domingo, 28 de dezembro de 2008

Viagens ao fim da tarde (com menta)

Que bom estar de volta e saber que vocês estão aí! Ainda estão aí!? Neste canto cibernético, em que o Bernardo me deixou aninhar, partilho com a prima dele, com a amiga dele, com o amigo dele, com o desconhecido dele, mas todos visitantes da sua página... as minhas narrativas. Comecei por publicar no Bom Tempo no Canal o Mau Tempo que se fez noutros tempos da minha vida... narrativas esquecidas no baú dos papéis já amarelecidos pela passagem... do tempo. Hoje, quero partilhar convosco um pequeno texto que escrevi tem poucos dias. Calculo que (quem leu os textos anteriormente publicados por mim neste blog) saiba que são réplicas autobiográficas que aqui vos deixo, porque acredito que a nossa vida ganha mais sentido quando é partilhada.

Desejo-vos um excelente ano de 2009.

Viagens ao fim da tarde (com menta)
Naquela tarde do dia que se segue ao Natal, em que ainda não se está dentro da rotina diária, os nossos corações ainda estão moles e os nossos pensamentos num compasso lento de Amor... naquela tarde, Ana sentou-se à mesa da cozinha, respirando o ar libertado pelo seu chá de menta acabado de fazer. Inalando aquele cheiro viajou pelo mundo das recordações.

2001. Caen. França. Erasmus. Ela e a sua mãe. Junho. Verão. Grupo. Marroquino. Chá de Menta carregado de açúcar. Alegria. Momento. Instante de suspensão das vidas sofridas e resistentes. Uma árvore. Relva. Residências Universitárias. Despedida. Regresso.

Ana continuou cheirando o quente do chá de menta. Pegou em "Cem Anos de Solidão" e consigo, naquela tarde de frio de Inverno, viajou acompanhada por Gabriel García Márquez, para um mundo desconhecido, de imaginação.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Fenómeno Anita e Twitter


Image representing Twitter as depicted in Crun...Image via CrunchBase


O Twitter é uma ferramenta bastante curiosa de MicroBlogging mas que facilmente se converte em Global Chat.

Hoje a Anita e os Seus Livros tomaram o poder do Twiting World e a palavra Anita tornou-se uma das com maior crescimento desde sempre no Cyber Espaço Twitter.

Se querem saber mais sobre o movimento Anita vejam este site: http://connectthetweets.wordpress.com/2008/11/12/anita/#comment-126

Se querem saber mais sobre o Twitter vão a www.twitter.com/bramirez37

Para quem não se lembra da Anita podem vê-la aqui: http://www.miau.pt/leiloes/leilao.jsp?offer_id=6604195#detalhes
Reblog this post [with Zemanta]

terça-feira, 11 de novembro de 2008

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Dos 23 aos 34

Apenas onze anos separam os tenros vinte e três anos da idade adulta dos trinta e quatro. E o que se vê de um ponto e do outro? O que tanto o mundo se transforma?

Este salto quântico podia ocorrer em qualquer de dois sentidos. Ou no sentido inverso, doze, três anos. Ou continuar por aí fora: quarenta e cinco, cinquenta e seis, etc. Até ao fim dos tempos ...

Mas, neste momento, interessou-me pessoalmente estas duas idades e as suas diferenças e semelhanças. Porquê? Perguntam vocês e bem... Porque a minha irmã tem menos onze anos que eu e por isso é uma das portadoras da geração vinte e três (o que será que pensam de nós? os trinta e quatrões?) E eu claro portador da geração dos trinta e quatro (talvez por isso também o interesse). Porque os meus colegas de trabalho são portadores dessa geração dos vinte e três. E porque tenho muitos amigos na dos trinta e quatro.

E quais são então as principais diferenças ou semelhanças? Há duas coisas que neste momento identifico como substancialmente relevantes e que parecem fazer particular sentido neste pulo temporal de onze anos:

1.
Aos vinte e três ainda temos a ingenuidade, ou a confiança, de acreditar que a nossa vida depende de cada decisão que tomamos, e que cada opção vai direccionar-nos explicitamente neste ou naquele sentido.

Passamos muito tempo a tentar descobrir a resposta certa: este curso ou aquele, este amigo ou aquele, este amor ou aquele, esta viagem ou aquela... "E depois? Se corre mal? O que poderei eu fazer?", pensamos, assustamos-nos, duvidamos.

Lembro-me (nos meus vinte e três) da imensidão dos sentimentos, das preocupações, do peso das escolhas e do receio de se viver e de errar. Como se o processo do 'caí e torna-te a levantar' fosse impeditivo do crescimento. Como se tudo tivesse de ser perfeito.

Hoje é ao contrário. Viver: claro; cair e levantar: faz parte. Aceitar que não mandamos tanto na nossa vida, ou que o que decidimos hoje pode sempre ser refeito amanhã de uma forma melhor e mais bonita.

Hoje sabemos que hoje decidimos. E amanhã a vida (ou Deus, ou Lúcifer, ou os mestres ou os demónios) ri-se de nós e diz: nem penses! Não é como queres. É como tem de ser. E os meses de planeamento cuidado e de decisão desfazem-se. Não é grave. Faz parte. O que não nos parte faz-nos mais fortes.

Aprendemos que a preparação é parte do caminho e o resultado é menos importante que a jornada.

Mas ao vinte e três é menos evidente. Se calhar daqui a onze anos estarei eu aqui a escrever a crónica dos trinta e quatro anos aos quarenta e cinco anos. E a questionar o que penso e sinto neste momento.

2.
O segundo ponto, que está relacionado com o primeiro, tem diferenças subtis. Aos vinte e três, talvez pelo tempo que demoramos a decidir e a escolher, achamos que sabemos de tudo um pouco. Que conhecemos, que detemos a verdade, que controlamos o conhecimento e a sabedoria.

O 'só sei que nada sei' aparece mais tarde, com a passagem da vida e do tempo.

Aos vinte e três afirmamos as coisas com uma firmeza quase arrogante. Temos a certeza. Como quando aprendemos a conduzir, e na alegria de estar ao volante, começamos a conduzir com excesso de confiança. Até à primeira amolgadela.

Excesso de entusiasmo, excesso de certezas.

É curioso, passamos da insegurança da adolescência para o absolutismo da vida adulta. Agora sei tudo, sou tudo.


Aos trinta e quatro sei menos, menos que sabia aos vinte e três. E isso deixa-me feliz. Mas aos vinte e três precisei de saber tudo.

Esta viagem temporal é muito curiosa. O que vamos crescendo e o que vamos minguando.

Estes onze anos são incríveis e transformam-nos. Mas que onze anos não o fazem?

PS: E vocês, quais são as vossas diferenças e semelhanças ao longo de onze anos?

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Discurso de John McCain

Ao procurar mais sobre os resultados nos EUA descobri o discurso do John McCain.

Acho que também este ensina muito sobre a natureza humana e sobre o que o futuro pode ser.


quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Discurso da Vitória de Barack Obama

Acho que temos muito a aprender com estas palavras.

Gosto de o ouvir. Comecei há muitos anos atrás, pela mão do meu amigo JP. Ele disse-me: "Já ouviste falar deste homem? Ouve o discurso dele." E eu ouvi. (Julgo que foi nas eleições de há 4 anos ou até mesmo há 8). Ele falava com força, com alegria e com fé. Não podia me sentir mais identificado.

Hoje sinto-me rendido. É um homem extraordinário. E tem nele algo que ambiciono para mim. Para mim ele incorpora a fé e a força de quem sabe que pode, que consegue, que quer.

Acho que é a coragem de querer o melhor.

Confesso emoção a ouvir as palavras dele. Se quiserem ouçam também. Vale a pena.

Temos muito a aprender...

1ª parte



2ª parte

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Dificuldades

Pergunto-me tantas e tantas vezes porque me vejo sempre em situações com pessoas que sinto trespassam os meus limites?

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Associação Pen Magor organiza iniciativa inédita

Vejam esta notícia sobre o meu próximo workshop:

Acções com constelações familiares no moinho

A iniciativa é organizada pela associação penamacorense Pen Magor no Moinho do Maneio

As Constelações Familiares vão estar em foco no próximo dia 15, em Penamacor com Bernardo Ramirez. A iniciativa realiza-se no Moinho do Maneio, em Penamacor, dia 15, das 10 às 18 horas. A participação custa 36 euros para o seminário e para os atendimentos individuais, que acontece no dia seguinte, custa 40 euros. A organização é da Pen Magor, associação local.

