segunda-feira, 9 de outubro de 2006

Eu mesmo como um outro

Foi há alguns dias atrás (ou terá sido há uns anos) estavamos sentados na aula de Ética da Comunicação. Eu, o meu amigo M e o Professor José Rosa estavamos com alguns colegas a debater a paixão que a todos nos envolvia: a comunicação, a relação e a ética que as duas nos exigem.
O meu amigo M disse algo e num tom alegre de desafio o professor José Rosa disse: - M. tu devias era estudar Filosofia.
Olhei para o meu amigo com um sorriso de concordância, mas nesse instante apenas vi no seu olhar o temor de quem recebe uma proposta a que não pode virar as costas, que o empurra serenamente no sentido do seu próprio destino (e será ele mesmo nosso?).
Fizemos o nosso percurso conjunto até ao fim da Licenciatura e depois ele foi para a "sua" Filosofia.
Na passada sexta feira, o M defendeu a sua tese de Mestrado.
Foi o culminar alegre e brilhante de uma jornada que acompanhei.
Mereceu todos os elogios que recebeu e os desafios e propostas que lhe apresentaram.
Eu fico com o carinho de quem o respeita e admira nas sua qualidades de académico, de "filósofo", de "interroguista" e acima de tudo amigo e ser humano.

Ficaram no ar tantas coisas bonitas que poderia deixar aqui escritas, mas escolhi algumas frases que vos deixo como convite para a reflexão de cada um:
- "O 'nós' é a palavra feliz."
- "O 'nós' é a agente da legitimação."
- "O 'nós' é o quem de direito."

Mas acima de tudo: "É preciso ousar a ousar."