segunda-feira, 12 de setembro de 2005

Cuidado aí no céu

Sempre o ouvi. Nunca o vi. Mas era sempre forte e destemido. Sempre com o sotaque carregado. Cheio de personalidade. Era um gladiador português. Dizia que dava conta deste e daquele. Que aniquilava o outro e mais aqueloutro. E aí de quem se metesse com ele! Era um dos bons, dos genuínos. Na fantasia juvenil ele representava um misto de herói com homem simples.

Tinha uma clínica onde ajudava a tratar problemas de saúde e que a minha mãe ainda frequentou aqui em Lisboa.

Era o meu Tarzan, não era da selva, nem dos macacos, mas era o português, o do bacalhau, do caldo verde e do torresmo.

Agora partiu para outro sítio. Já o estou a ver, à porta do céu, a falar com S. Pedro: "O quê? Não posso??? Tu vê lá bem S. Pedro. Pensa duas vezes. Até podes chamar Jesus, ou até mesmo Deus. Dou conta de todos. Afinal sou o Tarzan Taborda."

E por isso vos informo. Oh malta angelical. Tenham cuidado. Tenham muito cuidado. Ele é nosso, é bom, é forte... e é só nosso. Cuidado aí no céu!