As palavras confundem-me, encantam-me, baralham-me e tornam a se distribuir.
As palavras são tantas, com tantos sentidos, com tantas intenções, com tantas preposições.
As palavras são.
Dizem e desdizem. Mentem ou pronunciam a verdade.
As palavras são apalavradas, são escritas, são ditas, são omitidas, alteradas, adaptadas, traduzidas e interpretadas.
As palavras são de todos e de ninguém.
O mundo é das palavras e são elas que constroem o mundo.
Desengane-se quem acha que as tem, que são suas, que as domina, controla ou manipula.
As palavras são como tudo.
Só pertencem a quem as diz ou escreve até alguém as ouvir ou ler.
São o processo.
As palavras somos nós.
Há um espaço que não cansa. Há um tempo que corre tranquilo. Há sempre lugar para tudo. Caminhamos com um sorriso. Afinal, há BOM TEMPO NO CANAL. Este é um blog sobre quase tudo, mas principalmente sobre o dia a dia, os acontecimentos, as pessoas e as suas relações.
sábado, 25 de novembro de 2006
Ontem chuveu-me na cabeça
Fiquei com o juizo todo molhado. Mas a chuva não faz mal. Refresca e renova. E até as plantas gostam.
domingo, 19 de novembro de 2006
Estou feliz com o inesperado!
Com o crescimento tenho descoberto diferentes coisas na vida. Uma das mais importantes é que nem sempre o que acaba é mau, e nem sempre o que se começa é bom. Ou ao contrário, nem tudo o que acaba é bom, e nem tudu o que começa é mau. Mas eu explico melhor.
Tantas vezes acontece a nossa vida entrar num período de ruptura, em que as coisas que tomávamos como certas desaparecem de alguma forma. Acabam, destroem-se ou apenas deixam de existir. Ou então, somos questionados no que sentimos, no que dizemos e no que fazemos.
Durante muito tempo esses períodos eram muito dolorosos. Muito assustadores, muito intimidatórios.
Agora concluí que eles são: primeiro, parte da vida, não podemos viver sem eles; segundo, que transportam a semente da mudança, que acontecem porque abrem a porta a outras coisas, melhores, maravilhosas, ou apenas diferentes e importantes.
E por isso descobri que, quanto menos resistir, melhor. Acelero a chegada do novo, do que me estava destinado.
Hoje estou feliz!!! Muito feliz!!! Tantas vezes sonhei, pensei e planeie para que me acontecesse... E esta semana, sem saber, sem estar pensado aconteceu. Assim, de mão beijada, com uma imensa alegria. E eu só tive que dizer que sim!
Tantas vezes acontece a nossa vida entrar num período de ruptura, em que as coisas que tomávamos como certas desaparecem de alguma forma. Acabam, destroem-se ou apenas deixam de existir. Ou então, somos questionados no que sentimos, no que dizemos e no que fazemos.
Durante muito tempo esses períodos eram muito dolorosos. Muito assustadores, muito intimidatórios.
Agora concluí que eles são: primeiro, parte da vida, não podemos viver sem eles; segundo, que transportam a semente da mudança, que acontecem porque abrem a porta a outras coisas, melhores, maravilhosas, ou apenas diferentes e importantes.
E por isso descobri que, quanto menos resistir, melhor. Acelero a chegada do novo, do que me estava destinado.
Hoje estou feliz!!! Muito feliz!!! Tantas vezes sonhei, pensei e planeie para que me acontecesse... E esta semana, sem saber, sem estar pensado aconteceu. Assim, de mão beijada, com uma imensa alegria. E eu só tive que dizer que sim!
segunda-feira, 13 de novembro de 2006
O Rei não morreu! Está vivo e é Brasileiro.
Há uma semana atrás foi ouvir pela primeira vez na vida, e espero que não a última, o Rei do som Brasileiro ao vivo.Ia cheio de esperança, de excitação, de alegria e de quase temor reverente, de quem se embaraça por ir encontrar o seu super-heroí ou até alguém que muito admire.
Não fui defraudado. Fui surpreendido. Mais uma vez o Chico (aquele que parece que veio da Holanda) encheu os nossos corações. Construiu uma ponte gigante entre o Brasil e Portugal. E deixou todos de mãos dadas (pelo menos com os corações).
Como todos os grandes espetáculos foi um crescendo. Primeiro a vergonha do que os vizinhos estão a pensar das minhas palmas, dos meus gritos e dos meus assobios. Depois a vontade de nos levantar-mos. E no fim, já todos de pé, perto do palco, a olhar para o Chico como se ele estivesse cá em casa.
Canta mais uma! Canta Chico!
Foi maravilhoso, um pequeno intervalo em tempo real de uma relação musical de longa data. Espero cruzar-me contigo de novo, mais cedo do que mais tarde. Mas enquanto isso, vai cantando mais uma para mim Chico...
Ocorrências Repetidas

Ontem, enquanto conversava com um amigo disse-lhe: Para isto se estar a repetir tantas vezes, de certeza que acontece por uma razão.
O meu amigo, meio surpreendido, volta-se para mim e responde: Que visão mais fatalista!
Eu vim para casa a pensar no que ele disse, principalmente porque tenho dificuldade em perceber o porquê de tamanho fatalismo.
Neste caso falávamos de uma repetição complicada. Pois que as agradáveis, não nos levantam nunca grande questão. Apenas a alegria de as viver.
Para mim, a repetição de determinado acontecimento doloroso (seja a que nível for), por muito difícil que ele seja, representa uma oportunidade. Uma possibilidade para a reflexão, para o ajuste, para a mudança. Isto não funciona ou não funcionou, mas talvez se eu tentar aquilo ou até talvez ...
Acho que não fomos feitos para ficar tipo "disco riscado" a repetir e repetir sempre os mesmos padrões, a ter os mesmos comportamentos, a pensar as mesmas coisas. Por isso, quando as coisas se repetem é porque há algo que ainda não mudou ou ainda não quer mudar.
E isso é mau? Claro que não! Mas é fatalista? Também não.
Pode quando muito ser um pouco determinista. Mas isto da liberdade de escolha e do livre arbítrio é que a cada um o seu ou a sua.
sexta-feira, 10 de novembro de 2006
sexta-feira, 3 de novembro de 2006
Ah pois é
Podemos não ser responsáveis pelo que nos acontece,
mas somos sempre responsáveis pelo que fazemos acontecer.
mas somos sempre responsáveis pelo que fazemos acontecer.
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