Criadas por Bert Hellinger, as Constelações são representações de uma imagem interna de um sistema na nossa vida, seja ele familiar ou profissional. Nesse sistema existe informação sobre lealdades, sobre sentimentos, sobre vínculos e nós. Ou seja, todos temos uma imagem interna, consciente ou inconsciente, dos nossos sistemas. Essa imagem, através das constelações, é apresentada revelando as dinâmicas desse mesmo sistema e dirigindo o próprio sistema para uma melhor situação.


Podem ver esta notícia em http://www.gazetadointerior.pt/seccoes/index.asp?idn=7658

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Humanidade - reflexos que reflectem

No outro dia estava a preparar o meu workshop de Constelações Familiares em Penamacor (já agora recordo que é dia 15 e 16 de Novembro) e andava à procura de uma imagem e de um tema para as minhas consultas individuais (para quem não sabe as Constelações podem ser feitas em consultas individuais e privadas).

Achei que o tema "Mais Sobre Quem Sou" era um tema perfeito pois me ligava, nas minhas questões profundas, às questões profundas do outro.

Sem saber muito bem procurei uma imagem para o conceito e encontrei-me com esta que imediatamente escolhi.

Se ainda não perceberam nada espero conseguir ser mais claro agora:

Adoro a humanidade: primeiro, a minha em particular; depois, a do mundo em geral. Gosto de pessoas. Dos seus seres, dos seus pareceres e dos seus quereres.

O homem humano fascina-me: seja o rapaz de calções a correr com um blusão fluorescente, ou a senhora que me pede dinheiro no vidro do carro com sinais misteriosos. Seja o condutor do autocarro (demasiado rápido) ou da pele africana que brilha um castanho doirado ao sol.

Adoro que pensemos tanto em nós e nos outros. Adoro a complexidade da comunicação. E o excesso de informação da Internet.

Nós somos fantásticos, multicoloridos, diversificados e complexificados. Somos.

E neles vejo sempre um pouco de mim, de mim feliz e grávido, ou de mim de cabelo branco e bengala. De mim jovem executivo numa Vespa Preta Brilhante (já faltou mais para a vespa).

Gosto dos cheiros e das cores, dos sons e da confusão. De como a cidade se esvazia de pessoas e parece que todos desapareceram, para no segundo a seguir sermos atropelados por pessoas que estão mais ali do que aqui.

É este mundo humano que amo, que me humaniza e que ermaniza.

Sejam todos bem vindos ao meu mundo.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Penamacor - Constelações Familiares e Pedagogia Sistémica com Bernardo Ramirez - 15 e 16 de Novembro

É ESTA A FAMÍLIA QUE EU TENHO?!

Workshop de Constelações Familiares com Bernardo Ramirez


Porque hoje todas as famílias são diferentes...

Todos temos o direito de pertencer.Mas nas novas famílias qual é o nosso lugar? Somos afinal parte de família de onde viemos? E qual é o nosso lugar na nossa família actual?

Data: 15 de Novembro de 2008

Horário: das 10 às 18 horas

Local: Moinho do Meneio, Penamacor

Preço: 36 Euros

Inscrições:

Anabela Martins
Tel: 918 904 233
Email: anabela.almeida.martins@hotmail.com



MAIS SOBRE QUEM SOU...

Atendimentos Individuais em Constelações com Bernardo Ramirez

Data: 16 de Novembro de 2008

Horário: cerca de uma hora e meia por consulta

Local: Moinho do Meneio, Penamacor

Preço: 40 Euros


Inscrições:

Anabela Martins
Tel: 918 904 233
Email: anabela.almeida.martins@hotmail.com


O que são Constelações?

Criadas por Bert Hellinger, as constelações são representações de uma imagem interna de um sistema na nossa vida, seja ele familiar ou profissional. Nesse sistema existe informação sobre lealdades, sobre sentimentos, sobre vínculos e nós. Ou seja, todos temos uma imagem interna, consciente ou inconsciente, dos nossos sistemas. Essa imagem, através das constelações, é apresentada revelando as dinâmicas desse mesmo sistema e dirigindo o próprio sistema para uma melhor situação.


Bernardo Ramirez (nascido em 1974), é apaixonado pelos seres humanos e pela vida. Encontrou-se nas Constelações e por essa razão formou-se em Constelações Familiares e Organizacionais. Coordena a Clínica Social do Espaço PSI, e desenvolve em parceria o projecto da Pedagogia Sistémica (porque as escolas representam o futuro). Tenta ser um Estudante permanente e interessa-se por temas de Desenvolvimento Humano, da Comunicação e pela Tecnologia em geral. Formou-se em Comunicação e Novas Tecnologias.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

É esta a família que eu tenho?!

É ESTA A FAMÍLIA QUE EU TENHO?!

Workshop de Constelações Familiares com Bernardo Ramirez


Porque hoje todas as famílias são diferentes…

Todos temos o direito de pertencer. Mas nas novas famílias qual é o nosso lugar? Somos afinal parte de família de onde viemos? E qual é o nosso lugar na nossa família actual?


Data: 25 de Outubro de 2008

Horário: das 10 às 18 horas

Local: Espaço Psi - Carcavelos (ver mapa aqui)

Preço: 40 Euros

Inscrições (agradeço a inscrição antecipada): info@bernardoramirez.com ou 966 220 808

(colegas facilitadores ou alunos da formação em Constelações Familiares têm entrada gratuita)


O que são Constelações?

Criadas por Bert Hellinger, as constelações são representações de uma imagem interna de um sistema na nossa vida, seja ele familiar ou profissional. Nesse sistema existe informação sobre lealdades, sobre sentimentos, sobre vínculos e nós. Ou seja, todos temos uma imagem interna, consciente ou inconsciente, dos nossos sistemas. Essa imagem, através das constelações, é apresentada revelando as dinâmicas desse mesmo sistema e dirigindo o próprio sistema para uma melhor situação.


Bernardo Ramirez (nascido em 1974), é apaixonado pelos seres humanos e pela vida. Encontrou-se nas Constelações e por essa razão formou-se em Constelações Familiares e Organizacionais. Coordena a Clínica Social do Espaço PSI, e desenvolve em parceria o projecto da Pedagogia Sistémica (porque as escolas representam o futuro). Tenta ser um Estudante permanente e interessa-se por temas de Desenvolvimento Humano, da Comunicação e pela Tecnologia em geral. Formou-se em Comunicação e Novas Tecnologias.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Dificuldades

Em vários momentos nossos perguntamos-nos sobre a importância, o valor, a pertinência dos acontecimentos, dos nossos acontecimentos, dos nossos momentos.

Na ânsia de algo melhor, de algo novo, achamos, ou queremos acreditar, que o duro nos passa ao lado, não nos toque, não nos invade, não nos ocupa.

E nunca é assim... No meio da vida de que fugimos ou evitamos o universo dirige-nos ao conflito, à dúvida. Diz-nos na cara: Estou aqui! E agora? Sorri brincalhão e provocador.

E nós, no meio da fúria e da dor não entendemos, não suportamos a ironia e o humor. E ficamos revoltados. Ficamos gastados e consumidos. E a nossa fúria amplia ainda mais o cansaço e a revolta. Que depois alimentam a frustração. E, quase sem perceber, o mundo está a acabar. (sem tantas vezes descobrirmos a origem do mesmo).

A mim apenas servem duas coisas. E por isso as partilho convosco. Porque todos passamos por isto.

1 - Dar tempo ao tempo, e ter a paciência para saber que tudo se resolve e que há solução para tudo;
2 - Tentar por-me de fora para ver melhor o que está a acontecer, e desse ponto fora de mim, tentar avaliar as possibilidades, hipóteses e escolhas.

Quando se trabalha com Constelações vê-se muito que os obstáculos são tantas vezes recursos e que os recursos são tantas vezes obstáculos.

Viva a vida em mim e em ti.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Ex-Carro Azul

Há uns meses atrás fui à medica chinesa que me arranja as diferentes avarias que o meu corpo tende a apresentar de quando em vez.

Deitado na marquesa cheio de ventosas e agulhas variadas a Dra. pergunta-me no seu português: "De que cor é o seux carro?". Confesso que fiquei perplexo. Seria que a cor do carro influenciava o meu estado de saúde? Isso seria muito curioso, e a minha mente, amiga do invisível, pôs-se logo a fazer associações fantásticas.

"A cor do meu carro é azul doutora." respondi curioso.

A resposta dela não podia ter sido mais surpreendente. Volta-se para mim, com os olhos bem abertos, surpreendida e diz-me:"Azur??? Verrde, quer dizer verrde."

