Há um espaço que não cansa. Há um tempo que corre tranquilo. Há sempre lugar para tudo. Caminhamos com um sorriso. Afinal, há BOM TEMPO NO CANAL. Este é um blog sobre quase tudo, mas principalmente sobre o dia a dia, os acontecimentos, as pessoas e as suas relações.
quarta-feira, 14 de dezembro de 2005
Bebés e as Mulheres
Alguém quer comentar?
sexta-feira, 9 de dezembro de 2005
Bem Vindo
Querido André, sê muito bem vindo ao nosso mundo. Se calhar este não é o melhor mundo que poderia existir.Mas não te preocupes. Há tanta coisa bonita. Há tanto amor. Há tanto carinho. Há tantos amigos para nos darem a mão, para percorrerem este caminho contigo.
A vida é uma jornada maravilhosa e dou-te as boas vindas.
Quero também percorrê-la contigo!
Blues Café
quinta-feira, 8 de dezembro de 2005
Sim?!?
Julgo que, tal como eu, a maioria das pessoas passa algum tempo da sua vida a procurar entender ou dar sentido à sua vida. Obviamente que, dentro desse sentido, procuramos encontrar formas mais eficientes de dar respostas aos acontecimentos da nossa vida.Se calhar é importante, antes de prosseguir, explicar a forma como acredito que podemos e devemos interagir com a vida que nos rodeia. Acho que somos solicitados a responder a uma série de perguntas constantemente. E mais que as iniciativas que tomamos, é a forma como respondemos a essas questões que determina o nosso futuro.
É claro que essas questões podem não vir em formato de perguntas, ou de dúvidas existenciais. Podem ser coisas simples tipo voltar à direita ou à esquerda, ir ou não à praia, comer peixe ou carne.
Se calhar posso exagerar um pouco, e já me foi diagnosticada uma mente hiperactiva. Mas apesar disso, como referi no início, é natural que procuremos encontrar mecanismos ou modelos que nos ajudem a facilitar essa necessidade regular de decisão. Aliás, em grande parte das vezes, para a grande maioria de nós, essas decisões não são conscientes, mas sim automáticas e imediatas.
Já não sei concretamente como me surgiu a ideia, mas desde há algum tempo, quando sinto que tenho de tomar uma decisão, para a qual não tenho uma resposta certa, que não me sinto na capacidade de responder sem dúvida, fecho os olhos, olho para dentro de mim (não sei explicar muito bem para onde) e espero que me apareça um "sim" ou um "não".
Depois sem me preocupar com o porquê, ou melhor, tentando não me preocupar com o porquê, sigo aquele ecrã luminoso que me aparece na mente, ou na alma. "Sim" umas vezes, "não" outras tantas, mas normalmente sempre bem situadas em relação à pergunta colocada e claras para mim.
[Para os mais cépticos nunca fiz uma estatística do resultado dessas decisões, nem sei o que teria acontecido se tivesse decidido o contrário. Por isso vou à confiança. Fé chamar-lhe-ão alguns.]
Mas toda esta descrição serve apenas para vos enquadrar n o que me anda a acontecer há algumas semanas, e que se tornou particularmente interessante pelo modo como aconteceu. Num dos momentos de dúvidas, sem saber explicar bem porquê, a pergunta era: "Se deveria fazer algo num dia ou noutro?". Normalmente o que aconteceria nessa altura era alterar a pergunta para um estilo em que um "sim" ou um "não" fossem suficientes. Mas nesse dia não me lembrei. Esperei a resposta e ela surgiu na forma de um: "Sim".
E eu: "Há boa, que bom! ... Pera, quer dizer que "sim isto" ou que "sim aquilo"?". Rapidamente reformulei a pergunta e o ecrã luminoso deu: "Sim". Para ter a certeza da resposta, como já algumas vezes tinha feito, inverti a pergunta para que a resposta certa, a confiar no "Sim" de há pouco fosse um "Não". E, no entanto, o que apareceu foi um: "Sim".
