Há um espaço que não cansa. Há um tempo que corre tranquilo. Há sempre lugar para tudo. Caminhamos com um sorriso. Afinal, há BOM TEMPO NO CANAL. Este é um blog sobre quase tudo, mas principalmente sobre o dia a dia, os acontecimentos, as pessoas e as suas relações.
sexta-feira, 18 de novembro de 2005
Sobre faltas e professores
Em relação ao artigo das faltas dos professores, tenho de dizer que o que mais me choca é um dos responsáveis sindicais dizer que "são apenas 5%".
São apenas?!?!?!? Que tal se o seu salário fosse 5% menor? O que aconteceria se lhe tirassem 5% de todos os seus bens? E se tudo aumentasse apenas 5%?
Cinco por cento depende de muitas coisas, mas acho que para a educação, para o ensino, para a nossa vida cinco por cento não é apenas...
A culpa não é necessária atribuir, nem acuso os professores das faltas que dão. Mas cinco por cento a menos na educação é muitos por cento.
Pensem nisso...
Professores faltaram a 7,5 milhões de aulas - in DN
Luís Miguel Viana | Arquivo DN-Rodrigo Cabrita![]() 'Furos'. Cada aluno dos ensinos básico e secundário teve no anterior ano lectivo três horas de aulas por semana sem professor |
![]() |
| No ano lectivo 2004/2005, os professores do ensino pré-escolar, básico e secundário faltaram a entre 7,5 e 9 milhões de horas de aula. Este número, a que o DN teve acesso, corresponde ao total apurado até ontem pelo GIASE (gabinete de estatística com competências delega- das pelo INE que funciona no Ministério da Educação) e corresponde a cerca de 85% do total das escolas nacionais do ensino básico e secundário, abrangendo para já 103 159 professores e um total de 80,6 milhões de aulas previstas. Números apurados na véspera dos docentes fazerem greve nacional às aulas. O número de professores escrutinado até ontem tinha faltado exactamente a 7 489 891 tempos lectivos (45 minutos nos 2.º e 3.º ciclos e secundário, 60 minutos na educação pré-escolar e 1.º ciclo). Ou seja 9,3% do total de aulas previstas, sendo que a percentagem de faltas é maior no 2.º ciclo e menor no 3.º ciclo e secundário (ver tabela). Extrapolando esse valor para os 124 697 professores que tiveram turmas atribuídas no ano lectivo em causa (num total de 96,6 milhões de aulas previstas), o número de horas de aulas efectivamente não dadas aproximar-se-á dos 8,9 milhões. Para já, apenas foram examinados os registos informáticos de 93% das escolas do pré-escolar, 94% do 1.º ciclo, 80% do 2.º ciclo e 78% do 3.º ciclo e secundário. Como a maioria dos alunos tem os seus dias de aulas compostos, em média, por seis tempos lectivos (à excepção do ensino básico, onde recebem aulas durante cinco horas), estes número revelam que, em média, cada aluno teve três "furos" por semana. E que cada escola - também em média - teve de reorganizar na sua gestão corrente 10% das horas de aulas que lhe cabia ministrar. 80% usou férias. As faltas são marcadas não por dias mas por tempos lectivos, sendo que por cada quatro é contabilizado um dia de falta. A maioria dos professores tem de ministrar em média, antes de atingir metade da carreira, quatro tempos lectivos por dia (180 minutos). Quanto aos mais velhos, esse número diminui para uma média de três tempos lectivos (135 minutos por dia). Daqui resulta uma média de 147 minutos diários. Segundo os dados que o GIASE apurou até à data, 80% dos professores socorreram-se da possibilidade legal de utilizar faltas por dias de férias, quer do próprio ano, quer do ano seguinte. Já 50% justificou faltas por doença, enquanto 15% o fez por razões que se prendem com assistência à família. Em paralelo, mais de 20% justificou as suas faltas com assistência a menores, um regime paralelo. Quanto a os outros regimes disponíveis - e são 67 - foram utilizados por 80% dos professores com a assiduidade verificada até agora. Registe-se que 6% do total de professores nunca faltaram no ano lectivo 2004-2005 e que há largas dezenas de milhares que faltaram muito menos do que 10% às aulas que lhes cabia ministrar. Tudo le-va a crer, portanto, que haja escolas em que o problema seja mais grave. reacção. Para o secretário-geral da Federação Nacional de Professores, Paulo Sucena, "os números em bruto significam menos que os motivos que levaram os professores a faltar". E, segundo o responsável, "são dadas 150 milhões de aulas por ano". Por isso, "7,5 a 9 milhões representam apenas 5% das aulas, e o que deve ser valorizado é a percentagem de 95% de aulas dadas". Além disso, "algumas dessas faltas aconteceram porque houve greve, por casamento, parto, operações ou acções de formação", diz. |
segunda-feira, 31 de outubro de 2005
ACORDEM

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Desde quinta-feira já está no ar o espaço virtual da empresa mais verde de esperança e azul de comunicadora da zona de Lisboa :D (ou pelo menos, para lá caminha)
quinta-feira, 27 de outubro de 2005
ERA INVEJA
Tenho um namorado que ama a bola. É uma pessoa cheia de virtudes, mas, se há uma constância em seu caráter, esta é a impontualidade. Não consegue chegar na hora, o mundo o atrapalha, a menos é claro no caso do futebol. Não falo aqui daquele jogo no estádio com hora oficial para começar, refiro-me à pelada, ao racha, àquele bate-bola entre amigos, que no caso aqui de casa acontece três vezes por semana. O campo é longe, uma viagem, o sol a pino - não importa. Dia do compromisso logo cedo o moço fica ansioso, não pode atrasar e não há imprevisto que o segure. Nesses dias meu amor é um britânico!