Agora ainda mais surpreendido me sentia. Querem ver que o meu sintoma é característico de quem tem um carro verde? Então porque será que tinha um carro azul? "Não doutora, é azul."

A doutora parecia cada vez mais admirada. Na sua surpresa só olhava para mim incrédula. Como se toda a ciência de validação cromática das viaturas dos seus pacientes estivesse posta em causa. Eu também não sabia o que dizer.

De repente, a pessoa que ia comigo começa a rir-se à gargalhada, compulsivamente. E eu e a doutora olhámos para ela com surpresa crescente. A pessoa, depois de acalmar um pouco, diz-me: "Não é o carro. É o escarro!!!".

Estivemos umas boas horas a rir sem parar. Mesmo com agulhas e ventosas, se não tivessem funcionado, a sessão de risota terá sido certamente terapêutica.


Hoje lá voltei. E a doutora repetiu a pergunta do costume: "De que cor é o seux carro?" Mas eu agora já sabia. Nessa não me apanha duas vezes.

domingo, 7 de setembro de 2008

Autor do livro Intimidade (e de tantos outros)

OSHO originalmente é um título de reverência concedido a certos mestres na tradição Zen do Budismo. Por exemplo, "Osho Bodhidharma".

Atualmente, o título é mais comumente relacionado com o controvertido filósofo indiano originalmente conhecido como Bhagwan Shree Rajneesh.

in Wikipedia

Osho graduou-se em Filosofia na Universidade de Sagar com honras de primeira classe. Foi professor na Universidade de Jabalpur por nove anos. Enquanto isso, ele viajou por toda a Índia dando palestras e campos de meditação.

Por mais de 35 anos, Osho trabalhou diretamente com pessoas que vieram a ele, compartilhando a sua visão do "Novo Homem" e as inspirando a experimentar uma vida baseada na meditação. Fazendo uma ponte entre as antigas verdades de épocas mais simples com a realidade atual do homem, ele criou numerosas técnicas que abriu caminhos para que os buscadores experimentassem a máxima experiência. Vendo que se precisava lidar com as complexidades da vida, ele trabalhou muito intimamente com eminentes terapeutas do ocidente para criar novas terapias baseadas na meditação.

Osho deixou o seu corpo em 19 de janeiro de 1990. Apenas algumas semanas antes, foi-lhe perguntado o que aconteceria ao seu trabalho depois que ele se fosse. Ele disse:


"A minha confiança na existência é absoluta. Se existe alguma verdade naquilo que estou dizendo, ela irá sobreviver... As pessoas que continuarem interessadas no meu trabalho, simplesmente irão carregar a tocha, mas sem impor nada a ninguém..."
"Eu permanecerei como uma fonte de inspiração para o meu povo... Eu quero que eles façam crescer, por si mesmos, qualidades como amor, ao redor do qual nenhuma igreja pode ser criada, como consciência, que não é monopólio de ninguém; como celebração, regozijo, e que permaneçam inoscentes, com os olhos de uma criança..." "Quero que o meu povo conheça a si mesmo, que não sigam as expectativas dos outros. E a maneira é ir para dentro de si."

Milhares de discursos foram publicados em mais de 650 volumes, incluindo traduções em mais de 30 línguas, grande parte dos quais está disponível nas suas gravações originais em áudio e vídeo.

A cada ano, cerca de 10.000 pessoas viajam à Osho Commune International para participar do "Buddhafield" (o campo de energia de um Buda), onde muitas meditações, atividades criativas e programas de crescimento são oferecidos.


"Minha mensagem não é uma doutrina, não é uma filosofia. A minha mensagem é uma certa alquimia, uma ciência da transformação." OSHO

in Portal Verde

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Autor do Poder do Perdão - Estrela Polar


Robert D. Enright é psicólogo e professor de Psicologia Educacional na Universidade de Wisconsin, em Madison, nos Estados Unidos. Desde 1985, foi pioneiro no estudo científico sobre como as pessoas perdoam quem as magoa profundamente e como o acto de perdoar afecta a saúde física, mental e emocional. Recebeu inúmeros prémios quer pelo seu percurso académico, quer pelas suas investigações sobre o perdão.O trabalho de Robert D. Enright tem vindo a ser publicado nas revistas Time, McCall`s e nos jornais Wall Street Journal, Washington Post, Chicago Tribune e Los Angeles Times. É frequentemente convidado a participar em programas de televisão e rádio. É autor de mais de 80 publicações sobre o estudo do perdão e áreas afins.

Byblos Livrarias Online



Visite a página oficial do filme "The Power of Forgiveness" em http://www.thepowerofforgiveness.com/.

Autor do Poder do Agora - Pergaminho


Eckhart Tolle (nasceu na Alemanha, em 1948 como Ulrich Tolle) é professor de espiritualismo contemporâneo, considerado mestre e conselheiro espiritual, obteve maior destaque em seu primeiro livro "The Power of Now", reconhecido como grande escritor sobre espiritualismo.
Depois de se formar pela Universidade de Londres, tornou-se pesquisador e supervisor da Universidade de Cambridge. Quando tinha 29 anos, uma profunda transformação espiritual dissolveu sua antiga identidade e mudou o curso de sua vida de forma radical.
Os anos seguintes foram dedicados ao entendimento, integração e aprofundamento desta transformação, que marcou o início de uma intensa jornada interior.
Eckhart Tolle não está alinhado com qualquer religião particular ou tradição.
As influências das quais são aludidas ao livro O Poder do Agora são as escritas de Meister Eckhart, Advaita Vedanta, Um Curso Em Milagres e o Lin-chi de Budismo Zen (Rinzai) escola, 'alquimia interior' descrita em religiões do oriente médio. O livro também interpreta declarações de Jesus da Bíblia e o apelo ao estado de Graça, pela misericordia divina, descrita pelo Apóstolo Paulo em suas cartas. Seu último bestseller A New Earth, também trás uma nova mensagem para nosso novo milênio, uma nova mentalidade revolucionária e libertadora.
O novo livro 'Despertar da Consciência', também conduz o leitor a um estado de integridade mental livre e desalienado, o perfeito caminho para a evolução espiritual pessoal e coletiva.


Wikipédia


Visite o site oficial do autor em http://eckharttolle.com/.

Autora do livro "Se a Vida é um Jogo Estas são as Regras" - Sinais de Fogo


Chérie Carter-Scott é empresária, conferencista internacional, consultora, formadora, escritora, orientadora de seminários e presidente do conselho de administração do Instituto MMS (Motivation Management Service Inc.), que é especializado no desenvolvimento pessoal e formação profissional.Vive em Santa Barbara com o marido, a filha e a irmã. Tem vinte e cinco anos de experiência em palestras, consultoria de gestão, formadora e professora. É autora de quatro livros.
É co-autora de Chicken Soup for the Global Soul juntamente com Jack Canfield e Mark Victor Hansen.

Webboom.pt


Visite a página oficial da autora em http://www.drcherie.com/.

Autora do best-seller The Secret


Rhonda Byrne ( 1955- ) é uma escritora australiana de televisão e produtora, tornada famosa em todo o mundo graças ao seu best-seller The secret (O segredo, em língua portuguesa, que também deu origem ao filme-documentário homônimo The Secret (2006). Segundo a autora, podemos encontrar vários caminhos para o sucesso. No livro, podemos encontrar vários segredos para alcançarmos o que sempre desejamos: o segredo do dinheiro, o segredo das relações, o segredo da saúde, etc.
A autora integra-se ao chamado Movimento do Novo Pensamento, e também ao da Nova Era. Um dos princípios deste último é a lei da atração.
Em Portugal, o livro, publicado pela primeira vez em Junho de 2007, já vai na 4ª edição (saída em Agosto) tem tido também um enorme sucesso de vendas. Ela também foi produtora do filme Sensing Murder.[1]
De acordo com um artigo publicado no jornal Australia's Herald Sun,[2] Rhonda tem também trabalhado nas séries televisivas World's Greatest Commercials e Marry Me.
Em 2007, Byrne foi considerada pela revista Time Magazine como uma das 100 pessoas mais influentes do mundo.[3]
O sucesso da obra de Byrne nao deixa de ser preocupante, pois sua teoria apresenta teses no mínimo controversas e preconceituosas. Ela defende em seu livro que apenas 1% da população ganha cerca de 96% de todo o dinheiro que circula (página 6 do livro)no mundo porque "elas sabem O Segredo". Defende ainda que o acaso não existe e tudo é provocado por nossos pensamentos. Por exemplo: se você está em um avião e ele cai, seus pensamentos negativos foram os responsáveis pelo acidente. Diz também que o "como" é supérfluo, que querer muito algo é mais importante do que o trabalho para conquistá-lo.
Por outro lado, há quem acredite que o pensamento positivo leva a pessoa a possuir aquilo que deseja. Segundo o livro, isso ocorre porque quando você pensa em coisas boas, imediatamente você emite uma frequência para o Universo, que trará de volta para você coisas boas. O Universo trabalha para você. Tudo que você precisa fazer é pensar, pedir, acreditar e receber. O ato de receber é agir como se tivesse recebido, mesmo não tendo recebido. A autora apresenta vários testemunhos de que The Secret - O Segredo realmente funciona. Há quem acredita que, devido o fato de alguém pensar continuamente em algo, inconscientemente ela vai lutar por este algo e este algo virá até ela, seja bom ou ruim.
Quem quiser ter outra visão do mesmo tema, deve ler também o livro do professor Philip Hill, Verdades e Mentiras sobre a Lei da Atração, que discute todos os aspectos polêmicos da obra da produtora australiana. O norte-americano Hill não nega a força do pensamento positivo, mas restringe sua ação ao limite do conhecimento científico, rejeitando o exagerado esoterismo de Byrne.


