Há humor tão bom, que mesmo quando não o estamos a ver, faz-nos rir. Ora leiam:
Mãe: Ouve lá filho, sabes aquele programa que dá na RTP1 a seguir ao Telejornal à sexta-feira?
Filho: Sim mãe, os Gato Fedorento.
Mãe: Tu consegues achar piada aquelas asneiras todas?
Há um espaço que não cansa. Há um tempo que corre tranquilo. Há sempre lugar para tudo. Caminhamos com um sorriso. Afinal, há BOM TEMPO NO CANAL. Este é um blog sobre quase tudo, mas principalmente sobre o dia a dia, os acontecimentos, as pessoas e as suas relações.
quarta-feira, 12 de abril de 2006
Lua Cheia de Verão
terça-feira, 11 de abril de 2006
Felicidade
Será que a felicidade é algo que surge na sequência de algo, como resultado das nossas acções, de um trabalho consciente e intencional.
Um será que a felicidade é apenas um estado que se escolhe ter, independentemente dos acontecimentos ou circunstâncias?
Um será que a felicidade é apenas um estado que se escolhe ter, independentemente dos acontecimentos ou circunstâncias?
quarta-feira, 5 de abril de 2006
Ora vejam aqui
"... a maravilha que deve ser escrever um livro: a invenção dentro da memória; a memória dentro da invenção; e toda essa cavalgada de uma grande fuga, todo esse prodígio de umas poligâmicas núpcias, secretas e arrebatadas, com a feminina multidão das palavras: as que se entregam, as que se esquivam; as que é preciso perseguir, seduzir, ludibriar; as que por fim se deixam capturar, palpar, despir, penetrar e sorver, assim proporcionando, antes de se evaporarem, as horas supremas de um amor feliz. Não há matéria mais carnalmente incorpórea; nem outra mais disposta a por amor ser fecundada."
(in Um Amor Feliz, p.229)
(in Um Amor Feliz, p.229)
terça-feira, 4 de abril de 2006
Comentários aos comentários
No meu dia de anos foram dois os comentários sobre o meu blog que resolvi comentar.
LB disse que em alguns casos eu escrevia coisas grandes, fazendo aquele gesto com as mãos, palma contra palma, afastando-as largamente, tão grandes que nem sequer há tempo para ler.
Eu digo que ela tem razão, mas o desfiar do que me preenche não tem fita métrica, pode ser breve e simples, ou enorme e sem sentido. E por isso só os lê quem tem tempo/paciência/vontade para o fazer. E eu gosto assim, para cada gosto seu paladar.
A disse que estava surpreendido com o meu blog, que o achava muito interessante.
E eu digo que não o acho interessante, tantas vezes o acho repetitivo e monótono, ou pouco interessante na forma da escrita e dos conteúdos. Mas como espelho da minha vida que é, nem tudo é interessante, rico e cativante. Como a vida em si.
LB disse que em alguns casos eu escrevia coisas grandes, fazendo aquele gesto com as mãos, palma contra palma, afastando-as largamente, tão grandes que nem sequer há tempo para ler.
Eu digo que ela tem razão, mas o desfiar do que me preenche não tem fita métrica, pode ser breve e simples, ou enorme e sem sentido. E por isso só os lê quem tem tempo/paciência/vontade para o fazer. E eu gosto assim, para cada gosto seu paladar.
A disse que estava surpreendido com o meu blog, que o achava muito interessante.
E eu digo que não o acho interessante, tantas vezes o acho repetitivo e monótono, ou pouco interessante na forma da escrita e dos conteúdos. Mas como espelho da minha vida que é, nem tudo é interessante, rico e cativante. Como a vida em si.
Sonhos e outras coisas que nos fazem sonhar

Estou a ler um livro apaixonante: "Um Amor Feliz" de David Mourão Ferreira. Confesso que ainda só vou a meio mas aconselho vivamente dois capítulos extraordinários de literatura portuguesa: o do Jantar em casa dos latino-americanos, e o outro o discurso exaustivo e realista da empregada da limpeza. São pérolas da escrita.
Ou melhor, para mim são pérolas da escrita. Talvez por que me identifique, não obviamente com a qualidade, mas de uma forma muito mais modesta (a minha claro) com uma escrita visual e cheia de humor, que nos preenche os sentidos.
Era assim que gostaria de ser. Um escritor de sentidos, de sentimentos, de humor e de encanto. Um escritor que pinta as palavras de forma encadeada, sem cuidados excessivos, nem intelectualismos gratuitos.
Sempre quis escrever. Desde que tinha idade para juntar letras. E ainda guardo religiosamente em casa esses pedaços de letras desalinhadas, cheias de erros de ortografia, gramática, mas cheios de mim:
"e o cão veiu salfar a selhora Ana do asidente."
Nunca foi pela qualidade da escrita, mas por algo que Richard Back descreve lindamente no seu livro Ilusões: algo que rebentando pela parede, te agarra no colarinho e diz, não te largo enquanto não me escreveres.
E assim é! Não que seja algo de vida ou morte. Mas diz St. Teresa d'Àvila: O único verdadeiro pecado é o que fica por fazer. E tantas vezes pequei. Por medo, por preguiça, por convicção de falta de jeito.
Hoje já não é tanto assim. Neste blog, vou encontrando um espaço de expressão dos meus amigos, que me apertam o colarinho. E vão tranquilamente tombando para as páginas de bites and bytes deste blog. E fico mais tranquilo e feliz de os ver expressos. E contente porque me trazem também espaços para outros sonhos.
Queria também cantar. Sempre quis cantar. Ser protagonista de uma qualquer banda. Sentir a música e encantar. Estar num palco intimísta, a desencadear palavras e sons em cadências românticas.
Sou um humanista, existencialista, romântico e sonhador.
E continuo cheio destes sonhos que parecem feitos de criança: ser bombeiro, pintor, rico, polícia, herói. Mas não é isso que nos faz avançar? Querer sempre mais?
segunda-feira, 3 de abril de 2006
Grande Festa

Queridos amigos. Que grande festa, que grande encontro, que alegria.Foi realmente a forma perfeita de dar início aos meus 32 anos. Não podia ter corrido melhor.
São nestes momentos que temos a certeza que parte fundamental da nossa vida são as pessoas que nos rodeiam. E eu tenho tanta sorte. Vivo rodeado de pessoas que me conhecem, que gostam de partilhar este projecto comigo. E eu gosto delas, e gosto da casa cheia.
Gosto de ter de me sentar no chão, de não haver jantar que chegue, de ter a casa cheia de sons e de sorrisos. Dos doces e dos salgados, das partidas e dos pequenos acidentes.
Foi realmente magnífico estarmos todos reunidos.
Obrigado a todos.
PS: as fotografias são o lado exterior do mealheiro onde se reuniu as verbas para mais um módulo para a sala. Faltou muito pouco para o valor necessário e assim sendo eu oferecerei a mim próprio o que ainda falta. Em breve prometo novidades sobre o mesmo.
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