terça-feira, 19 de setembro de 2006

Sobre o Amar

O segredo de se Amar é o saber procurar e encontrar soluções. Quer para nós mesmos, quer para os que nos rodeiam.
Existe em nós duas dimensões: uma que procura soluções, outra que procura problemas.
Qual é a mais forte em vós?
Qual domina a vossa forma de olhar para o mundo?
Corre sempre tudo mal? Ou as coisas resolvem-se? O mundo é cruel? Ou há coisas bonitas no mundo?
Para se ter a resposta é preciso ter a coragem para fazer a pergunta.

terça-feira, 12 de setembro de 2006

A dormir, acordado, a dormir, acordado

Li uma vez num livro uma teoria “divertida” sobre a realidade e sobre o mundo. A mesma dizia que nós estamos neste mundo quando estamos a dormir, ou seja, que a nossa vida é um sonho. E que quando, neste sonho, dormimos é quando nos aproximamos da nossa verdadeira realidade.

Hoje lembrei-me dos meus entusiasmos, e dos entusiasmos em geral. Num minuto acordamos e decidimos que queremos isto ou aquilo, que o que nos faz falta é isto ou aquilo, que desejamos este ou aquela.

E depois passa o entusiasmo e voltamos a dormir, até acordarmos de novo com pressa para fazermos o que queremos, e ter o que desejamos.

Acredito que há um certo objectivo final na constância, na permanência, na tranquilidade.

Era Agostinho da Silva que dizia: “Não faço planos para o futuro para não atrapalhar os planos que o futuro tem para mim.”

segunda-feira, 11 de setembro de 2006

11 Setembro - Há Metafísica o Bastante em Não Pensar em Nada

Sempre gostei das teorias da conspiração. Principalmente porque muitas vezes senti que não existiam respostas suficientes naquilo que o universo político e os media nos transmitem.Ontem vi um documentário muito interessante na RTP1 chamado Loose Change. Para os interessados basta ir a http://www.loosechange911.com/ e assistir ao mesmo programa.

Convido-vos a não tirar conclusões precipitadas, mas a não deixar de levantar as questões pertinentes e necessárias.

“Come chocolates pequena, come chocolates” parece ser a escolha de muitos. É sempre mais fácil “comer” o que nos servem ser ter dúvidas, sem perguntar, sem duvidar.

O que ocorreu no dia 11 de Setembro de 2001 foi uma tragédia mundial. Causou sofrimento em todos os que são a favor da vida e da esperança. Não devia ter acontecido, mas aconteceu.

Todos temos direito, e em especial os americanos, de saber a verdade de tudo o que ocorreu nesses dias.

Aqui deixo-vos apenas alguns dos pontos que o documentário levantou e que são muito interessantes:

- Nunca um prédio caiu devido a um fogo ou a acidentes estruturais como os ocorridos nas torres gémeas (nomeadamente prédios que arderam 24 horas ou que sofreram embates de aviões);

- É fisicamente impossível um boeing deixar tão poucos danos no edíficio do Pentágono e não deixar marcas no relvado circundante;

- Está provado que as probabilidades de um telemóvel funcionar dentro de um avião são de 0,006 por cento e não então há registo de centenas de telefonemas;

- Cerca de 9 dos assumidos terroristas que morreram nos atentados encontram-se vivos e de boa saúde e não estavam nos EUA na altura dos atentados;

- Num acidente de avião nunca aconteceu os corpos desaparecerem como o que caiu na Pensilvânea.

Há questões sem resposta. Naquele dia o mundo mudou um pouco mais, para pior. A justiça é um direito da democracia, bem como o acesso a informação clara e livre.

Fomos todos atrás do chocolate que nos serviram. Porque sabe bem, porque está embalado, porque o do lado também o estava a comer.

Mas afinal: queremos ou não descobrir a verdade? Viver num mundo melhor? Mais claro? Mais transparente? Mais sério?

segunda-feira, 31 de julho de 2006

Mudasti?

Ontem esteve a dar na televisão um dos meus filmes favoritos de todo o sempre: “The Story of Us” (1999), com a Michelle Pfieffer e o Bruce Willis.