Wikipédia


Visite a página oficial do Segredo em http://thesecret.tv/.

Simples e claro, este autor indiano


Deepak Chopra, (Hindi: दीपक चोपड़ा; 22 de Outubro de 1946) nasceu na Índia onde se formou em medicina pela universidade de Nova Deli. Especialista em endocrinologia, exerce a profissão desde 1971, onde chefiou a equipe do New England Memorial Hospital. Em 1985, fundou a Associação Americana de Medicina Védica. Em 1993 muda-se para S. Diego e abre o "The Chopra Center For Well Being", onde desenvolve os seus próprios programas e cursos para o desenvolvimento pessoal.
Deepak Chopra é autor de mais de 25 livros de auto-ajuda, traduzidos em 35 línguas, tais como "A Cura Quântica", "As Sete Leis Espirituais Do Sucesso", "Criando Saúde", incluíndo cinco programas para a televisão pública dos EUA e proponente de outras idéias místicas. Sua proposta de auto-ajuda é centrada na afirmação com pretensão de profundidade de que "se compreendermos a nossa verdadeira natureza e soubermos viver em harmonia com as leis naturais, a sensação de bem-estar, de entusiasmo pela vida e a abundância material surgirão facilmente".
Em 1999, a revista Time incluía-o na sua lista das 100 personalidades do século, chamando-lhe "poeta e profeta das medicinas alternativas".
Obtido em "http://pt.wikipedia.org/wiki/Deepak_Chopra"


Visite a página oficial do autor em http://www.chopra.com/.

Louise L. Hay - Criadora de um Método Renomeado


Hay recounted her life story in an interview with Mark Oppenheimer of the New York Times in May 2008.[1] In it Hay stated that she was born in Los Angeles to a poor mother who married Louise’s violent stepfather. When she was about 5, she was raped by a neighbor. At 15 she dropped out of high school without a diploma, became pregnant and, on her 16th birthday, gave up her newborn baby girl for adoption. She moved to Chicago, where she worked in menial jobs and in 1950 moved on to New York. At this point she changed her name and began a career as a fashion model. She was successful at this, working for Bill Blass, Oleg Cassini and Pauline Trigère. In 1954 she married the English businessman Andrew Hay but after 14 years of marriage was devastated when Andrew Hay left her for another woman. Hay said that she found the First Church of Religious Science on 48th Street, that taught the transformative power of thought. Hay revealed that here she studied the metaphysical works of authors like Florence Scovel Shinn, who said that positive thinking could change people’s material circumstances, and the Religious Science founder Ernest Holmes, who taught that positive thinking could heal the body. In the early 1970s Hay became a Religious Science practitioner. In this role she lead people in spoken “affirmations” meant to cure their illnesses. She became popular as a workshop leader. She studied Transcendental Meditation with the Maharishi Mahesh Yogi at his university in Fairfield, Iowa. Hay recounted that in 1977 or 1978 she found she had cervical cancer, and she concluded that its cause was her unwillingness to let go of resentment over her childhood abuse and rape. She refused medical treatment, and began a regimen of forgiveness, therapy, nutrition, reflexology and occasional enemas, and claims she rid herself of the cancer. She declared that there is no doctor left who can confirm this improbable story, but swore that it is true.[1]
In 1976, Hay wrote a small pamphlet, which came to be called “Heal Your Body”. It contained a list of different bodily ailments and their “probable” metaphysical causes.[1] This pamphlet was enlarged and extended into her book You Can Heal Your Life , published in 1984 [2] As of February 2008, it is still on New York Times best sellers list.[3]
Around the same time she began leading support groups for people living with H.I.V. or AIDS which she called her "Hay Rides". These grew from a few people in her living room to hundreds of men in a large hall in West Hollywood. Her work with AIDS patients drew fame and she was invited to appear on “The Oprah Winfrey Show” and “Donahue” in the same week, in March 1988. “You Can Heal Your Life” immediately landed on the New York Times best-seller list. More than 35 million copies are now in print around the world in over 30 languages.[1] [4] and has been made into a movie.[5]
Louise Hay established Hay House Publishing. It is the primary publisher of books and audio books by Deepak Chopra and Doreen Virtue, as well as many books by Wayne Dyer. In addition to running her publishing company, Hay runs a charitable organization called 'Hay Foundation', which she founded in 1985.[6]


Wikipédia




Visite o site oficial da autora em http://www.louisehay.com/

O autor de "Amar e Ser Amado" - Pergaminho


Sam Keen é um autor, professor e filósofo, conhecido por explorar questões acerca do amor, da vida, religião, e do problema do homem na sociedade contemporânea. Também co-produziu um documentário premiado para a Public Broadcasting Service e foi abordado em um especial de televisão por Bill Moyers (Your Mythic Journey with Sam Keen) no início dos anos 1990. Trabalhou como editor da revista Psychology Today por 20 anos.
Keen é graduado em filosofia e teologia nas universidades de Princeton e Harvard e lecionou em várias instituições antes de se tornar um pensador independente.

Wikipédia


Visite o seu site oficial em http://www.samkeen.com/

Apresento-vos alguém muito especial...

preventive and behavioral medicine : faculty
Section: Research
Jon Kabat-Zinn, Ph.D.
Faculty Appointments In: Medicine
Other UMass Program Affiliations: Preventive and Behavioral Medicine


Research Interests
Dr. Kabat-Zinn's major research pursuits lie in the emerging field of mind / body medicine, with the focus on the clinical, social, and human performance effects of mindfulness meditation training in various populations. These include people with chronic pain, stress related disorders, and / or a wide range of chronic diseases with a particular focus on breast cancer; multi-ethnic and multi-racial inner city communities experiencing high psychosocial stress due to poverty and associated social conditions; and inmates and corrections personnel in the prison system. Other areas of research are directed at the effects of regulated attention on healing processes; stress in medical education; cost-effectiveness of mind / body interventions; stress related to work and organizational re-engineering; the tao of work; mindfulness in the physician-patient relationship; the development of psychological resilience to stress; mindfulness-based stress reduction curricula and their implementation in the primary and secondary education; achieving optimal performance in athletes through mindfulness meditation training.

Office: Shaw Building Second Floor

Phone: 508-856-2656

E-mail: Jon.Kabat-Zinn@umassmed.edu

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Eu também :D


Para todos os que gostam de crianças e do que eles sabem de tão melhor que nós aqui vai o link para este site maravilhoso: Sharenator.com

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Trocos

Encontrei uma forma interessante de ganharmos uns trocos ao fim do mês, apenas fazendo alguns cliques por dia em sites sejam aqui seleccionados.

Não custa e ajuda na ida ao cinema ou no jantar.

Vejam aqui:

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Reflexão e Pedido

Para os que me conhecem sabem que este momento na minha vida é particularmente desafiante.

Nestas alturas as pessoas querem ajudar, acalmar, aconselhar, apoiar, dar e proteger.

No entanto, quem criou as situações, tem o dever e a capacidade das resolver.

Dos amigos o melhor é o silêncio sorridente e disponível. As palavras só complicam, só distraem, só causam mais atrito.

Existe uma frase célebre que diz:
"Que Deus me dê:
A SERENIDADE para aceitar as coisas que não posso mudar,
CORAGEM para mudar as que podem e
SABEDORIA para distinguir entre elas."