Fiquei um pouco baralhado, mas não me preocupei. No entanto, a partir desse dia, sempre que fecho os olhos vejo o tal "SIM" a brilhar cá dentro.
Não sei bem o que significa, mas confesso que fico satisfeito. Parece um sim de afirmação. Um sim de descoberta. Um sim de vida. Um sim, sem mais, nem menos.
E as decisões. Essas o melhor é não me preocupar... De certo encontrei as respostas necessárias nas alturas certas.
sexta-feira, 2 de dezembro de 2005
Já somos 1000

Quando comecei a fazer este blog, logo desde os primeiros posts, um dos meus amigos perguntava-me: "Qual a razão para teres criado este blog? Já pensaste nisso? Para que serve?"
Na altura não me apeteceu estar a fazer uma análise sobre a razão de ser de um blog: porque escrevemos, porque o tornamos público, e porque escolhemos os conteúdos que escolhemos.
Fui só avançando com o meu blog, escrevendo alguns textos mais personalizados, usando por vezes o humor para alegrar o espírito, discutindo temas sociais, mais ou menos interessantes. No fundo dando movimento e alimento a este projecto com a força típica daqueles projectos que, quando começam, nos viciam, nos deliciam, nos enchem de esperança e de sonhos.
Mas acho que agora que já passaram mais de 1000 visitas pelo meu blogzito chegou a altura de vos oferecer a minha reflexão sobre a razão de ser deste “Bom Tempo no Canal”.
Um blog, na minha opinião, seja público ou privado, serve dois propósitos: a vontade de escrever, e a vontade de se ser lido. Não se pode negar a força do ego. Se realmente não quiséssemos que nos lessem, que descobrissem o que escrevemos, então usávamos o word e guardávamos os documentos numa pastinha chamada "Confissões de um pré-adulto ou um pós-adolescente".
Se vimos aqui à Internet, procurar um espaço, dar-lhe forma e preenchê-lo è porque necessitamos dessa atenção. Porque a procuramos. E por isso, caríssimo leitor, é importante para mim, que me leia, que me comente, que me dê a sua opinião.
No entanto, para além dessas razões comuns a todos os que usam e escrevem para um blog, tenho as minhas razões próprias, que são também interligadas com a forma deste recurso tecnológico.
Acho que tenho algo a dizer, uma opinião e um sentido sobre as coisas, que foge, por vezes mais, por vezes menos, da visão geral e comum que a sociedade tem sobre esses mesmos temas. E no fundo gosto de questionar, de levantar dúvidas, que me ajudem a pensar, e que também ajudem os outros. Julgo que esse é o maior desafio do meu blog e das coisas que escrevo. Ser capaz de vos tocar, de vos fazer sentir e pensar. Procurar encontrar outras coisas que vão para lá do evidente, ou que me ajudem a ver para além do que fui capaz.
O blog não é propriamente um espaço de diálogo de minorias, ou de criativos, de indivíduos ou organizações. Um blog é um espaço de expressão quase plástica daquilo que somos e representamos.
Nesse sentido este blog também é muito "eu". Coisas melhores, coisas piores, silêncios e expressões. Milhares de momentos diferentes que me caracterizam como pessoa complexa e diversificada que sou.
E por isso convido-vos, como tantas vezes o fiz, a olharem para este espaço, para estes textos e deixarem aqui a vossa marca. A vossa esperança, a vossa alegria, a vossa dúvida são-me valiosas. Não somos nada sem os outros.
"If life gives you rags, make quilts", mas na realidade, muitas vezes são os outros, esse mundo maravilhoso que nos rodeia, que nos dá o fio e a agulha para cozer esses trapos.
Obrigado e já agora FELIZ NATAL!
sexta-feira, 18 de novembro de 2005
Sobre faltas e professores
Em relação ao artigo das faltas dos professores, tenho de dizer que o que mais me choca é um dos responsáveis sindicais dizer que "são apenas 5%".
São apenas?!?!?!? Que tal se o seu salário fosse 5% menor? O que aconteceria se lhe tirassem 5% de todos os seus bens? E se tudo aumentasse apenas 5%?
