quinta-feira, 27 de março de 2008

Ana da Liberdade

Olho para o passado e parece que estou a ver um filme que não é meu e que não é de uma única pessoa.
Às vezes, era cobarde, outras uma heroína. Haviam momentos de grande alegria e outros de depressão. Visuais diferentes, pessoas diferentes, paisagens diferentes...
Compreendo-te... Andavas à procura do teu caminho, eras carente e insegura. Compreendo-te...
Rapariga de muitas Luas. Nem sempre fizeste o correcto, mas aquilo que o momento te pedia. Erraste perante os outros que têm valores morais complexos e diferentes dos teus.
Tu, que és eu, sempre foste precoce, porque a vida assim quis. Agora, queres ser criança-mulher e o mundo não o quer.
Não tenhas medo... Liberta-te! Ana da Liberdade.

Ana Filipa Silva - 09.12.97 18h