Eu faço uma versão adaptada que diz:
"Que eu tenha:
A FORÇA para não falar quando tenho opinião sobre os assuntos,
E a ASSERTIVIDADE para dizer algo quando não sei o que dizer,
e a SABEDORIA para distinguir entre eles."

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Convite

Na interrupção dos meus momentos de retiro existêncial vim aqui para vos convidar a visitarem http://universoconstelacoes.blogspot.com/.

Este espaço discute, apresenta e propõe temas de constelações para quem quiser saber mais.

terça-feira, 22 de julho de 2008

Constelações Familiares e seus amigos

Queridos amigos, é com muito prazer que vos convido para as seguintes actividades:

Clínica Social em Constelações Familiares
Dia 26 de Jullho, Sábado, das 15 às 19 horas, no Espaço Psi (ver mapa do EspaçoPsi) ocorre a Clínica Social em Constelações Familiares com Ana Filipa Silva e Susana Viegas
Podem ler mais informações neste site. O valor da participação è 10 euros. Por favor envie a sua inscrição.

Workshop de Constelações Familiares Sistémicas
Dia 27 de Jullho, Domingo, das 10 às 20 horas, em CasadeMaria (ver mapa da CasadeMaria) ocorre o Workshop em Constelações Familiares Sistémicas com Miguel Lareiro e Bernardo Ramirez
Podem ler mais informações neste folheto. O valor da participação è 40 euros, 20 euros para alunos do Espaço Psi. Pode-se almoçar por 12 euros e jantar por 10 euros (faz-se pratos vegetarianos). Por favor envie a sua inscrição.

Apresentação em Constelações Familiares e Pedagogia Sistémica
Dia 2 de Agosto, Sábado, das 19 às 21 horas, em Penamacor (ver mapa ) ocorre uma apresentação de Constelações Familiares e Pedagogia Sistémica com Bernardo Ramirez Podem ler mais informações neste folheto. A entrada è gratuita e encontra-se inserido no 1º Encontro de Terapias Alternativas de Penamacor.

Workshop de Sexualidade e Constelações Familiares
Dia 14 de Agosto, Quinta-feira, das 19 às 23 horas, na Junta de Freguesia do Estoril (ver mapa ), ocorre o Workshop Sexualidade e Constelações Familiares Sistémicas com Isabel Blanco Ferreira e Bernardo Ramirez
Podem ler mais informações neste folheto. Também podem ler sobre o mesmo aqui no jornal Meia-Hora. O valor da participação è 25 euros, 10 euros para alunos do Espaço Psi e 15 euros para estudantes. Por favor envie a sua inscrição.

Agradeço que divulgem pelos vossos amigos e conhecidos, obrigado.

Para qualquer comentário, dúvida ou pedido de informação podem me contactar aqui.

Com amizade e alegria,
Bernardo Ramirez

terça-feira, 8 de julho de 2008

Re-construção

Na incerteza súbita da vida, as escolhas que fazemos nem sempre são claras, nem sempre são simples, nem sempre são óbvias.

Há momentos de iluminação, de esclarecimento, de sentido, de ressentido, de esquecimento.

Fracções de uma inteira vida de sentir, de ver, de viver, de amar, e de doer.

E independentemente de todos os desejos, de todas as vontades, de todas as intenções ficam os factos, os acontecimentos, e a história.

E a alegria é a esperança e é celebração de estarmos vivos. Estamos vivos. Somos vivos. Seres vivos. Em vida.

E nessa jornada tantas vezes as escolhas que fazemos entram em conflito com os outros, doem aos outros, estranham aos outros. Mas a nossa vida é nossa.

Resta-nos a responsabilidade e a confiança. Haja luz para iluminar e a coragem de caminhar sempre alegre e de cabeça erguida.

quinta-feira, 26 de junho de 2008

O meu sonho neste momento


Tim, upload feito originalmente por Tin Green.

By Bernardo

Esta foto apresenta o que sonho neste momento para mim. Uma vespa (podia bem ser azul) para dar uma volta descontraido.

Que bom...

O Porquê do Silêncio

Há momentos para se falar.
Há momentos para se ouvir.
Há momentos para se fazer.
Há momentos para se parar.
Há momentos para se ler.
Há momentos para se escrever.
A sabedoria é saber distinguir uns dos outros.

PS: Estou de baixa para a escrita.

terça-feira, 24 de junho de 2008

10 Regras para se Ser Humano

10 Regras para se Ser Humano

por Cherie Carter-Scott

1. Vais receber um corpo. Podes gostar dele ou odiá-lo, mas será teu durante toda a vida.

2. Vais aprender lições. Estás inscrito numa escola informal chamada "vida".

3. Não há erros, apenas lições. O crescimento é um processo de tentativa, erro, e experimentação. As experiências "falhadas" fazem tanto parte do processo quanto as experiências que "resultam".

4. As lições repetem-se até serem aprendidas. A lição será apresentada de diversas formas até a teres aprendido. Quando a aprenderes passas á lição seguinte.

5. O aprender lições nunca termina. Não há nenhuma parte da vida que não contenha lições. Se estás vivo, isso significa que ainda há lições para aprender.

6. Não há melhor lugar do que o "aqui". Quando o"ali" se torna "aqui", obténs um outro "ali" que vai sempre parecer melhor que o "aqui".

7. Os outros são apenas espelhos teus. Não podes amar ou odiar outra pessoa a não ser que esteja a reflectir algo que amas ou odeias sobre ti próprio.

8. O que fazes da tua vida só te diz respeito a ti. Tens todas as ferramentas e recursos que precisas. O que fazes com eles depende só de ti. A escolha é tua.

9. A resposta está em ti. A resposta para as questões da vida está em ti. Só precisas de olhar, ouvir e confiar.

10. Esquecerás tudo isto.

terça-feira, 3 de junho de 2008

Jesus Cristo!


Desculpem a comparação, mas se eu tenho esta ideia, não a posso reprimir, somente posso tentar esclarecê-la, de maneira a dar-lhe uma forma mais aceitável para as entidades competentes.
Jesus Cristo é um ídolo, como Jim Morrison ou Kurt Cobain, mas por motivos diferentes; é um ídolo de uma legião imensa de fãs, de imensas idades e tempos, pois é um ídolo intemporal, adorado por imensas gerações. Aí está uma diferença entre Jesus e Kurt!
A Igreja é a instituição que gere esse clube de fãs, que se aproveita da imagem de outrém, neste caso de Jesus Cristo, para poder viver às suas custas.
O seminário é a escola dos fãs que, posteriormente, ganharão lucros desse tempo de aprendizagem, espalhando a imagem, a palavra e a pessoa que foi o Senhor.
O Padre Dehon ficou como exemplo para alguns seminaristas. Um “ídolo” de uma outra legião de fãs que se esqueceu que Jesus Cristo não admite outros ídolos e que, assim, estão a ir contra aquilo que pregam. Mas se Jesus diz que não se deve adorar a mais ninguém, não será prepotência a mais e não seria um erro?!
Se assim é, não tem importância eu adorar a Madonna ou o Figo, até porque eles também são seres humanos que acreditam em Deus e cujo percurso na vida é memorável.
A diferença está na interpretação de cada um!

Acredito numa força superior a nós. Não sei se inventou o mundo ou não, se é Jeová ou Jesus... Simplesmente, acredito que existe algo que parece inexplicável e por isso lhe chamamos religião, fé, misticismo, enfim, abstracção.
Se eu gosto de ler a Bíblia? Claro que gosto. Para mim, a Bíblia não é um livro de regras que sigo passo a passo, com medo de não ter lugar no céu. No meu ponto de vista, a Bíblia é uma história que ajuda o ser humano a encontrar-se consigo e com os outros. Mandamentos como: não matarás, não roubarás... São princípios lógicos para vivermos em comunidade.
O “Livro Sagrado” guarda dentro de si uma porção de filosofia, psicologia e sociologia. Não é um livro banal, mesmo para os ateus, pois podemos ir ao encontro dos nossos antepassados nas Sagradas Escrituras.
Sem dúvida que a religião faz parte da cultura ocidental e, por isso, contém grande parte da nossa história.

Ana Filipa Silva - 1997/1998

sexta-feira, 30 de maio de 2008

As escolhas que se fazem

Por Bernardo Ramirez

Nunca é fácil escolher.

Mas a vida é feita de escolhas.

Já há muito tempo ouço sempre dizer: Estes carneiros não param. Tão sempre a correr. Tão sempre a partir. Tão sempre a mudar. Querem o novo pelo novo. São como crianças. Não têm juízo nenhum.

Pois venho aqui informar que somos o princípio! Que somos o primordial! Que somos a essência do início. A força do que começa.