Cinco por cento depende de muitas coisas, mas acho que para a educação, para o ensino, para a nossa vida cinco por cento não é apenas...
A culpa não é necessária atribuir, nem acuso os professores das faltas que dão. Mas cinco por cento a menos na educação é muitos por cento.
Pensem nisso...
Professores faltaram a 7,5 milhões de aulas - in DN
Luís Miguel Viana | Arquivo DN-Rodrigo Cabrita![]() 'Furos'. Cada aluno dos ensinos básico e secundário teve no anterior ano lectivo três horas de aulas por semana sem professor |
![]() |
| No ano lectivo 2004/2005, os professores do ensino pré-escolar, básico e secundário faltaram a entre 7,5 e 9 milhões de horas de aula. Este número, a que o DN teve acesso, corresponde ao total apurado até ontem pelo GIASE (gabinete de estatística com competências delega- das pelo INE que funciona no Ministério da Educação) e corresponde a cerca de 85% do total das escolas nacionais do ensino básico e secundário, abrangendo para já 103 159 professores e um total de 80,6 milhões de aulas previstas. Números apurados na véspera dos docentes fazerem greve nacional às aulas. O número de professores escrutinado até ontem tinha faltado exactamente a 7 489 891 tempos lectivos (45 minutos nos 2.º e 3.º ciclos e secundário, 60 minutos na educação pré-escolar e 1.º ciclo). Ou seja 9,3% do total de aulas previstas, sendo que a percentagem de faltas é maior no 2.º ciclo e menor no 3.º ciclo e secundário (ver tabela). Extrapolando esse valor para os 124 697 professores que tiveram turmas atribuídas no ano lectivo em causa (num total de 96,6 milhões de aulas previstas), o número de horas de aulas efectivamente não dadas aproximar-se-á dos 8,9 milhões. Para já, apenas foram examinados os registos informáticos de 93% das escolas do pré-escolar, 94% do 1.º ciclo, 80% do 2.º ciclo e 78% do 3.º ciclo e secundário. Como a maioria dos alunos tem os seus dias de aulas compostos, em média, por seis tempos lectivos (à excepção do ensino básico, onde recebem aulas durante cinco horas), estes número revelam que, em média, cada aluno teve três "furos" por semana. E que cada escola - também em média - teve de reorganizar na sua gestão corrente 10% das horas de aulas que lhe cabia ministrar. 80% usou férias. As faltas são marcadas não por dias mas por tempos lectivos, sendo que por cada quatro é contabilizado um dia de falta. A maioria dos professores tem de ministrar em média, antes de atingir metade da carreira, quatro tempos lectivos por dia (180 minutos). Quanto aos mais velhos, esse número diminui para uma média de três tempos lectivos (135 minutos por dia). Daqui resulta uma média de 147 minutos diários. Segundo os dados que o GIASE apurou até à data, 80% dos professores socorreram-se da possibilidade legal de utilizar faltas por dias de férias, quer do próprio ano, quer do ano seguinte. Já 50% justificou faltas por doença, enquanto 15% o fez por razões que se prendem com assistência à família. Em paralelo, mais de 20% justificou as suas faltas com assistência a menores, um regime paralelo. Quanto a os outros regimes disponíveis - e são 67 - foram utilizados por 80% dos professores com a assiduidade verificada até agora. Registe-se que 6% do total de professores nunca faltaram no ano lectivo 2004-2005 e que há largas dezenas de milhares que faltaram muito menos do que 10% às aulas que lhes cabia ministrar. Tudo le-va a crer, portanto, que haja escolas em que o problema seja mais grave. reacção. Para o secretário-geral da Federação Nacional de Professores, Paulo Sucena, "os números em bruto significam menos que os motivos que levaram os professores a faltar". E, segundo o responsável, "são dadas 150 milhões de aulas por ano". Por isso, "7,5 a 9 milhões representam apenas 5% das aulas, e o que deve ser valorizado é a percentagem de 95% de aulas dadas". Além disso, "algumas dessas faltas aconteceram porque houve greve, por casamento, parto, operações ou acções de formação", diz. |



