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sexta-feira, 3 de abril de 2026

Repetições e silêncios

Hoje acordei remetido a este tema sempre tão variado e abundante.

Aliás dizia logo de manhã no Twitter: "Bom dia gente do mundo - hoje estou a reflectir sobre as repetições e os silêncios"

Sempre me preocupei em ouvir com atenção o que me dizem, particularmente nas circunstâncias em que sinto que o que me dizem é relevante. Claro que para todas as regras há excepções e tenho pessoas queridas que já questionaram a minha atenção em momentos que lhes era particularmente pertinente a minha atenção. Mas acho poder dizer que sou atento ao sentimento e à sua expressão. Procuro nas palavras dos outros o que lhes vai na alma.

E deste ritual relacional sobresaem duas questões curiosas que quis partilhar convosco hoje:

- Existe em mim uma certa irritação com o barulho. Quando quero perceber e não posso. Quando quero ouvir e não consigo. O barulho incomoda-me. E no meio dessa dicotomia ouvir/não ouvir tenho dificuldade em explicar ao outro que aquele lugar e aquele momento não me permite a atenção que pretendia. Deveria ter a coragem de dizer: agora ou aqui não, mas não me é fácil recusar.

- Outra dificuldade é com as repetições. Como tento colocar a minha atenção no que me dizem, tenho dificuldade em entender porque algumas pessoas necessitam de repetir-me o mesmo que já me disseram em outra altura. E nesses momentos, a relação que tenho com as pessoas, cria um buffer variável de acordo com a importancia dessa pessoa na minha vida. Mas há pessoas que exageram. Que no mesmo dia me dizem sete vezes o mesmo. E isso incomoda-me.

Mas porque Bernardo? Numa primeira fase, reflecti que sentia isso como uma falta de respeito. Como se ao dizerem mais de uma vez qualquer coisa estariam a presumir que não tinha ouvido o que me disseram, ou que não lhes dei a oportunidade que precisavam.

Mas agora presumo que tem mais a ver comigo do que com eles. Provavelmente, realmente não "ouvi". Se calhar havia algo para perceber que não percebi. Ou algo para aceitar que não aceitei.

Isto das relações é muito misterioso.

Ou então não...


Repetições e silêncios


SILENCIO | brezza
Upload feito originalmente por luiza p.
Hoje acordei remetido a este tema sempre tão variado e abundante.

Aliás dizia logo de manhã no Twitter: "Bom dia gente do mundo - hoje estou a reflectir sobre as repetições e os silêncios"

Sempre me preocupei em ouvir com atenção o que me dizem, particularmente nas circunstâncias em que sinto que o que me dizem é relevante. Claro que para todas as regras há excepções e tenho pessoas queridas que já questionaram a minha atenção em momentos que lhes era particularmente pertinente a minha atenção. Mas acho poder dizer que sou atento ao sentimento e à sua expressão. Procuro nas palavras dos outros o que lhes vai na alma.

E deste ritual relacional sobressaem duas questões curiosas que quis partilhar convosco hoje:

- Existe em mim uma certa irritação com o barulho. Quando quero perceber e não posso. Quando quero ouvir e não consigo. O barulho incomoda-me. E no meio dessa dicotomia ouvir/não ouvir tenho dificuldade em explicar ao outro que aquele lugar e aquele momento não me permitem a atenção que pretendia. Deveria provavelmente ter a coragem de dizer: agora ou aqui não, mas não me é fácil recusar.

- Outra dificuldade é com as repetições. Como tento colocar a minha atenção no que me dizem, tenho dificuldade em entender porque algumas pessoas necessitam de repetir-me o mesmo que já me disseram em outra altura. E nesses momentos, a relação que tenho com as pessoas, cria um buffer variável de acordo com a importância dessa pessoa na minha vida. Mas há pessoas que exageram. Que no mesmo dia me dizem sete vezes o mesmo. E isso incomoda-me.

Mas porquê Bernardo? Numa primeira fase, reflecti que sentia isso como uma falta de respeito. Como se ao dizerem mais de uma vez qualquer coisa estariam a presumir que não tinha ouvido o que me disseram, ou que não lhes dei as oportunidades que precisavam.

Mas agora presumo que tem mais a ver comigo do que com eles. Provavelmente, realmente não "ouvi". Se calhar havia algo para perceber que não percebi. Ou algo para aceitar que não aceitei.

Isto das relações é muito misterioso.

Ou então não...

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Adversidade que vale a pena

Fotografia de um muro com uma cerca e com àrvores verdes por trás

O presidente americano Benjamim Franklin disse num discurso muito famoso: “Nada é certo excepto a morte e os impostos”. Brian Tracy completa a frase falando também da adversidade.

Não é certamente um tema novo, mas é sempre um tema pertinente: adversidade. 

Muitas pessoas passam a sua vida a evitá-la, a reclamar dela, a chorar por ela, a fugir dela. Mas como qualquer das outras duas constantes da vida esta também é inevitável. Faz parte da nossa condição de ser(mos) humano(s). Erguer, fazer, falhar, erguer de novo, fazer de novo, falhar… e repetir o ciclo até no fim nos depararmos com o sucesso. 

E até quando temos de tentar? Até conseguir. Até alcançar. 

É como com os amigos, com os filhos, com os pais, com aquilo que vale e importa. Não consigo, não entendo, não sou capaz. Até quando tenho de tentar? Até conseguir. Não desistimos do que importa para nós!

O estudo do desenvolvimento pessoal e da biografia de histórias de sucesso é esse factor diferenciador. O sucesso faz-se pela pessoa que não fica caída, mas que se ergue as vezes necessárias para o seu sucesso.

“A diferença entre o sucesso e o insucesso é pores-te de pé uma vez mais”

Então a sabedoria passa por identificar o que nos apaixona. O que nos motiva. O que aquece o nosso coração de maneira que consigamos sempre encontrar mais um pouco de força para nos erguermos de novo e sorrir perante a adversidade e dizer: Obrigado.

Porque também é nesses momentos secretos, nesses momentos de desilusão, de frustração que temos o poder e a capacidade mágica de construir o nosso futuro. 

E encontrar a alegria de saber que conseguimos. Que demos TODOS os passos necessários nessa jornada. E que assim estamos…

Pelo menos até aos próximos impostos, adversidade ou morte.

“Sabes quando já aprendeste tudo? Quando morreste. Até lá ainda tens coisas para aprender” diz um ditado oriental