Sem nós não há vida. Sem nós não há novo. Sem nós não há tempo.

Não tememos ousar. E ousamos para não temer. E isto não é a nossa qualidade. Não é o nosso defeito.

ISTO É VIVER.

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Líderes de massa!


Estava na estante de uma colega de turma, peguei e perguntei se poderia levá-lo para casa para o ler. Desde o seu apartamento até ao meu fui desfolhando quanto podia aquelas páginas, que se enchiam de significado, quando pensava que foram mensagens levadas ao extremo por alguns seres humanos ainda em construção.
A primeira imagem do livro é uma foto escura, com laivos de clareza pela cor do seu cabelo e casaco, que eram alvos das luzes que envolvem as personagens principais. O seu ar desmazelado e meio pedrado davam a sensação de fragilidade e imaturidade, o que se veio a verificar na sua morte. Viro a página e outra fotografia, mas agora de grande plano, mostra os contornos bem delineados do seu rosto... barba rala, olhos claros, cabelos lisos e compridos, em tom loiro... Não era bonito, mas tinha um certo carisma. Mais à frente vem uma citação de Nietzsche, “Da Morte Voluntária” in Assim Falava Zaratustra.
Outra fotografia; onde mostra um aspecto mais desleixado do que o habitual. Esta contrabalançada com uma outra onde podemos ver a sua debilidade... Por amor de Deus! Ainda dizem que ele é símbolo da nossa geração. Da minha, pelo menos, eu não quero que seja. Pensem comigo, só encontramos líderes de massas que se drogam, bebem e se suicidam, ou são mortos. Isto é a nossa geração?!
Escrevia António Sérgio sobre o nosso menino e dois amigos do mesmo: “...durante algum tempo os portadores na Terra do testemunho da grande Dor.” Não posso acreditar que uma geração cheia de alegrias tenha líderes profetas da grande Dor. Querem torná-los coitadinhos e, depois de mortos, uns Santos. EU NÃO QUERO ESTE CHEFE ESPIRITUAL PARA A MINHA GERAÇÃO! NÃO SOMOS NENHUNS INFELIZES! EU NÃO QUERO KURT COBAIN PARA MEU SÍMBOLO!
Não vou dizer que não gosto do aspecto decadente de grupos como os Nirvana e outros, mas afirmo que não devem ser seguidos, como chefes, por ninguém, pois não são as pessoas que mais valores positivos nos podem transmitir. Julgo não fazer parte de um grupo etário que vive na tristeza. Se isto acontece, parece-me que tem a ver com a má escolha que fizeram, pois nascemos em liberdade e temos quase tudo. Também nascemos com a faculdade de ir à luta e deitar abaixo a infelicidade ou dor; não falo de drogas, nem qualquer outra coisa artificial, refiro-me à vontade interior e à qualidade de uma amizade, não substituída pelo falso amigo que é o charro. Se calhar são balelas de menina teenager, mas eu não quero Kurt Cobain para meu Chefe! NÃO, NÃO, NÃO! NÃO QUERO KURT COBAIN PARA MEU CHEFE! A minha tribo não é essa! Faço parte da tribo de Delfos: conhece-te a ti próprio!

Ana Filipa Silva - 1998

A nossa Assembleia

Sentada num dos bancos reservados aos comuns dos mortais, na Assembleia da República, observo uma enorme bancada vazia que se localiza num plano superior.
Olho para baixo e, mesmo aos meus pés, vejo Manuel Alegre, que está acompanhado por não sei quem. A sua secretária está recheada de jornais e papelada.
No outro extremo da sala, vejo uma senhora vestida, elegantemente, de amarelo. Está sentada na sua cadeira a fazer grandes balões com a sua pastilha elástica.
Mais ao centro, está um senhor esparramachado numa cadeira que mal o suporta. Escusado será dizer que está na sua posição favorita para dormir.
Noutro lugar, estão duas senhoras a falar alegremente, as escrivãs que depressa retornam ao trabalho.
No enorme círculo, para não o chamar de circo, entram e saem pessoas com grande pressa de assinar o livro de presenças e ir embora.
A senhora de amarelo decidiu comer chocolate. Na sala, a tensão é enorme, para aqueles que estão interessados. Esses são os da frente, aqueles que são apanhados pelas câmaras de filmar. Convém dar uma boa imagem deste local de negociações.
Há um senhor que pede qualquer coisa que lhe é trazida num copo transparente. O líquido que contém é escuro. Será café? Será vinho?
E daqui observo como este mundo é tão ridículo e tão efémero. Parece uma telenovela!

Ana Filipa Silva - 1997/1998

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Ao meu ser criativo



Querido eu;

Perdoa-me tantas vezes me esquecer de ti. Sabes bem que não é por mal. Não é por falta de amor. Não é por falta. Tantas vezes é por excesso. Excesso de coisas. Excesso de compromissos. Excesso de trabalho. Excessos...

Esqueço-me de ti. Esqueço-me do bem que me fazes. E tu, educado como sempre, deixas-te ficar tranquilo. No teu espaço.

E depois, quando me ponho a andar com a chuva na cara. Ou quando sinto a poesia em mim, lá me surges tu. Discreto e elegante a sorrir e a dizer: "Bem vindo!".

És o meu melhor bem sei. O eu criativo, belo, romântico e inteiro. Que faz o que sente e sente o que faz. E que não compromete nunca quem é.

E esse eu belo é poeta, é bailarino, é cantor, é criador, é facilitador. E é lindo, e é maravilhoso.

E não sei bem onde te perco eu. Não sei bem onde vais parar, ou onde vou eu.

Mas na viagem fico para trás, ou ficas tu. E quero-te perto. E quero-te em mim.

Abraça-me forte!


_____________________________


Bom Conselho
(Chico Buarque)

Ouça um bom conselho
Que eu lhe dou de graça
Inútil dormir que a dor não passa
Espere sentado
Ou você se cansa
Está provado, quem espera nunca alcança

Venha, meu amigo
Deixe esse regaço
Brinque com meu fogo
Venha se queimar
Faça como eu digo
Faça como eu faço
Aja duas vezes antes de pensar

Corro atrás do tempo
Vim de não sei onde
Devagar é que não se vai longe
Eu semeio o vento
Na minha cidade
Vou pra rua e bebo a tempestade

terça-feira, 20 de maio de 2008

Guiné, amor de pai...

