segunda-feira, 23 de outubro de 2006

Breve

Se alguém souber de um remédio para não se pensar em nada, por favor, deixe aqui o seu nome comercial

O Espelho Perfeito de Nós Mesmos

Tantas vezes na minha vida sou confrontado com pessoas que possuem características que me incomodam. Umas mais outras menos, mas há no mundo muita coisa que gosto e e muita que não gosto. Sou bastante crítico em relação aos outros, mas acredito que também o sou comigo, e que avalio ambos pela mesma bitola.

No entanto, há já muitos anos atrás fui apresentado a uma forma diferente de ver essas características incómodas nos outros: Tudo aquilo que vez em alguém é apenas um espelho perfeito de ti próprio.

Ao princípio, a minha reacção foi de revolta: não posso ter tantos defeitos ou um feitio tão difícil como o que questionava e criticava no outro.

Era difícil reconhecer e aceitar que eu também podia ser teimoso, descrente, infeliz, triste, complicado, injusto, etc...

Mas a verdade é que quando paro para ver este mundo que me rodeia, e no qual me vejo reflectido, tantas vezes encontro em mim o que não quero ver. É fácil apontar o dedo. É mais difícil apontá-lo em nossa direcção.

Se tudo é um reflexo perfeito e directo de mim, de quem sou, do que sou e de como sou, então espero que um dia viva uma vida profundamente feliz, num lugar maravilhoso, a fazer o que gosto, com pessoas que amo.

E vocês?

segunda-feira, 9 de outubro de 2006

Eu mesmo como um outro

Foi há alguns dias atrás (ou terá sido há uns anos) estavamos sentados na aula de Ética da Comunicação. Eu, o meu amigo M e o Professor José Rosa estavamos com alguns colegas a debater a paixão que a todos nos envolvia: a comunicação, a relação e a ética que as duas nos exigem.
O meu amigo M disse algo e num tom alegre de desafio o professor José Rosa disse: - M. tu devias era estudar Filosofia.
Olhei para o meu amigo com um sorriso de concordância, mas nesse instante apenas vi no seu olhar o temor de quem recebe uma proposta a que não pode virar as costas, que o empurra serenamente no sentido do seu próprio destino (e será ele mesmo nosso?).
Fizemos o nosso percurso conjunto até ao fim da Licenciatura e depois ele foi para a "sua" Filosofia.
Na passada sexta feira, o M defendeu a sua tese de Mestrado.
Foi o culminar alegre e brilhante de uma jornada que acompanhei.
Mereceu todos os elogios que recebeu e os desafios e propostas que lhe apresentaram.
Eu fico com o carinho de quem o respeita e admira nas sua qualidades de académico, de "filósofo", de "interroguista" e acima de tudo amigo e ser humano.

Ficaram no ar tantas coisas bonitas que poderia deixar aqui escritas, mas escolhi algumas frases que vos deixo como convite para a reflexão de cada um:
- "O 'nós' é a palavra feliz."
- "O 'nós' é a agente da legitimação."
- "O 'nós' é o quem de direito."

Mas acima de tudo: "É preciso ousar a ousar."

terça-feira, 19 de setembro de 2006

Sobre o Amar

O segredo de se Amar é o saber procurar e encontrar soluções. Quer para nós mesmos, quer para os que nos rodeiam.
Existe em nós duas dimensões: uma que procura soluções, outra que procura problemas.
Qual é a mais forte em vós?
Qual domina a vossa forma de olhar para o mundo?
Corre sempre tudo mal? Ou as coisas resolvem-se? O mundo é cruel? Ou há coisas bonitas no mundo?
Para se ter a resposta é preciso ter a coragem para fazer a pergunta.

terça-feira, 12 de setembro de 2006

A dormir, acordado, a dormir, acordado

Li uma vez num livro uma teoria “divertida” sobre a realidade e sobre o mundo. A mesma dizia que nós estamos neste mundo quando estamos a dormir, ou seja, que a nossa vida é um sonho. E que quando, neste sonho, dormimos é quando nos aproximamos da nossa verdadeira realidade.

Hoje lembrei-me dos meus entusiasmos, e dos entusiasmos em geral. Num minuto acordamos e decidimos que queremos isto ou aquilo, que o que nos faz falta é isto ou aquilo, que desejamos este ou aquela.

E depois passa o entusiasmo e voltamos a dormir, até acordarmos de novo com pressa para fazermos o que queremos, e ter o que desejamos.

Acredito que há um certo objectivo final na constância, na permanência, na tranquilidade.

Era Agostinho da Silva que dizia: “Não faço planos para o futuro para não atrapalhar os planos que o futuro tem para mim.”

segunda-feira, 11 de setembro de 2006

11 Setembro - Há Metafísica o Bastante em Não Pensar em Nada

Sempre gostei das teorias da conspiração. Principalmente porque muitas vezes senti que não existiam respostas suficientes naquilo que o universo político e os media nos transmitem.Ontem vi um documentário muito interessante na RTP1 chamado Loose Change. Para os interessados basta ir a http://www.loosechange911.com/ e assistir ao mesmo programa.

Convido-vos a não tirar conclusões precipitadas, mas a não deixar de levantar as questões pertinentes e necessárias.

“Come chocolates pequena, come chocolates” parece ser a escolha de muitos. É sempre mais fácil “comer” o que nos servem ser ter dúvidas, sem perguntar, sem duvidar.

O que ocorreu no dia 11 de Setembro de 2001 foi uma tragédia mundial. Causou sofrimento em todos os que são a favor da vida e da esperança. Não devia ter acontecido, mas aconteceu.

Todos temos direito, e em especial os americanos, de saber a verdade de tudo o que ocorreu nesses dias.

Aqui deixo-vos apenas alguns dos pontos que o documentário levantou e que são muito interessantes:

- Nunca um prédio caiu devido a um fogo ou a acidentes estruturais como os ocorridos nas torres gémeas (nomeadamente prédios que arderam 24 horas ou que sofreram embates de aviões);

- É fisicamente impossível um boeing deixar tão poucos danos no edíficio do Pentágono e não deixar marcas no relvado circundante;

- Está provado que as probabilidades de um telemóvel funcionar dentro de um avião são de 0,006 por cento e não então há registo de centenas de telefonemas;

- Cerca de 9 dos assumidos terroristas que morreram nos atentados encontram-se vivos e de boa saúde e não estavam nos EUA na altura dos atentados;

- Num acidente de avião nunca aconteceu os corpos desaparecerem como o que caiu na Pensilvânea.

Há questões sem resposta. Naquele dia o mundo mudou um pouco mais, para pior. A justiça é um direito da democracia, bem como o acesso a informação clara e livre.

Fomos todos atrás do chocolate que nos serviram. Porque sabe bem, porque está embalado, porque o do lado também o estava a comer.

Mas afinal: queremos ou não descobrir a verdade? Viver num mundo melhor? Mais claro? Mais transparente? Mais sério?