segunda-feira, 13 de novembro de 2006

Ocorrências Repetidas


Ontem, enquanto conversava com um amigo disse-lhe: Para isto se estar a repetir tantas vezes, de certeza que acontece por uma razão.

O meu amigo, meio surpreendido, volta-se para mim e responde: Que visão mais fatalista!

Eu vim para casa a pensar no que ele disse, principalmente porque tenho dificuldade em perceber o porquê de tamanho fatalismo.

Neste caso falávamos de uma repetição complicada. Pois que as agradáveis, não nos levantam nunca grande questão. Apenas a alegria de as viver.

Para mim, a repetição de determinado acontecimento doloroso (seja a que nível for), por muito difícil que ele seja, representa uma oportunidade. Uma possibilidade para a reflexão, para o ajuste, para a mudança. Isto não funciona ou não funcionou, mas talvez se eu tentar aquilo ou até talvez ...

Acho que não fomos feitos para ficar tipo "disco riscado" a repetir e repetir sempre os mesmos padrões, a ter os mesmos comportamentos, a pensar as mesmas coisas. Por isso, quando as coisas se repetem é porque há algo que ainda não mudou ou ainda não quer mudar.

E isso é mau? Claro que não! Mas é fatalista? Também não.

Pode quando muito ser um pouco determinista. Mas isto da liberdade de escolha e do livre arbítrio é que a cada um o seu ou a sua.

sexta-feira, 10 de novembro de 2006

A Grande Portuguesa


Quem quiser votar na Dra. Fátima Felgueiras por favor deixe-o registado nos comentários

sexta-feira, 3 de novembro de 2006

Ah pois é

Podemos não ser responsáveis pelo que nos acontece,
mas somos sempre responsáveis pelo que fazemos acontecer.

domingo, 29 de outubro de 2006

Só nós quatro é que sabemos

Estive este fim de semana no Alentejo, em casa do pai de uma grande amiga. Fomos quatro e mais uns quantos. A matar as saudades de 5 anos de universidade, que apesar de tantos altos e baixos foi a nossa, e de que guardamos tantas memórias, experiências, sentimentos e esperanças.

Passados 5 anos, desses 5 anos que vivemos, voltámos a um encontro. Todos diferentes e todos iguais. Uns juntos ou casados, outra com um filho e outros solteiros.

E será que estamos assim tão diferentes?

Não sei responder. Sei que foi muito importante. Porque a distância permite que a cabeça fantasie e mitifique a realidade do que se viveu. E quando nos reencontramos percebemos que afinal a realidade é a realidade, e que o mito é apenas o sonho daquilo que vivemos na nossa cabeça. E que umas vezes foi real, e outras tantas um mito do que poderia ter sido.

Houve e há muito amor no ar, de quem sabe que quem se ama é para sempre, e apesar de iguais e diferentes continuamos a nutrir esse sentimento de pertença a esse clube tão exclusivo da nossa amizade académica.

Somos uma grande parte do que fomos, mas podemos e acho que queremos ser uma grande parte do que podemos ser. E nessa magnífica diversidade vamos avançando no tempo, sem no entanto deixar de ser quem sempre fomos.

Obrigado!

quarta-feira, 25 de outubro de 2006

Saber Ver


XXIV - O que Nós Vemos


O que nós vemos das cousas são as cousas.
Por que veríamos nós uma cousa se houvesse outra?
Por que é que ver e ouvir seria iludirmo-nos
Se ver e ouvir são ver e ouvir?

O essencial é saber ver,
Saber ver sem estar a pensar,
Saber ver quando se vê,
E nem pensar quando se vê
Nem ver quando se pensa.

Mas isso (tristes de nós que trazemos a alma vestida!),
Isso exige um estudo profundo,
Uma aprendizagem de desaprender
E uma seqüestração na liberdade daquele convento
De que os poetas dizem que as estrelas são as freiras eternas
E as flores as penitentes convictas de um só dia,
Mas onde afinal as estrelas não são senão estrelas
Nem as flores senão flores.
Sendo por isso que lhes chamamos estrelas e flores.


segunda-feira, 23 de outubro de 2006

Breve

Se alguém souber de um remédio para não se pensar em nada, por favor, deixe aqui o seu nome comercial