Em 1974, o dia que deu luz à vida de tanta gente afectada pelo poder exarcebado, foi a uma quinta-feira. Na sexta-feira nascia eu, mas seis anos depois, em 1980. Ainda hoje, tenho a mania ignorante de perguntar à minha mãe como é que foi aquele dia, esquecendo-me que não rebentei com a Revolução.
Por sorte não fiquei com o nome Ana da Liberdade que o meu irmão, com mais oito anos do que eu, tanto desejava. Não fiquei com o nome, porém... a minha rebeldia, a força de persistir e de ir à luta sempre me acompanharam. Sinto que fui banhada pela conotação do grande dia. Desde cedo que as pessoas encontram justificação para os meus actos, através da data do meu aniversário. No fundo, eu penso que também o faço.
Embora este dia seja significativo pelo que já descrevi, é ainda mais relevante por ser sinal que injustiças tão cruéis, feitas a homens sem culpa de estarem neste país em anos errados, foram claras, porém nunca apagadas.
Como homenagem ao dia do meu nascimento, tudo o que posso reunir referente à data mais pesada, pela carga negativa que teve de libertar, eu junto numa prateleira do meu quarto que pode, porque vivo depois de Salazar e seus discípulos, ser decorada pelos livros vermelhos, por páginas declarando a sua maldade. A minha família foi afectada por esses tempos. E bem afectada...
Recordo-me de em pequena ir acordar o meu pai e este levantar-se ao gritos, agarrado ao seu braço. Ainda não tinha conhecimentos suficientes para entender o porquê, no entanto já gostava de ver as suas fotografias na Guiné, ao pé da sua tabanca, apertando o mamilo de uma indígena, ou a simulação de uma operação, para além daquelas em que o meu pai parecia um cadáver, mas brincava sorridente com um macaco, para que quando a fotografia chegasse à metrópole, às mãos dos que o amavam e também dos que nada percebiam do que estava a acontecer, como o meu irmão, não ficassem mais derrubados do que já estavam.
Lembro-me também de uma manhã de sol que foi marcada pela queda provocada do meu pai. Hoje, julgo que ele estava a tentar defender-se de algo. Mas, naquele momento, nada entendia. Tal como, concerteza, o meu pai não entendeu porque é que esteve, quase cinco anos afastado da sua família e longe do seu país, respectivamente dois e três anos. Primeiro foi a tropa em Coimbra e Leiria e, de seguida, a ida para Guimpará.
A minha curiosidade levou-me a ler as cartas trocadas naqueles anos. As lágrimas não podiam ficar guardadas. É triste saber que a minha mãe se casou com um homem e viveu vinte e seis anos (mais ou menos) com outro totalmente diferente, vincado por cenários que nada tinham a ver com os de um filho único protegido por seus pais. Um recém-casado que era informado do seu primeiro rebento por telegrama. Ou que recebia os parabéns em papel esverdeado, com umas fitas brancas preenchidas com poucas palavras, porque nos anos 70 portugueses não havia tempo para a família, como tantas vezes ouviram paradoxalmente Salazar proferir: “Pátria, Religião e Família” –
grande triologia. Que cinismo!
O meu pai soube do primeiro dente do meu irmão através de uma carta, tal como soube das suas dores e alegrias, sem ter espaço para interferir nos primeiros tempos de um fruto seu. Ainda hoje e, cada vez mais, atribuo a separação dos meus pais àquele sistema que fez das nossas vidas, as suas paranóias, os seus caprichos e, sobretudo, a sua ignorância.
Vocês não sabem a fúria que tive de conter um dia destes, quando vinha no 46 para Santa Apolónia e no banco de trás um senhor de origem africana dizia que o que falta em Portugal era um homem como Salazar, pois assim não existiriam drogados e violência. Dei tantas voltas naquele banco para não explodir ali e naquele momento. Na minha opinião, não haveria essas características que se sentem na nossa sociedade, porque o próprio tinha a capacidade de produzir a sua particular e muito específica crueldade e dessa fazia parte a droga administrada nos homens que ele escolhia para suas vítimas. E ainda gostaria de salientar que provavelmente o ser que proferiu tais palavras naquele autocarro não deve ter consciência da luta que se travou entre o seu povo e as cobaias de Salazar.
É sentida que dou o meu testemunho. Não se pode pensar no 25 de Abril como a grande festa, esquecendo-nos do significado da mesma perante o passado político do qual nos libertou. Quando digo nós quero englobar esta nova geração que não presenciou o momento, mas que muito beneficiou dele. Como gostaria de ter estado no Maio de 68, em França; também adoraria ter sido absorvida pela beleza daquela quinta-feira, pela magnitude de passagens da nossa história, às vezes, pela distância, esbatidas com outras cores. Recordemos Catarina Eufémia e nomes para com os quais devíamos ter uma atitude de gratidão.
Muito ainda vos poderia dizer, porém seriam pormenores, pois o fundamental é termos a ideia nítida dos pilares do Estado Novo que de novo só tinha a inteligência planeadora do homem que, por mim, nunca deverá ser encarado como o Salvador, até pelo contrário, entendo-o como Serpente, cujo poder não partiu com o seu corpo. Como já ouvi dizer... “Bem-dita cadeira!”.


Ana Filipa Silva - 1998

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Algures nos Açores. Algures na História

por Bernardo Ramirez

Há muito muito tempo, éramos nós umas crianças e estávamos perdidos nos Açores. Dentro de uma bela tenda, numa noite quente de verão, onde os estupefacientes e os narcóticos tinham andado a circular pelas ondas frescas da Horta.

D. e B. partilhavam uma tenda, e isso era fantástico. Nessa noite B. estava mais para lá do que para cá e confuso e meio tonto olhava incrédulo para D., enquanto esta comia Korn-Flakes misturados com salsichas saídas da lata:
"Estou cheia de fome", dizia D.tentando justificar o injustificável.
"Mas com tanta coisa boa para comer, porque essa porra dessa combinação" - pergunta B.

E D., no momento de loucura esfomeada, olha para B. de olhar arregalado, meia louca, meia cheia de fome, e diz: "Dá-me então a tua banana!"

E assim foi, a partir desse dia a D. passou a ser a D. Banana para o B.

quinta-feira, 15 de maio de 2008

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Bom Tempo no Canal Revisitado - Primeiro

No dia 1 de Setembro de 2005 escrevi um dos posts mais divertidos deste blog (na minha opinião), e que também foi o segundo. Chama-se "A Revolta dos Keridos"

"- És um kerido! – já me o disseram muitas vezes. (ou querido, dependendo do contexto escrito ou oral) – Mesmo, mesmo. – reforçam. Acho que existe, e sempre existiu, um desafio essencial no relacionamento entre os homens e as mulheres. Não sei a que se deve, mas é evidente. Os padrões, os valores, as prioridades, a forma de se expressarem são por vezes opostas."

Leiam a "Revolta dos Keridos"

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Num tal cabeleireiro...

É só “tias”!
“Está lindíssima!”- diz uma mulher alta e bem vestida, com um ar de rica e voz bem acentuada pelo seu meio.
Aqui há gente para tudo. Para orientar o trabalho, para lavar o cabelo, para secar, para cortar, para dar conselhos, para pintar... Enfim! É um mar de gente!
Tudo é chamado por “senhora Doutora” ou, então, nem se chama. As mulheres, muito bem vestidas e pintadas, pavoneiam-se com estas futilidades que fazem uma mulher feliz.
“A senhora... (nome estrangeiro que parece marca de um vinho ou talvez um carro).” - diz uma orientadora para a senhora Mary. Podia chamar-lhe Maria, mas em inglês é mais chique.
É um meio tão pomposo e tão irreal, onde tudo tem a maior importância ou, então, a menos possível. Todas já se conhecem e têm um ar de família. Realmente, é esta a família que faz a elite, existindo por consequência e desejo, ou arrogância, uma grande divisão entre a esta e as outras classes sociais.
Uma grande inovação, para mim, que no meu meio não existe... é a do bar no cabeleireiro. Um senhor, com a farda apropriada, leva numa bandeja um café com um copo de água à chiquérrima que é arranjada pelos mais bem pagos, pelo menos em gorjetas.
As mulheres, além de bem vestidas, penteadas e pintadas, também são bem feitinhas, aqui não existe, as gordas desproporcionais. Ou, então, disfarçam muito bem.
Eu, de cabelo curto e sendo uma rapariga modesta, sou atirada para um canto do enorme andar que dá lugar a este centro de negócios e coscuvilhices. Negócios, por ser um cabeleireiro de ricos, e coscuvilhices, por ser um local de conversas sobre as festas e coisas do género.
Claro, eu não tenho um nome estrangeiro e não sou filha do dono da fábrica Renault, em Portugal, como, também “deveria” ser filha de um homem com nome e tradições na família. Não! Sou uma simples rapariga, mas sou feliz, mesmo sendo menos possibilitada monetariamente e não me sendo permitido entrar aqui e ter as pessoas aos pés.
Embora me chamem “Menina...” por gentileza e até sorriam, não me conseguem agradar do mesmo modo como se me tratassem normalmente e com menos indiferença mesclada como com vedetismo.
Ser desta elite... Vejo que é uma grande traição. Mas não pertencer a ela, é uma grande dor, provocada pela estupidez desta gente. Em Portugal, país de tradições, vai-se copiando negativismos desnecessários à nossa sociedade. Já não vivemos em comunidade. Vivemos em comunhão... Cada um com a sua, só que poucas vezes são solenes pela partilha, pois é comunhão sem ser comum.

