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terça-feira, 24 de março de 2009

Repetições e silêncios


SILENCIO | brezza
Upload feito originalmente por luiza p.
Hoje acordei remetido a este tema sempre tão variado e abundante.

Aliás dizia logo de manhã no Twitter: "Bom dia gente do mundo - hoje estou a reflectir sobre as repetições e os silêncios"

Sempre me preocupei em ouvir com atenção o que me dizem, particularmente nas circunstâncias em que sinto que o que me dizem é relevante. Claro que para todas as regras há excepções e tenho pessoas queridas que já questionaram a minha atenção em momentos que lhes era particularmente pertinente a minha atenção. Mas acho poder dizer que sou atento ao sentimento e à sua expressão. Procuro nas palavras dos outros o que lhes vai na alma.

E deste ritual relacional sobressaem duas questões curiosas que quis partilhar convosco hoje:

- Existe em mim uma certa irritação com o barulho. Quando quero perceber e não posso. Quando quero ouvir e não consigo. O barulho incomoda-me. E no meio dessa dicotomia ouvir/não ouvir tenho dificuldade em explicar ao outro que aquele lugar e aquele momento não me permitem a atenção que pretendia. Deveria provavelmente ter a coragem de dizer: agora ou aqui não, mas não me é fácil recusar.

- Outra dificuldade é com as repetições. Como tento colocar a minha atenção no que me dizem, tenho dificuldade em entender porque algumas pessoas necessitam de repetir-me o mesmo que já me disseram em outra altura. E nesses momentos, a relação que tenho com as pessoas, cria um buffer variável de acordo com a importância dessa pessoa na minha vida. Mas há pessoas que exageram. Que no mesmo dia me dizem sete vezes o mesmo. E isso incomoda-me.

Mas porquê Bernardo? Numa primeira fase, reflecti que sentia isso como uma falta de respeito. Como se ao dizerem mais de uma vez qualquer coisa estariam a presumir que não tinha ouvido o que me disseram, ou que não lhes dei as oportunidades que precisavam.

Mas agora presumo que tem mais a ver comigo do que com eles. Provavelmente, realmente não "ouvi". Se calhar havia algo para perceber que não percebi. Ou algo para aceitar que não aceitei.

Isto das relações é muito misterioso.

Ou então não...

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Ano Novo Vida Nova

Este novo ano vem com a promessa de nos renovar. De encher o nosso peito de alegria, de paz, de abundância e de muito sucesso. É tão bom.

Ontem estive com a minha F. a fazer uma lista de todas as qualidades que conseguíamos encontrar um no outro. Foi uma lista enorme, cheia de verdade e com um pouco de exagero. Mas o amor é assim, cheio de qualidades. É por isso que vale a pena, e que nos faz melhores e maiores.

Tenho reflectido muito sobre os altos e principalmente sobre os baixos. E o amor não é estar de acordo, nem é perceber, nem é gostar, é aceitar, é apoiar, é ficar. Ficar mesmo quando não se concorda, não se percebe, nem se entende.

Amar é ficar. Quando tudo o resto falha. Amar é ficar, mesmo quando tudo não faz sentido. E, acima de tudo, amar é decidir, é decidir ficar.

Amar é decidir ficar.

Eu e a F. apesar dos baixos, e fortalecidos pelos altos, decidimos ficar, e cada dia que passa ficamos mais comprometidos. Um com o outro, com a alegria, com o amor, e com a esperança.

Na diferença encontramos o caminho que nos une. E neste novo ano, a nossa relação saí renovada e fortalecida. No novo ano, no novo mês, na nova semana, no novo dia...

Ficamos os dois. E é tão bom, e vai ser ainda melhor.

sábado, 9 de dezembro de 2006

Sempre em dúvida

Esta coisa da relação é muito misteriosa.

Sozinhos não conseguimos olhar para nós próprios e perceber as nossas qualidades e defeitos (pelo menos, não tão bem). Com o outro temos sempre dificuldade em reconhecer, aceitar e incorporar aquilo que nos dizem.

Fazem falta, mas não são fáceis!