sexta-feira, 3 de abril de 2026

Associação Pen Magor organiza iniciativa inédita

Vejam esta notícia sobre o meu próximo workshop:

Acções com constelações familiares no moinho

A iniciativa é organizada pela associação penamacorense Pen Magor no Moinho do Maneio

As Constelações Familiares vão estar em foco no próximo dia 15, em Penamacor com Bernardo Ramirez. A iniciativa realiza-se no Moinho do Maneio, em Penamacor, dia 15, das 10 às 18 horas. A participação custa 36 euros para o seminário e para os atendimentos individuais, que acontece no dia seguinte, custa 40 euros. A organização é da Pen Magor, associação local.

Criadas por Bert Hellinger, as Constelações são representações de uma imagem interna de um sistema na nossa vida, seja ele familiar ou profissional. Nesse sistema existe informação sobre lealdades, sobre sentimentos, sobre vínculos e nós. Ou seja, todos temos uma imagem interna, consciente ou inconsciente, dos nossos sistemas. Essa imagem, através das constelações, é apresentada revelando as dinâmicas desse mesmo sistema e dirigindo o próprio sistema para uma melhor situação.


Podem ver esta notícia em http://www.gazetadointerior.pt/seccoes/index.asp?idn=7658

Dificuldades

Pergunto-me tantas e tantas vezes porque me vejo sempre em situações com pessoas que sinto trespassam os meus limites?

Discurso da Vitória de Barack Obama

Acho que temos muito a aprender com estas palavras.

Gosto de o ouvir. Comecei há muitos anos atrás, pela mão do meu amigo JP. Ele disse-me: "Já ouviste falar deste homem? Ouve o discurso dele." E eu ouvi. (Julgo que foi nas eleições de há 4 anos ou até mesmo há 8). Ele falava com força, com alegria e com fé. Não podia me sentir mais identificado.

Hoje sinto-me rendido. É um homem extraordinário. E tem nele algo que ambiciono para mim. Para mim ele incorpora a fé e a força de quem sabe que pode, que consegue, que quer.

Acho que é a coragem de querer o melhor.

Confesso emoção a ouvir as palavras dele. Se quiserem ouçam também. Vale a pena.

Temos muito a aprender...

1ª parte



2ª parte

Discurso de John McCain

Ao procurar mais sobre os resultados nos EUA descobri o discurso do John McCain.

Acho que também este ensina muito sobre a natureza humana e sobre o que o futuro pode ser.


Educadores


Dos 23 aos 34

Apenas onze anos separam os tenros vinte e três anos da idade adulta dos trinta e quatro. E o que se vê de um ponto e do outro? O que tanto o mundo se transforma?

Este salto quântico podia ocorrer em qualquer de dois sentidos. Ou no sentido inverso, doze, três anos. Ou continuar por aí fora: quarenta e cinco, cinquenta e seis, etc. Até ao fim dos tempos ...

Mas, neste momento, interessou-me pessoalmente estas duas idades e as suas diferenças e semelhanças. Porquê? Perguntam vocês e bem... Porque a minha irmã tem menos onze anos que eu e por isso é uma das portadoras da geração vinte e três (o que será que pensam de nós? os trinta e quatrões?) E eu claro portador da geração dos trinta e quatro (talvez por isso também o interesse). Porque os meus colegas de trabalho são portadores dessa geração dos vinte e três. E porque tenho muitos amigos na dos trinta e quatro.

E quais são então as principais diferenças ou semelhanças? Há duas coisas que neste momento identifico como substancialmente relevantes e que parecem fazer particular sentido neste pulo temporal de onze anos:

1.
Aos vinte e três ainda temos a ingenuidade, ou a confiança, de acreditar que a nossa vida depende de cada decisão que tomamos, e que cada opção vai direccionar-nos explicitamente neste ou naquele sentido.

Passamos muito tempo a tentar descobrir a resposta certa: este curso ou aquele, este amigo ou aquele, este amor ou aquele, esta viagem ou aquela... "E depois? Se corre mal? O que poderei eu fazer?", pensamos, assustamos-nos, duvidamos.

Lembro-me (nos meus vinte e três) da imensidão dos sentimentos, das preocupações, do peso das escolhas e do receio de se viver e de errar. Como se o processo do 'caí e torna-te a levantar' fosse impeditivo do crescimento. Como se tudo tivesse de ser perfeito.

Hoje é ao contrário. Viver: claro; cair e levantar: faz parte. Aceitar que não mandamos tanto na nossa vida, ou que o que decidimos hoje pode sempre ser refeito amanhã de uma forma melhor e mais bonita.

Hoje sabemos que hoje decidimos. E amanhã a vida (ou Deus, ou Lúcifer, ou os mestres ou os demónios) ri-se de nós e diz: nem penses! Não é como queres. É como tem de ser. E os meses de planeamento cuidado e de decisão desfazem-se. Não é grave. Faz parte. O que não nos parte faz-nos mais fortes.

Aprendemos que a preparação é parte do caminho e o resultado é menos importante que a jornada.

Mas ao vinte e três é menos evidente. Se calhar daqui a onze anos estarei eu aqui a escrever a crónica dos trinta e quatro anos aos quarenta e cinco anos. E a questionar o que penso e sinto neste momento.

2.
O segundo ponto, que está relacionado com o primeiro, tem diferenças subtis. Aos vinte e três, talvez pelo tempo que demoramos a decidir e a escolher, achamos que sabemos de tudo um pouco. Que conhecemos, que detemos a verdade, que controlamos o conhecimento e a sabedoria.

O 'só sei que nada sei' aparece mais tarde, com a passagem da vida e do tempo.

Aos vinte e três afirmamos as coisas com uma firmeza quase arrogante. Temos a certeza. Como quando aprendemos a conduzir, e na alegria de estar ao volante, começamos a conduzir com excesso de confiança. Até à primeira amolgadela.

Excesso de entusiasmo, excesso de certezas.

É curioso, passamos da insegurança da adolescência para o absolutismo da vida adulta. Agora sei tudo, sou tudo.


Aos trinta e quatro sei menos, menos que sabia aos vinte e três. E isso deixa-me feliz. Mas aos vinte e três precisei de saber tudo.

Esta viagem temporal é muito curiosa. O que vamos crescendo e o que vamos minguando.

Estes onze anos são incríveis e transformam-nos. Mas que onze anos não o fazem?

PS: E vocês, quais são as vossas diferenças e semelhanças ao longo de onze anos?

Constelações em Penamacor com Bernardo Ramirez

Flag of PenamacorImage via WikipediaPara os mais distraídos vou estar em Penamacor no próximo fim de semana a fazer Constelações.

Podem ler mais sobre o workshop em http://www.bernardoramirez.com/constelacoes/penamacor-constelacoes-familiares-e-pedagogia-sistemica-com-bernardo-ramirez-15-e-16-de-novembro/

Também é possível receberem, por email informação, sobre os meus eventos em Constelações. Para isso basta subscrever neste link http://www.feedburner.com/fb/a/emailverifySubmit?feedId=1547460&loc=pt_BR

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