Ana Filipa Silva - 08 de Janeiro de 1998

terça-feira, 29 de abril de 2008

O emergir de recordações


Queria escolher um livro. Fui à biblioteca com o Miguel, um rapaz do Tortozendo, meu colega de universidade. Peguei em Urbano Tavares Rodrigues e José Saramago, mas acabei por trazer «A Lã e a Neve» de Ferreira de Castro, pois o meu companheiro de aulas disse-me: "Este livro fala sobre a Covilhã!" e como, para mim, esta cidade é resultado da fusão entre a cidade suburbana de Lisboa, de onde vim, e a aldeia, na qual passei os meus tempos livres, o que alberga os fins-de-semana e férias fiquei curiosa sobre a real qualidade da narrativa, para além de que não o queria decepcionar.
Confesso que a primeira impressão não foi das melhores, não apenas pelo esforço de leitura que implicava a grossura do volume, mas também porque não era meu hábito ler obras do género, no entanto quando comecei, verifiquei a facilidade que Ferreira de Castro em absorver o leitor na sua escrita. As folhas foram passando para trás de uma forma muito rápido, pois estava fascinada pela realidade descrita e pela semelhança dessa com a do lugar onde os meus avós moram.
As vivências de Ortiga emergiram em cada passagem. Era como se acordasse, em mim, acontecimentos esquecidos no fundo da minha memória. Reconhecia em cada imagem aquele espaço em que me desenvolvi, mexendo na terra, respirando aquele ar puro e recebendo os ensinamentos dessa experiência.
...de lume aceso no Inverno e porta escancarada no Estio. É assim a vida daquela gente que se torna íntima pela relação tão próxima que têm. As casas são quase pegadas, quintal com quintal, os produtos daí provenientes são trocados por outros de outros quintais ou por o que os animais criam. É esta abertura que me espantava, pois, no apartamento em que vivo, a porta tem de estar bem fechada, para que ninguém venha pedir ou tirar sem licença o que não é deles, e no prédio, de manhã, é raro ouvir uns Bons-dias!, com alegria e vagar. Normalmente, ouve-se um Olá! Muito apagado.
Também no Inverno, escutava ...histórias que os pegureiros contavam, ao lume, a encher de terror as noites infindas. Em Ortiga, não são os guardadores de gado, mas sim, os meus avós que relatam os tempos difíceis por que passaram, que animadamente dizem as lengalengas e cantilenas dos antigos, sem esquecer o espaço para a crítica aos mais novos, por esses não pedirem a benção ou outra coisa qualquer.
Á noite, o frio torna-se mais intenso, por isso a necessidade de estar á lareira, como se quisessem guardar o hábito da época em que não havia televisão e aquecedor. Lembro-me das noites que depois dos bailes na Liga Regional de Melhoramentos de Ortiga acabavam e eu, com a minha mãe, esperávamos pelo meu pai no carro; quase chorava pela geada que caía e fazia arrefecer o meu corpo de tal maneira que nem encolhida afastava aquela baixa temperatura. Mas ao chegar á cama a situação não mudava muito, já que os lençóis pareciam gelo e demorava muito tempo até que pudesse esticar os pés e sentir-me totalmente confortável. Era caso para dizer: -Vá uma noitinha para rachar, hem?
Fugindo ao ambiente de suas casas, ao ruído e movimento da filharada, os homens vinham para ali, naquele período de Inverno, jogar a bisca e cavaquear. A ausência de mulheres, de crianças e dos problemas domésticos dava-lhes uma efémera sensação de evasão. Talvez fosse o mesmo motivo e sensação daqueles que procuravam a associação recreativa de Ortiga. Por exemplo, recordo-me das noites de Natal, em que o meu irmão e pai saiam para lá, ficando as mulheres e o meu avô em casa, a fazer filhozes, algo que eu muito gostava. Depois disso, eu e a mãe íamos Ter com eles ao café da Liga. Confesso que era uma altura triste!
Para finalizar, as frases referentes á criação de ovelhas e de cabras, elevou á memória os queijos que a minha avó fazia (apreciados por toda a família) e a coalhada que eu tanto gostava e que substituía as refeições, das quais o prato não me agradava.
Realmente, são nestes cincos aspectos, nos quais está muito patente o Inverno eo frio que faz da Covilhã a Cidade Neve, que se encontram os pontos comuns entre esta e a freguesia onde os meus avós habitam. Contudo, a Covilhã actual torna-se parecida á junção de Ortiga com Póvoa de Santa Iria, local onde tenho residência.
Assim, não poderia deixar de apelar á leitura desta obra, pois ela faz-nos recordar ( E recordar é viver! ), retratando uma época e cidade muito particular, mas também bastante abrangente, não só em termos dos pontos em comum com outras terras, como também, nos dias de hoje, através do seu corpo de estudantes universitários, vindos de todos os pontos do país e de alguns de Espanha, Polónia, Itália e França. Sem dúvida que o livro falava!

Ana Filipa Silva - 1998

sábado, 26 de abril de 2008

Universidade ou outra opção?

Não entrei para a Faculdade. Soube mesmo agora. "Para além de me candidatar à 2ªFase, o que vou fazer?"
Para me acalmar, fui mexer nos recortes de revistas que abundam no meu quarto. Surgiu a ideia de me dedicar ao mundo do espectáculo, ser uma nova Adelaide de Sousa: cheia de alegria e dinamismo que apresenta o seu Jet7 com grande poder de representação, pelo menos, na parte que entra a Dolly. Ou seguir os passos da bonita Lúcia Moniz: cantar raramente, por só existir tempo para as telenovelas.
Gostava de enveredar pela arte, mas onde me hei-de dirigir? Quem nos pode aconselhar a escolher este ou aquele curso? Onde nos indicam as várias escolas e as novidades no campo artístico? Como é que tenho acesso aos workshops que poucas vezes são divulgados a nível geral?
Bem, teremos de ser nós a arriscar e sair queimados, porém não podemos desistir e temos que arriscar de novo para chegarmos onde queremos, muitas vezes, sendo cobaias de vigarices.
Uma pessoa que admiro bastante é Bárbara Guimarães. Isto não é propriamente o Suprise Show, mas adorava estar perto desta magnífica mulher do signo Touro, como eu, que esteve ligada à moda, mundo que aprecio, e ao jornalismo, meio ao qual desejo pertencer futuramente.
O factor sorte deve, como é natural, ter marcado o seu percurso, porém as qualidades pessoais também não lhe faltaram, pois só assim se justifica o vasto leque de experiências profissionais. Mas afinal como é que tudo surgiu?
Se calhar começou naquele dia decisivo!? "Entraste ou não?"

Ana Filipa Silva - 1998

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Solução brilhante para vidas complicadas

Ela: Gostas deste batom amor?
Ele: É o que te fica melhor.
Ela: Quer dizer que todas as outras vezes em que te perguntei se gostavas do batom achaste que estava horrível e não me disseste?

Solução: Um homem casar sempre com duas mulheres. Entre elas discutem as questões estéticas e pedem conselhos de beleza. E ele também não reclama.

É a vida...

Tomei banho às quatro da manhã. Todos foram dormir. Na sala, estão corpos adormecidos que preenchem o espaço, fazendo-me sentir aconchegada, mas, por ser a única acordada, sinto-me só.
Apetece-me sair. Deixá-los aqui e ir ver o pôr-do-sol para a piscina. Não! Iria acordá-los. Fico-me, aqui, sentada na parte da sala que me coube, e olho para o nada, o vazio, o escuro, o infinito.
Vou? Não sou? Estou indecisa! Mas não posso acordá-los. Prefiro ficar.
Levanto-me e espreito pela janela, aquilo que a cortina me deixa ver. Vejo o sol a aparecer devagar. Primeiro, um azul violeta, depois cor-de-laranja e, agora, amarelo.
Hoje, já sei o encanto do pôr-do-sol! Tenho vontade de me libertar, no entanto, não posso interferir com a liberdade dos outros que, depois de momentos de boémia, querem descansar.
Os outros... Têm sempre a ver com a nossa vida. Deixamos de tomar decisões, ou atitudes, por causa do incómodo que podemos causar aos outros. Os outros!!!
Olho para todos os cantos. Mais uma vez, olho os corpos moles que ali permanecem, ressonando. E quase que olho para mim, sentada em cima da grande almofada que é a minha cama.
Pronto! Não adianta... Rendo-me! Tenho que dormir! É a vida...


Ana Filipa Silva - 1997

terça-feira, 22 de abril de 2008

Para vocês



Vão visitar-me aqui - escrevi algo para todos vocês.

São vinte!


Pago a renda da Casa da Morte todas as vezes que tenho apetite. Trezentos e sessenta paus pelos vinte pedaços que se alojam no meu peito. Dinheiro que só tem como positivo o consumo e, logo, capital em circulação, mas só mesmo isso.
Se me perguntarem por que o faço, não sei. Talvez por problemas psicológicos ou, então, por parvoíce. Que engraçado, eu sou a casa do meu organismo e do meu pensamento. E esses alojam pequenos circuitos e elementos menores dentro deles que, por sua vez, têm como habitantes outras pequenas coisas. E eu... vivo na minha casa, onde coabitam outros seres e objectos... a minha casa localiza-se noutra casa, a freguesia onde moro, que se situa num determinado concelho, distrito e província... e, claro, todos juntos, casinha mais casinha, habitamos o mundo, o globo terrestre e o universo e a galáxia...
Mas o que pago é a renda da Casa da Morte. Pedaços de poluição que se aninham nos meus pulmões... Vinte, sãos vinte as balas de cada compartimento da casa. E parece que vai crescendo conforme as necessidades... passa a vivenda, a mansão e o aldeamento... São vinte!

Ana Filipa Silva - 1998