Sábado desses resolvi acompanhá-lo. Os companheiros de partida, esbeltos desportistas, não gostaram nadinha, mas, gentis, fizeram que sim. Aquilo não é lugar de mulher, eu já devia saber. Para compensar o mal-estar, começa o jogo e eu bato muita palma, exagero o entusiasmo, assovio e tanto faço que o dono do campo a quem eu bajulava escancaradamente sentiu-se na obrigação de me dedicar um gol. Segue o embate com altos e baixos, a coisa aquece e pimba... um golaço, aquele chutão do meio do campo para dentro da rede à Roberto Carlos. As más-línguas desmerecendo o artilheiro dizem que o momento é histórico e não se repetirá - não acredito, foi jogada de mestre; vi e guardarei na memória. Continua a partida com bons momentos, outros nem tanto, uma contusão aqui, uma falta ali, um corpo caído no chão.
De repente me bate uma estranheza e vou percebendo que acima da bola, das jogadas, do corre para lá e para cá, o que mais se via, na verdade, eram discussões, ofensas, xingamentos e uma roubalheira de fazer corar um palmito. A coisa chegou a um ponto em que tive a certeza de que terminado aquilo os adversários não voltariam a se falar. Acaba o jogo. Entre vitórias e desilusões, corre-se para o vestiário e devo dizer que nem na feira fala-se tão alto e ao mesmo tempo quanto num banheiro cheio de homens; eu não estava dentro, mas nem precisava...
Fiquei quietinha do lado de fora esperando meu namorado, que, pela delonga, tomava um banho de Cleópatra. Assim, pude observar bem os outros rapazes que sorridentes e limpinhos iam saindo do vestiário qual amigos de infância. Aqueles mesmos que há pouco se juravam de morte agora pavoneavam-se uns para os outros aos tapinhas nas costas. Havia ali cantores-compositores, um sapateiro, o editor de um jornal, um empresário da música, atores, um jogador aposentado, dois médicos e alguns moços das redondezas empobrecidas cuja competência em campo desequilibrara o jogo -tudo adversário de sangue na hora da bola e amigo do peito na saída para o chope. Na pelada não há rancores, o que se passa em campo fica no campo. Nem pudores, ali são todos craques - o vírus da imodéstia ataca democraticamente. Uma beleza!
Fui-me embora com um vazio a futucar o espírito. O que nós, mulheres, temos de parecido, o shopping, o salão? Nem chegam perto. Não pode xingar, espernear, soltar os sapos da garganta - além do que, num noutro, o máximo de exercício que se faz é com a língua na futrica da vida alheia ? muito chato. Não havia como negar, o brinquedo dos rapazes é divertido como só, e meu vazio era de inveja.
Nós, mulheres, não temos nada que se compare!
* Maitê Proença
Obrigado RL
quarta-feira, 26 de outubro de 2005
Mudar de Vida by Humanos
Muda de vida se tu não vives satisfeito
Muda de vida, estás sempre a tempo de mudar
Muda de vida, não deves viver contrafeito
Muda de vida, se há vida em ti a latejar
Ver-te sorrir eu nunca te vi
E a cantar, eu nunca te ouvi
Será de ti ou pensas que tens...que ser assim?...
Olha que a vida não, não é nem deve ser
Como um castigo que tu terás que viver
Muda de vida se tu não vives satisfeito
Muda de vida, estás sempre a tempo de mudar
Muda de vida, não deves viver contrafeito
Muda de vida, se há vida em ti a latejar
Mudança de Hora - Serviço Público de Bloguismo
Relógios atrasam uma hora no próximo domingo. Na madrugada do próximo domingo, dia 30 de Outubro, termina o horário de Verão. Os relógios deverão ser atrasados uma hora (às 03:00 serão 02:00), em cumprimento da directiva comunitária que rege a denominada Mudança de Hora e que afecta todos os Estados-membros da UE.