Muita gente pode não achar a mínima piada ao filme. Mas considero que retrata de forma objectiva e sincera todos os dramas relacionais de um casal. As discussões, as alegrias, os encontros, os desencontros, os pais, os filhos, os amigos...

Há muitas questões pertinentes durante todo o filme, mas em minha opinião tudo roda em torno da questão da mudança. Se as pessoas mudam, se não mudam, se querem mudar ou se preferem ficar na mesma.

A questão central é que eles já não eram (ou seriam?) as pessoas que eram quando se conheceram, e esse “desajuste” afastava-os. Essa “diferença” dificultava a capacidade de se relacionarem.

Sempre que vejo este filme, recordo-me da minha primeira namorada, e em particular uma discussão que tivemos no quarto dela, já numa fase um pouco cansada da relação.

“As pessoas não mudam!”, dizia ela convicta. Ao que eu respondia “Claro que mudam! Só depende da vontade delas”.

E assim ficámos a discutir umas quantas horas.

Quatorze anos depois, agora que somos amigos, e vivemos em diferentes continentes fomos tomar café para “pôr a conversa em dia”.

E qual não é o espanto quando ela diz: “Mas eu já te tinha dito Bernardo, as pessoas não mudam.” Ao que eu respondi “Se quiserem mudam!”

E ela, meio a provocar, meio a brincar, meio a sério diz-me “Bem, pelo menos nisto, não mudaste nada!”

Se calhar ás vezes mudamos, ás vezes não mudamos. Mas ainda acredito que querer (ou será crer) é poder!

terça-feira, 25 de julho de 2006

Ao meu amigo J

Não sei como são as amizades de cada um. Aliás cada amizade é única. Misteriosa e delicada. Diferente e única.

Conheci o meu amigo J no primeiro dia das praxes do meu primeiro dia como universitário. Presos numas grades de Entrecampos ele estendeu-me a mão e apresentou-se. Ficámos amigos. E somos muito amigos.

Agora ele vive lá fora. Corajosamente decidiu partir à sua procura para sítios onde a vida (para ele) lhe sorri mais.

Há um traço que distingue a nossa relação, e que tantas vezes me enche de uma saudade alegre. Foi sempre com ele que fui o mais de mim. Foi com ele que jogava computador até de manhã. Foi com ele que fui ver todos aqueles filmes que ninguém mais quer ver: Os Anjos de Charlie. Era com ele que falava de tudo, que revelava tudo, por saber que não havia crítica, não havia dúvida. Porque sempre nos ouvimos e nos respeitámos.

Foi com ele ao meu lado que descobri o que era ser jovem adulto, experimentar as coisas, os excessos, os limites. Foi com ele que viajei para perto e para longe.

Agora que ele está mais longe sinto falta desses momentos. Dessa amizade desprendida em que podemos dar azo a todos os caprichos. Em que podemos satisfazer desejos mais ou menos infantis, mais ou menos irresponsáveis.

Há amizades para tudo, para todas as circunstâncias, para todos os momentos.

A minha com o J é assim, é a altura de ficar outra vez estudante, outra vez arisco, outra vez brincalhão, e de cometer as loucuras que sempre nos apetecem e nem sempre temos coragem para fazer.

E este é o meu hino à nossa amizade.

Numa noite de verão

Hoje, perto da casa de um amigo meu, vi umas crianças a brincar na rua e deu-me uma saudade enorme desses maravilhosos momentos.

Ser criança tem mil encantos. É cheio de aventura, de ousadia, de alegria e de emoção.

Lembro-me quando descia à rua naquelas noites quentes. Noites de t-shirt e calção. Noites de escondidas e de apanhada. Noites de primeiros amores. Noites de slows agarradinhos na garagem de um amigo. Noites de gelado na esplanada. Noites de uns cigarros inocentes, de umas cervejas amargas, de uns cafés inexperientes, noites de pão com chouriço ou de bolos de canela.

E como era bom caminhar pelas ruas, ao lado da lua, pelas ruas vazias, a rir dos disparates de se ser criança ou adolescente.

Naqueles momentos não há complicação, não há stress, não há dor, não há responsabilidade.

Havia música, e segredos, e amigos, e crescimentos cheios de aventura.

Gosto das noites de verão!