Hoje acordei remetido a este tema sempre tão variado e abundante.
Aliás dizia logo de manhã no Twitter: "Bom dia gente do mundo - hoje estou a reflectir sobre as repetições e os silêncios"
Sempre me preocupei em ouvir com atenção o que me dizem, particularmente nas circunstâncias em que sinto que o que me dizem é relevante. Claro que para todas as regras há excepções e tenho pessoas queridas que já questionaram a minha atenção em momentos que lhes era particularmente pertinente a minha atenção. Mas acho poder dizer que sou atento ao sentimento e à sua expressão. Procuro nas palavras dos outros o que lhes vai na alma.
E deste ritual relacional sobressaem duas questões curiosas que quis partilhar convosco hoje:
- Existe em mim uma certa irritação com o barulho. Quando quero perceber e não posso. Quando quero ouvir e não consigo. O barulho incomoda-me. E no meio dessa dicotomia ouvir/não ouvir tenho dificuldade em explicar ao outro que aquele lugar e aquele momento não me permitem a atenção que pretendia. Deveria provavelmente ter a coragem de dizer: agora ou aqui não, mas não me é fácil recusar.
- Outra dificuldade é com as repetições. Como tento colocar a minha atenção no que me dizem, tenho dificuldade em entender porque algumas pessoas necessitam de repetir-me o mesmo que já me disseram em outra altura. E nesses momentos, a relação que tenho com as pessoas, cria um buffer variável de acordo com a importância dessa pessoa na minha vida. Mas há pessoas que exageram. Que no mesmo dia me dizem sete vezes o mesmo. E isso incomoda-me.
Mas porquê Bernardo? Numa primeira fase, reflecti que sentia isso como uma falta de respeito. Como se ao dizerem mais de uma vez qualquer coisa estariam a presumir que não tinha ouvido o que me disseram, ou que não lhes dei as oportunidades que precisavam.
Mas agora presumo que tem mais a ver comigo do que com eles. Provavelmente, realmente não "ouvi". Se calhar havia algo para perceber que não percebi. Ou algo para aceitar que não aceitei.
Isto das relações é muito misterioso.
Ou então não...
Há um espaço que não cansa. Há um tempo que corre tranquilo. Há sempre lugar para tudo. Caminhamos com um sorriso. Afinal, há BOM TEMPO NO CANAL. Este é um blog sobre quase tudo, mas principalmente sobre o dia a dia, os acontecimentos, as pessoas e as suas relações.
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terça-feira, 24 de março de 2009
quarta-feira, 2 de janeiro de 2008
Ano Novo Vida Nova
Este novo ano vem com a promessa de nos renovar. De encher o nosso peito de alegria, de paz, de abundância e de muito sucesso. É tão bom.Ontem estive com a minha F. a fazer uma lista de todas as qualidades que conseguíamos encontrar um no outro. Foi uma lista enorme, cheia de verdade e com um pouco de exagero. Mas o amor é assim, cheio de qualidades. É por isso que vale a pena, e que nos faz melhores e maiores.
Tenho reflectido muito sobre os altos e principalmente sobre os baixos. E o amor não é estar de acordo, nem é perceber, nem é gostar, é aceitar, é apoiar, é ficar. Ficar mesmo quando não se concorda, não se percebe, nem se entende.
Amar é ficar. Quando tudo o resto falha. Amar é ficar, mesmo quando tudo não faz sentido. E, acima de tudo, amar é decidir, é decidir ficar.
Amar é decidir ficar.
Eu e a F. apesar dos baixos, e fortalecidos pelos altos, decidimos ficar, e cada dia que passa ficamos mais comprometidos. Um com o outro, com a alegria, com o amor, e com a esperança.
Na diferença encontramos o caminho que nos une. E neste novo ano, a nossa relação saí renovada e fortalecida. No novo ano, no novo mês, na nova semana, no novo dia...
Ficamos os dois. E é tão bom, e vai ser ainda melhor.
sábado, 9 de dezembro de 2006
Sempre em dúvida
Esta coisa da relação é muito misteriosa.Sozinhos não conseguimos olhar para nós próprios e perceber as nossas qualidades e defeitos (pelo menos, não tão bem). Com o outro temos sempre dificuldade em reconhecer, aceitar e incorporar aquilo que nos dizem.
Fazem falta, mas não são fáceis!
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