity to improvise in the most extraordinary situations possible, against all odds, resulting in a hypothetical good-enough solution.
Portuguese people believe it to be one of the most valued virtues of theirs.
Obrigado pelo email RG. Não sei quem é o autor, mas agradeço...
quarta-feira, 28 de setembro de 2005
Proposta para os jornalistas
Caros colegas, não propriamente de profissão, e se calhar nem de formação, mas como agora está na moda, caros colegas.Ando bastante desanimado com a qualidade do jornalismo a que assistimos quotidianamente. Não quero apontar dedos, nem dizer que é tudo mau. Mas quem lê, vê e ouve, sabe que a qualidade não anda propriamente a dominar os meios de comunicação social portugueses.
Depois de alguma reflexão venho fazer-vos duas propostas de trabalho específicas que acredito possam solucionar parcialmente o problema.
Primeiro: Com tanto “diz que disse”, “aldrabão é o senhor”, “isso não é verdade” e outras afirmações que tais, acho que seria interessante tentar esclarecer algumas das questões. Apesar de o ser-se jornalista não ser semelhante a ser-se uma força de autoridade e/ou judicial, seria muito interessante tentar chegar a alguns esclarecimentos.
Quando um político diz: “Tenho aqui um documento que prova...” que alguém se desse ao trabalho de olhar para o documento, e confirmar, ao máximo das suas capacidades, a veracidade do que está lá escrito.
Porque nós, do lado de cá, ou acreditamos ou não, avaliar a veracidade não conseguimos. (Por isso talvez, nestes dias de pós catástrofes várias, valha mais o que parece do que o que é.)
Agora imaginem um debate, em que um diz “sim” e o outro diz “não”, o moderador dissesse “segundo a investigação que desenvolvemos temos de afirmar que o Dr. XXX está correcto no ponto x e o Dr. YYY no ponto y.”
Claro que isso implicaria uma responsabilidade acrescida aos meios de comunicação. Bem mais difícil do que dar tempo de antena a pessoas sensacionalistas e pouco sérias. Claro que aí os jornalistas teriam de defender as suas posições de forma séria e fundamentada. Mas estou certo que o público apreciaria.
Segundo: A outra ideia também poderia revolucionar os meios, até criar novas fontes de informação, que julgo, seriam inovadoras a nível mundial. Criar o Observatório das Promessas.
Todos os dias existiria uma equipa que, do que surgia nos documentos oficiais, ou nos discursos públicos, recolhia apenas os compromissos e as promessas. Depois sempre que a promessa tivesse na data, nas quantidades ou medidas certas, fariam uma validação da concretização da mesma.
Exemplo: “Prometo arranjar as casas todas deste bairro até ao final do mandato!”
Depois era só esperar pelo fim do mandato, saber quantas casas existiam, quantas tinham sido arranjadas, e destas quanto efectivamente satisfariam os moradores.
Isto tinha dois efeitos fabulosos, em primeiro lugar, as figuras públicas teriam de pensar bem antes de começar a fazer afirmações a torto e a direito. Em segundo, as pessoas consumiriam com regularidade esses meios de comunicação para se informarem do quoficiente de aldrabice e exagero de cada figura pública.
Que tal?
terça-feira, 27 de setembro de 2005
Ser e Parecer
mas parecer também ajuda a fazer...
E será que tentar saber é muito diferente de se parecer que se sabe?