terça-feira, 3 de junho de 2008

Jesus Cristo!


Desculpem a comparação, mas se eu tenho esta ideia, não a posso reprimir, somente posso tentar esclarecê-la, de maneira a dar-lhe uma forma mais aceitável para as entidades competentes.
Jesus Cristo é um ídolo, como Jim Morrison ou Kurt Cobain, mas por motivos diferentes; é um ídolo de uma legião imensa de fãs, de imensas idades e tempos, pois é um ídolo intemporal, adorado por imensas gerações. Aí está uma diferença entre Jesus e Kurt!
A Igreja é a instituição que gere esse clube de fãs, que se aproveita da imagem de outrém, neste caso de Jesus Cristo, para poder viver às suas custas.
O seminário é a escola dos fãs que, posteriormente, ganharão lucros desse tempo de aprendizagem, espalhando a imagem, a palavra e a pessoa que foi o Senhor.
O Padre Dehon ficou como exemplo para alguns seminaristas. Um “ídolo” de uma outra legião de fãs que se esqueceu que Jesus Cristo não admite outros ídolos e que, assim, estão a ir contra aquilo que pregam. Mas se Jesus diz que não se deve adorar a mais ninguém, não será prepotência a mais e não seria um erro?!
Se assim é, não tem importância eu adorar a Madonna ou o Figo, até porque eles também são seres humanos que acreditam em Deus e cujo percurso na vida é memorável.
A diferença está na interpretação de cada um!

Acredito numa força superior a nós. Não sei se inventou o mundo ou não, se é Jeová ou Jesus... Simplesmente, acredito que existe algo que parece inexplicável e por isso lhe chamamos religião, fé, misticismo, enfim, abstracção.
Se eu gosto de ler a Bíblia? Claro que gosto. Para mim, a Bíblia não é um livro de regras que sigo passo a passo, com medo de não ter lugar no céu. No meu ponto de vista, a Bíblia é uma história que ajuda o ser humano a encontrar-se consigo e com os outros. Mandamentos como: não matarás, não roubarás... São princípios lógicos para vivermos em comunidade.
O “Livro Sagrado” guarda dentro de si uma porção de filosofia, psicologia e sociologia. Não é um livro banal, mesmo para os ateus, pois podemos ir ao encontro dos nossos antepassados nas Sagradas Escrituras.
Sem dúvida que a religião faz parte da cultura ocidental e, por isso, contém grande parte da nossa história.

Ana Filipa Silva - 1997/1998