domingo, 29 de outubro de 2006

Só nós quatro é que sabemos

Estive este fim de semana no Alentejo, em casa do pai de uma grande amiga. Fomos quatro e mais uns quantos. A matar as saudades de 5 anos de universidade, que apesar de tantos altos e baixos foi a nossa, e de que guardamos tantas memórias, experiências, sentimentos e esperanças.

Passados 5 anos, desses 5 anos que vivemos, voltámos a um encontro. Todos diferentes e todos iguais. Uns juntos ou casados, outra com um filho e outros solteiros.

E será que estamos assim tão diferentes?

Não sei responder. Sei que foi muito importante. Porque a distância permite que a cabeça fantasie e mitifique a realidade do que se viveu. E quando nos reencontramos percebemos que afinal a realidade é a realidade, e que o mito é apenas o sonho daquilo que vivemos na nossa cabeça. E que umas vezes foi real, e outras tantas um mito do que poderia ter sido.

Houve e há muito amor no ar, de quem sabe que quem se ama é para sempre, e apesar de iguais e diferentes continuamos a nutrir esse sentimento de pertença a esse clube tão exclusivo da nossa amizade académica.

Somos uma grande parte do que fomos, mas podemos e acho que queremos ser uma grande parte do que podemos ser. E nessa magnífica diversidade vamos avançando no tempo, sem no entanto deixar de ser quem sempre fomos.

Obrigado!